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domingo, 28 de abril de 2024

LEVIATÃ - A Besta Interior !!!

Muitas são as concepções e equívocos sobre tipos e sombras. Os pensamentos a seguir são compartilhados com base na compreensão das Escrituras para ter uma interpretação alegórica/típica que às vezes vai mais fundo do que o significado externo óbvio.

A grande maioria dos escritos do Antigo Testamento se enquadra nesta categoria. Eles tinham uma aplicação externa ao povo de Deus daquele período (o judeu natural), e agora têm uma lição interna que trata da parte espiritual do povo de Deus de hoje (a igreja de Deus).


A alegoria pode ser perigosa. Ao buscar o significado “oculto”, todos os tipos de ideias podem surgir. “Consistência é uma joia” certamente se aplicaria aqui! A alegoria apresentada não deve contradizer outras verdades bíblicas!

Esses pensamentos estão incompletos. No entanto, a mensagem recolhida é uma mensagem importante para a humanidade. Não me interessa ser arrastado para um debate sobre escatologia (palavra grega para “estudo dos últimos tempos”), mas os ensinamentos comuns expostos hoje tendem a deixar-me perplexo e insatisfeito. Talvez a maior revelação (ou revolução!) do meu entendimento tenha ocorrido há vários anos, quando alguém mencionou que todos os símbolos do Apocalipse de João também estão no Antigo Testamento. E para compreender adequadamente a visão de João precisamos olhar para a aplicação feita por esses mesmos símbolos usados ​​no Antigo Testamento! Com o passar dos meses e anos, eis que comecei a ver que esses símbolos estavam no Antigo Testamento! Exorto os leitores deste artigo a verem por si mesmos esse assunto e examinarem as escrituras. Mas por enquanto, considere o que eu digo…

A história de Jó me intriga. Por que Deus permitiu que uma porção tão grande da Bíblia fosse contada na história de Jó? Por que todo o detalhe das conversas com os amigos? Estou convencido de que escondidos nesses capítulos estão muitos sermões que a igreja de hoje nunca ouve. (Não, não entendo tudo!) Deixe-me compartilhar alguns pensamentos sobre Jó.

De acordo com as escrituras, Jó era um homem perfeito e reto. Jó fez aquelas coisas que agradavam a Deus. Ele fez boas ações. Ele ofereceu orações e sacrifícios. Parece que, externamente, nenhuma falha poderia ser encontrada. Na honestidade de seu coração, Jó realizou suas obras de justiça.

Mas imagine um dia Deus olhando para Jó. E Deus sorri. Ele aprecia e aceita os esforços de Jó para servi-lo. E ainda assim ele vê algo que Jó não vê.

Então, Deus elabora um plano para ajudar Jó a ver mais profundamente do que ele vê atualmente. Com um sorriso “sorrateiro”, Deus seduz Satanás (digo sorrateiro porque na minha imaginação vejo Deus usando Satanás para Seus próprios propósitos e parece que Satanás nem percebe isso!) a tentar Jó, sabendo que as provações trazem purificação. Você provavelmente conhece a história. Jó perde todos os seus bens. “Em tudo isso Jó não pecou…”

Em seguida, Deus provoca Satanás um pouco mais (com o mesmo sorriso “sorrateiro”, por assim dizer), e Jó perde sua família. E sua esposa faz pior do que morrer; ela o provoca a blasfemar. “Em tudo isso Jó não pecou com os lábios.”

Até agora Jó passou nos testes. Quantos de nós chegaríamos tão longe sem cair na incredulidade, no desânimo e na autopiedade? Mas o pior ainda está por vir para Jó. Imagine Deus olhando para o Seu cadinho (com aquele mesmo sorriso de expectativa) enquanto permite que o calor aumente ainda mais!

Entra os três amigos de Jó. Um pouco de informação acrescenta à história. De acordo com a versão Septuaginta do Antigo Testamento, Jó era neto de Esaú. (Veja Gênesis 36 para genealogias. Vss. 10 e 13 e 33 esp. possivelmente Jobab=Jó). Elifaz teria sido seu tio. Os outros dois, assim como Elifaz, eram reis ou líderes de tribos. Por outras palavras, estes não eram homens comuns; sua presença deveria ser respeitada. Imagine um de seus tios, o governador e o presidente vindo ver você!

Agora consideramos Esaú e seus descendentes como um povo humilde. E como um tipo de homem carnal eles são. No entanto, como indivíduos no seu tempo, alguns deles evidentemente eram monoteístas (adoradores de um só deus) que sabiam algo sobre o único Deus verdadeiro. Abraão e os judeus provavelmente não foram os únicos no mundo que realmente adoraram a Deus; são eles que nos falam. Jó, esse neto de Esaú (se é que é), evidentemente aprendeu sobre Deus em algum lugar. Seus três amigos também. Resumindo, a história continua com os amigos de Jó acusando-o de algum pecado secreto em sua vida. E pelas aparências pode parecer que sim. Jó nega essa acusação. E sua necessidade começa a surgir.

Parece que Jó começa a justificar (provar sua inocência) e, portanto, Deus está permitindo injustamente que essa miséria caia sobre ele. E do ponto de vista externo, Jó estava certo. Jó não conseguia pensar em nenhum pecado que tivesse cometido para merecer isso. E seus amigos também não sabiam nomear nenhum. Mesmo assim, Deus ainda viu algo em Jó que precisava ser resolvido.

Primeiro, Deus começa a revelar Sua própria majestade a Jó. Em essência, Deus diz a Jó: “Jó, olhe para mim e veja como sou grande”. Os capítulos 38 e 39 falam sobre isso. E Jó se humilha. Em suma, sua resposta parece ser: “Deus, vejo a sua grandeza e não direi mais nada”. Mas Deus ainda não acabou. Talvez Jó ainda esteja agarrado às coisas boas que fez e ainda se considere algo bom: certamente ele não merece calamidades como estas! E é aqui que a verdadeira essência deste artigo começa…

Deus agora começa a apontar a falha subjacente de Jó. E ele usa dois animais para fazer isso. Behemoth e Leviatã. Na alegoria, Deus mostra a Jó dois animais fortes que habitam a terra. Um vive em terra, o outro no mar. E parece que Jó entende o que Deus está revelando. Esses dois animais vivem dentro de Jó e pela sua presença o contaminam! Ele não precisa fazer nada para ser contaminado diante de Deus. Porque ele está contaminado pela própria presença deles. Deus diz a Jó: “Jó, dê uma olhada em quem você realmente é”. Jó vê a imagem e faz uma declaração muito profunda: “Abomino a mim mesmo e me arrependo…”

Imagine agora Deus sorrindo, balançando a cabeça. Jó terminou seu refinamento.

Vejamos estes dois animais que Deus usou para revelar a Jó a sua depravação. “Eis agora gigante”. Behemoth é um animal que vive na terra. Vou parafrasear o que Deus parece dizer.

“V.15 Eis o gigante da sua carne. Ele é da terra e se alimenta de coisas terrenas. V.16 Ele é forte e não é facilmente vencido por causa dessa força. V.20 Ele vive na selva e é um coisa indomável. V.21 Ele cuida de si mesmo, buscando aquelas coisas que o gratificam, e V.22 busca aquelas coisas e lugares que são confortáveis ​​e agradáveis ​​para ele. V.24 Você pode tentar pegá-lo e controlá-lo. mas ele escapa de suas armadilhas.

A seguir, Deus volta a atenção de Jó para outro animal que vive na terra. Este habita no mar. Parafrasearei o que Deus parece dizer a Jó. Para uma pista, Leviatã=alma (no sentido de comparação com corpo e espírito)=velha natureza=velho homem=primeiro Adão= depravação interior=eu.

“Jó, você consegue capturar sua velha natureza? Você consegue, Jó? V.3 Sua velha natureza se humilhará voluntariamente ao seu controle? Ela será submetida ao seu controle? V.4 Você pode fazer um pacto com seu egocentrismo para que você possa controlá-lo? Sua depravação interior será sua escrava (e não o contrário!) V.5 Você pode domar a natureza carnal de Jó? Você poderia domar essa natureza em suas filhas para que elas não fossem controladas? seus próprios desejos? (Isso não seria legal!!) V.6 Uma multidão inteira de vocês pode se reunir e matá-lo V.7 Ou você pode matá-lo sozinho? egoísmo, você descobrirá que a batalha é muito difícil e desistirá de tentar. As lembranças das batalhas farão com que você se desespere de tentar mais. V.9 Quando você pensar em superar o poder do pecado interior, isso o deixará desesperado! V.10 E se você se cansar de lidar com ele, você não consegue nem mesmo afastá-lo. V.13 Jó, você pode colocar uma rédea na sua natureza humana?”

Começando no versículo 18, Deus começa a contar algumas coisas incomuns sobre o Leviatã que excluem um animal normal da descrição. Quando ele espirra (espirra ou expira) uma luz brilha. Ele exala fogo e faíscas. A fumaça também sai de seu nariz. Por isso estou convencido de que se trata de um animal alegórico e não literal. Mas e a natureza carnal do homem? Talvez Tiago tivesse isso em mente quando chamou a língua de “um fogo, um mundo de iniqüidade”!

Mais alguns atributos deste monstro foram revelados a Jó ainda. O versículo 22 sugere que ele é obstinado, e o versículo 23 sugere que sua pele não é facilmente suplicada. O versículo 24 fala de seu coração extremamente duro, e o versículo 25 revela um problema de raiva. Quando os homens tentam vencê-lo com psicologia, drogas e programas de boas obras, ele fica furioso. Seja o que for que a humanidade tenha para lhe lançar, não adianta nada. Infelizmente, infelizmente…

Finalmente, vejamos o lar desta criatura selvagem e indomada. Parece que ele vive no que é chamado de “profundeza”. “O fundo” é um termo interessante. Na língua grega a palavra é “abismo”. (Abismo é um composto de ‘a’ que significa ‘não’, e ‘byss’ que significa ‘fundo’. Portanto, “abismo” significa ‘sem fundo’ ou ‘sem fundo’) Na versão Septuaginta (uma tradução grega do Antigo Testamento) , os tradutores às vezes usavam “abismo” para “profundidade”. “O fundo” também era um termo usado para designar o mar. Alegoricamente, parece que o mar (o abismo ou o abismo) é um tipo da parte anímica do homem. E aqui vive o Leviatã, o animal que é (ver V. 34) rei sobre todos os filhos do orgulho!!!

Resumindo este animal, descobrimos que ele não pode ser capturado, humilhado, subjugado, domesticado, morto ou afugentado. Ele é um monstro furioso, forte, orgulhoso e de coração duro. Ele está em casa no mar da alma da humanidade e é o rei do reino do orgulho. Você entende o título deste artigo agora? Você entende por que Jó, ao compreender a alegoria de Deus, se abominou? Jó entendeu que embora fizesse coisas boas, ele precisava que seu interior nascesse fresco e novo. Se o homem mais justo da terra precisava ser libertado do Leviatã, e eu e VOCÊ?

Não é coincidência, creio eu, que quando João teve sua visão enquanto estava em Patmos, ele viu um dragão e duas feras. O dragão estava no céu, mas os dois animais eram da terra. E é feita ainda a distinção de que um surgiu da terra, enquanto o outro surgiu do mar. Isto é paralelo à descrição das duas bestas em Jó. A palavra grega para revelação é ‘apocalipse’, que é uma combinação de ‘apo’ que significa ‘de’ e ‘calipse’ que significa ‘cobertura ou véu’. Então, a revelação de João foi para descobrir (revelar) algumas coisas. A meu ver, Leviathan e Behemoth estão sendo mostrados como eles realmente são. Eles são coortes de Satanás e todos os três juntos formam uma falsa trindade. Os maiores inimigos da humanidade revelados!

Ao longo dos anos tenho ouvido muitas sugestões sobre a identidade do Anticristo. César, Hitler e a Igreja Católica Romana são alguns dos pensamentos mais comuns. A adesão a denominações, números de segurança social, códigos de barras UPC, chips de computador, guarda do domingo e até mesmo sinais de veículos lentos foram sugeridos para a “marca”.

O que todas estas coisas têm em comum? São todos objetos físicos ou ações que podem ser vistos pelo olho físico. Você já pensou em olhar para o reino espiritual? O reino dos poderes “invisíveis”? O reino de Deus está neste reino. O olho natural não pode ver o reino de Deus. (LC 17:20-21) Estude a composição do reino de Deus mencionado em Ro. 14:17, justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Realidades invisíveis! Invisível, mas tão real quanto qualquer propriedade física.

Olhe agora para a natureza carnal e as concupiscências carnais. Você consegue ver a natureza carnal do homem ou agarrá-la fisicamente? Os desejos por comida e conforto são tangíveis, palpáveis? O desejo reprodutivo é uma propriedade visível? No entanto, o Leviatã da “natureza carnal” e o gigante das “concupiscências carnais” são tão reais quanto o papel (ou a tela do computador) que você está olhando, que pode ser visto com o olho natural e sentido pelos seus dedos.

Vê como esses dois animais vivem dentro do homem não regenerado e o controlam? Veja como a raça humana está escrava desses dois, em conjunto com o diabo? Veja como Satanás, o Eu e a Carne são os deuses deste mundo, e todos na terra os adoram? Veja-os tendo “todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos” em suas mãos, e como todos são marcados como seus escravos? Veja como estes são anticristos, opondo-se aos ungidos (seja Jesus, seus seguidores ungidos ou a própria unção)? A mensagem é atemporal para aqueles que a ouvirão. Seja vivendo em 96 DC (quando se acredita que o Apocalipse tenha sido escrito), 1000 DC, ou hoje, você (e todos os outros seres humanos) nasceram escravos desta falsa trindade. Notícias preocupantes, de fato…

Direto ao ponto. As bestas de Jó e Apocalipse 13 estão dentro da humanidade. Leviatã pode ser chamado de eu, velha natureza, primeiro Adão, natureza carnal, homem do Pecado ou Anticristo. Conforme revelado em Jó e Apocalipse, ele não pode ser capturado, humilhado, subjugado, domesticado, afugentado ou morto pelos melhores esforços do homem. Ele reside no “mar” da parte anímica do homem e é um grande rei. Em conjunto com o gigante da carne, eles governam toda a humanidade desde o seu nascimento e fazem deles escravos. Eles marcam seus cativos com o número 666.

Em relação ao número 6. Ao longo das Escrituras encontramos este número aparecendo várias vezes em conjunto com o homem carnal. O primeiro Adão foi criado no 6º dia. A seguir, vemos o povo de Deus sendo perseguido por seu antigo senhor de escravos, Faraó, com 600 carros escolhidos. (Que imagem da realidade!) Agora vá para 1 SA. 17:4+. Encontramos o grande homem Golias aterrorizando o povo de Deus com ameaças e medos. Sua altura? 6 côvados e um palmo. Ele carrega 6 peças de armamento, das quais a ponta da lança pesa 600 siclos. Procurando entre seus parentes encontramos uma característica estranha: um tinha 6 dedos nas mãos e 6 dedos nos pés! (2 SA. 21:20) Provérbios 6:16 menciona 6 coisas que Deus odeia – observe que elas vêm do homem natural não convertido! E, finalmente, observe a imagem feita por um famoso rei egocêntrico. (Dan. 3:1) Este homem mais tarde viveu como uma BESTA, mas ele fez uma imagem (meu palpite é que se parecia com ele mesmo) que tinha 60 côvados de altura e 6 côvados de largura. Poderia ser essa a mesma imagem mencionada em Apocalipse 13:15 que a besta da terra fez com que todos adorassem? Parece familiar, não é? [Como uma pequena nota trivial de interesse, veja a sexta palavra do sexto versículo do sexto capítulo do sexto livro do Novo Testamento-KJV. É claro que não coloco absolutamente nenhum peso doutrinário nesta coincidência!]

Por que Deus permitiu que esses pequenos detalhes do número seis fossem registrados sobre as pessoas acima? Observe a semelhança entre Faraó, Golias e Nabucodonosor. Eles eram todos HOMENS que se OPOSTARAM ao povo UNGIDO de Deus. Encontramos o número 6 conectado com todos os três. Deus está tentando nos dizer alguma coisa? Seu maior inimigo é o homem (DENTRO DE VOCÊ) que se opõe à unção, ungido e ungido. Paulo nos diz em Romanos que a mente carnal é inimizade contra Deus. Não é de admirar que quando Jó viu isso ele disse a Deus: “Eu me abomino…”!

Existem algumas escrituras interessantes no Antigo Testamento que falam do homem como sendo semelhante a uma besta. Ec. 3:18 conta como os filhos dos homens (um termo para homens carnais) são como uma besta. Observe que os homens orgulhosos são como animais no Sal. 49:12 e 20. E no Sal. 73:22 um homem tolo e ignorante se declara uma besta. Curiosamente, nenhum leão ou animal está no caminho da santidade (Is 35:8-9). Se você parar e pensar sobre isso, provavelmente concordará que o homem em seu estado natural vive como os animais. Cada homem cuida de si primeiro! É realmente um mundo “cachorro come cachorro” em que vivemos!

Os escritos do Novo Testamento também nos dizem o mesmo. 2 Pe. 2:12 e Judas 10 chamam certos homens de “bestas brutais naturais” e: “o que eles conhecem naturalmente, como bestas brutas”. Linguagem bastante direta de dois homens apostólicos!

Às vezes, o mesmo antítipo espiritual é descrito por tipos diferentes. Jesus Cristo é o Cordeiro de Deus, ao mesmo tempo que é o Leão da tribo de Judá. Então Ele é um leão e também um cordeiro! Da mesma forma, o anticristo é o homem do pecado, ao mesmo tempo que é a ‘besta’. Voltemo-nos agora para Daniel para ver outro tipo de arquiinimigo dentro de nós.

Em Daniel capítulo 7, o sonho de Daniel está registrado. Ele viu quatro animais subindo do mar. (Observe o mar novamente!). Um leão, um urso e um leopardo; alguns com outras partes estranhas do corpo. A quarta besta era diferente das outras, e em Apocalipse vemos por quê. Era uma combinação de leopardo, urso e leão, além de ter muitas cabeças. Estas bestas representavam reinos que governariam a terra de Israel até a época de Cristo. (Pondere as implicações espirituais disso!) Praticamente todos os comentaristas e historiadores concordam que essas bestas representam o Império Babilônico, depois o Medo-Persa, depois o Grego e, finalmente, o Império Romano. (Daniel predisse a história com tanta precisão que alguns acham que o livro de Daniel foi escrito depois do fato!) Lembre-se sempre: o tipo físico no Antigo Testamento é mudado para um antítipo espiritual na era evangélica!

Uma das profecias mais encorajadoras do Antigo Testamento é o veredicto anunciado em Daniel capítulo 7. Resumindo, há um reino vindo que irá despedaçar todos os outros reinos! E uma vez que o reino de Deus está no reino espiritual invisível, os reinos que ele destrói são os poderes das trevas que mantêm a humanidade cativa. Parece que a quarta besta de Daniel 7 é a mesma besta de Apocalipse 13. Parece que ela é um conglomerado dos três primeiros juntos e mais alguns! Estude os mapas da sua Bíblia e veja como cada reino ficou maior que o anterior, até que Roma controlou tudo!

A seguir, dê uma olhada no sonho de Nabucodonosor em Daniel 2. Aqui aparece outro tipo do mesmo antítipo (o homem do pecado aqui). Os mesmos quatro reinos são mostrados de outra forma. Observe como cada reino é uma substância mais forte que o anterior, e também de menor valor (exatamente como é a natureza humana quando não conquistada por Cristo!). Observe também que é uma imagem no sonho (idolatria novamente – veja Apocalipse 13;15 mais uma vez!). E essa imagem parecia um HOMEM! Em nosso estudo, MAN continua aparecendo, não é?

Então, qual é a soma total desses sonhos bestiais? Parece que a quarta besta é uma versão final da natureza humana totalmente depravada com a qual o homem nasce. É um reino que controla “toda” a terra. O povo de Deus estava até mesmo sob seu domínio. Mas a pedra rolou da montanha e despedaçou aqueles reinos!!! “E o reino e o domínio, e a grandeza do reino debaixo de todo o céu, serão dados ao povo dos santos do Altíssimo, cujo reino é um reino eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão (Jesus) .” Papai. 7:27

A REDENÇÃO DO REINO DA BESTA CHEGOU! Digno é o Cordeiro que foi morto… Santo, Santo, Santo… Aleluia para sempre!

Enquanto conversamos sobre essa fera, vamos dar uma olhada em sua ‘esposa’. Em Apocalipse 17 encontramos uma mulher montada no que parece ser o mesmo animal de Apocalipse 13:1. Falei desta mulher como sendo sua ‘esposa’. A Bíblia não diz isso explicitamente, mas a sugestão pode estar aí. Na verdade, ‘namorada’ pode ser o melhor termo. Ela é chamada de prostituta no versículo 1. De qualquer forma, em toda a Bíblia uma mulher é um tipo de igreja. Paulo alude a esta alegoria em Ef. 5:32. Sem entrar em detalhes aqui, estude o livro de Provérbios para ver os avisos dados sobre as prostitutas. E então vá para o capítulo final desse livro para encontrar uma descrição da esposa perfeita e cheia de virtude. Agora considere aquela esposa como a igreja pura de Cristo, e a prostituta como o resto do mundo… Está vendo o quadro espiritual?

Se você não recorreu a nenhuma outra referência das escrituras ao ler isto, faça-o para esta. Lev. 18:23. Primeiro, as leis do Antigo Testamento são tipos de leis espirituais em ação no reino de Deus. Se Deus quisesse ter um tipo de lei da gravidade, ele poderia ter dito: “Nunca atirarás um pedaço de pau para cima, apenas para baixo ele poderá ser jogado.” Assim, ele teria transformado a sombra da lei da gravidade em uma lei natural. A realidade espiritual que Deus está revelando nesta escritura é impressionante. Qualquer mulher (igreja) que se deita com (dá amor a) uma besta (Leviatã de si mesmo, ou Behemoth de carne) é chamada de confusão (Babilônia – que significa confusão). Vemos exatamente isso em Apocalipse 17!!!! A mulher estava montando a besta (por implicação tendo um caso de amor com ele?) e por isso ela é chamada de Babilônia! Volte para o Ex. 22:19 para a próxima lei do reino de Deus. Aqui diz que tal mulher será condenada à morte. A soma total disso é que você morrerá espiritualmente se se dedicar a servir a si mesmo ou à carne!

Um estudo de Lev. 21:9-15 revela outro aspecto disto. O sumo sacerdote (Jesus) só pode se casar com uma igreja virgem (imaculada do “mundo” – concupiscência dos olhos, concupiscência da carne e orgulho da vida). Observe que a prostituta deve ser queimada com fogo em Levítico, e então vá para Apocalipse e veja a condenação anunciada para a mulher montada na besta. Se você adivinhou “totalmente queimado pelo fogo”, você estava certo! A Bíblia é um livro incrível não é mesmo!

Uma pequena nota lateral de interesse. Observe a relação da prostituta e seu “namorado”. Ódio e inimizade… quantos casamentos ímpios acontecem? Não é assim que o “mundo” (concupiscência visual, etc.) nos trata quando nos entregamos a ele? Deitamo-nos diante dele para recebê-lo, mas no final ficamos desolados, solitários e contaminados. Soma total disso? O eu é um mestre de tarefas difícil…

BOAS NOTÍCIAS! Não ficamos desolados! O Salmo 74:14 diz: “Tu quebraste em pedaços as cabeças (observe o plural) do leviatã: “O homem não pode fazer isso, mas Deus pode! “Naquele dia (era do evangelho) o Senhor com sua espada dolorosa, grande e forte (Palavra de Deus) castigará o leviatã, a serpente penetrante, sim, o leviatã, a serpente tortuosa; e ele matará o dragão que está no mar.” É 27:1

O homem não poderia (e ainda não pode) matar o Leviatã. Mas Jesus com sua poderosa espada traz libertação para nós! Que evangelho nós temos!!!

Então resumimos todo este artigo. Nascemos com o anticristo controlando dentro de nós. Ele marca cada ser humano como seu escravo e todos devem servi-lo. Os melhores esforços do homem não conseguem libertar-se dos seus próprios desejos naturais. Aqueles que continuam a viver com esta besta são prostitutas contra Deus e estão condenados ao fogo eterno. Aqueles que se arrependem e crêem em Jesus Cristo podem ser vencedores da besta (Apocalipse 15:2), podem ter um novo nome marcado em suas testas (Apocalipse 7:3 e Efésios 1:13) e podem ser libertos. das cadeias da maliciosa trindade de Satanás, do eu e da carne. No final, esta trindade maligna será destruída (assim como a prostituta), e Jesus se casará com a igreja virgem de Deus.

Você entende o título agora? Leviatã – A Besta Interior?

Mais uma pergunta-

Quem é o seu rei; Jesus, o Cristo, ou o Eu, o Anticristo? -Mike Atnip

Fonte: www.elcristianismoprimitivo.com


sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Jesus Ressuscitou ao Sábado* !!!

(*) Do artigo original epigrafado - 'Jesus Não Ressuscitou no Domingo' copilado do sitio eletrônico: Graça Maior.

Se Jesus tivesse morrido na sexta-feira como dizem a maioria dos evangélicos, ele teria que ressuscitar somente na segunda-feira a tardinha para se completar os três dias e três noites profetizado por ele mesmo em Mateus 12:39-40. É comum entre a maioria dos cristãos aceitarem que Jesus morreu na sexta-feira, considerada a sexta-feira da paixão e que ressuscitou no domingo, considerado o domingo de páscoa. Podemos afirmar que isto é apenas uma tradição, mas não é a verdade absoluta. 



Primeiramente, para compreendermos a complexidade deste assunto, temos que pesquisar a fundo os textos Bíblicos bem como entender a tradição Judaica da época. Para chegarmos a uma conclusão nítida do assunto. Temos que saber como os Judeus computavam os dias. De acordo com Gênesis 1:5-8,13,19,23,31 a Bíblia diz que houve tarde e manhã o primeiro dia, tarde e manhã o segundo dia e assim sucessivamente até os nossos dias. Podemos entender nestes textos que houve 12 horas de noite e 12 horas de dia os primeiros dias da criação e assim até os dias de hoje. 

Ilustrando através do gráfico a seguir a morte e ressurreição de Jesus Cristo  



Como Os Judeus Computavam os Dias? 

Os Judeus computavam o dia a partir do por do sol. Hoje eles ainda fazem da mesma forma. A Bíblia assim nos ensina. Gênesis 1:5-8, Neemias 13:19 Levíticos 23:32. Hoje, de acordo com a tradição Romana, computamos o dia da seguinte maneira: Pegamos 6 (seis) horas de uma noite, que começa contar a meia noite, (24 horas) depois, pegamos mais 12 (dose) horas do dia e mais 6 (seis) horas de uma outra noite, para assim termos um dia completo de 24 (vinte e quatro) horas. Analise meu amigo leitor, se isto tem lógica. A Bíblia ensina que são 12 horas de noite mais 12 horas de dia, formando assim, um dia completo. Um dia é totalmente independente do outro. O sol é o limitador de cada dia, Deuteronômio 16:6. Quando o sol se põe, inicia-se um outro dia, sendo que, primeiro temos 12 horas de noite e depois 12 horas de claridade. 

Na Bíblia,tem várias citações sobre o período de tempo que Jesus ficaria no sepulcro. Todos eles falam de três dias e três noites, porém na realidade são três noites e três dias. Os tradutores é que se equivocaram, por causa da tradição. Os Judeus, para provar se Jesus era o verdadeiro Messias, pediram-lhe um sinal. Ele respondeu: uma geração má, e adúltera pedem um sinal, porém, não se dará outro sinal, senão o do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve, três noites e três dias no ventre do grande peixe, assim estará o filho do homem, três noites e três dias no coração da terra. Mateus 12:39-40. 

A Bíblia é um livro, totalmente inspirado por Deus, e tudo o que foi escrito, é a divina inspiração. Deus não é o homem para que se confunda. Temos muitas outras afirmações que comprovam, que, ele estaria três noites e três dias no sepulcro. Mateus 16 4,21, 17:23, 20:19, 26:61, 27:40,63,64, Marcos 8:31 10:34, 14:58, 15:29, Lucas 9:22 18:33, 24:7,46, João 2:19-20, Atos dos Apóstolos 10:40 e 1 Coríntios 15:4. 

Jesus o Cordeiro Pascoal 

No dia 14 do primeiro mês Abib ou Nisan do calendário Judaico, à tardinha. Êxodo.13:4, Deuteronômio 16:1, Números 9:3-5, era celebrada a páscoa pelo povo de Israel por estatuto perpetuo. Êxodo 12:6-14, Levíticos 23:5. Nota que todos os textos mencionam o fim do dia ou no crepúsculo da tarde. Números 9:3-5. Um Sábado antes da sua morte, ele pregava numa sinagoga como era seu costume. Enquanto pregava, vieram à Jesus dar um recado de Herodes. Disseram-lhe, que Herodes queria-lhe matar. Lucas.13:10. A resposta de Jesus à Herodes foi a seguinte: Digam a Herodes aquela raposa, que eu estarei expulsando demônios e fazendo curas hoje e amanhã e no terceiro dia terminarei minha missão. Estarei indo para Jerusalém, e lá, serei julgado e morto. Lucas.13:31-33. Na verdade, Ele terminou seu ministério no terceiro dia da semana, e na quarta-feira à noite, ele foi preso, após ter participado da ceia com os discípulos. Para entendermos bem o assunto, temos que memorizar a contagem do dia. Primeiro temos 12 horas de noite e depois 12 horas de dia (parte clara). 

  • Prenderam Jesus na quarta-feira à noite. João 13:30, 18:3,12,13. Em João 18:3 afirma que, a escolta possuía lanternas e tochas, isto evidencia que era noite. Já vimos em textos anteriores, que todas as celebrações iniciavam ao anoitecer. 
  • O Julgamento de Jesus, durou a noite toda de quarta-feira, até ao meio dia de quarta-feira. João 18:28-30, 19:13-14. (primeiro a noite depois o dia) Jesus foi crucificado às 9 horas da manhã, de quarta-feira. Marcos 15:25 
  • Da terceira hora (9 horas da manhã), até a hora sexta (meio dia), durou todo o ritual de crucificação. Marcos 15:25-33;
  • Ao meio dia, concluíram a crucificação. 
  • Da hora sexta (meio dia), até a hora nona (três horas da tarde), houve trevas sobre a terra. Marcos.15:33. 
  • Jesus morreu na hora nona (três da tarde) de quarta-feira. Mateus.27:45-50, Marcos 1533-37. 
  • Jesus foi sepultado no final da tarde de quarta-feira. Mateus 27:57-60, Marcos 15 42. (próximo ao por do sol).

No texto de Marcos, diz que era a véspera do Sábado. Este Sábado, aqui mencionado, era o dia 15 de Abib ou Nisam. Este, era, um sábado cerimonial, pois no dia 15 começava a grande festa dos pães ázimos, e o primeiro dia da festa, bem como o último dia da festa, era considerado, um Sábado cerimonial. João 19:31. Na semana em que Jesus morreu, este Sábado cerimonial caiu numa quinta-feira. Jesus, teria que ficar três noites e três dias no sepulcro, para se cumprir a profecia dele mesmo em Mateus 12:38-40 e outros textos já mencionados. Como já estudamos anteriormente, aprendemos que segundo as tradições Judaicas e conforme a Bíblia, o dia começa e termina ao por do sol. Por isso, temos sempre a noite primeiro e depois o dia. Gênesis 1:5-8 13,19,23,31. (Ele foi colocado no sepulcro no final da tarde ou seja ao por do sol). 

Jesus ficou no sepulcro, a noite de quinta-feira, o dia de quinta-feira, a noite de sexta-feira, o dia de sexta-feira, a noite de Sábado e o dia de Sábado. Perfazendo assim, as três noites e os três dias ou 72 horas, que terminaram ao por do sol do Sábado (vf Mateus 28:1).

Os Judeus usavam o calendário lunar e segundo a lei Mosaica Êxodo 12:6-16, Levíticos 23:5-7 e Deuteronômio.16:6, a festa da páscoa era celebrada no dia 14 de Abib ou Nisam, sempre a tardinha, o dia seguinte correspondia a lua cheia, pois no calendário Hebraico começava com a lua nova. O mês de Abib era o primeiro mês do ano Hebraico e correspondia a entrada da primavera. O dia seguinte, 15 de Abib era um grande Sábado cerimonial com descanso obrigatório. 

Segundo as Escrituras, Cristo é o cordeiro de Deus que a semelhança do cordeiro pascoal, deveria morrer em nosso lugar, no sacrifício da páscoa. Ele é a nossa páscoa, expressão de Paulo em  1 Coríntios 5:7. 

O Dia da Ressurreição de Jesus, 

Mateus 28:1

Quando as mulheres foram ao sepulcro, estava acabando o Sábado, isto é; ao por do sol. Estava completando três noites e três dias que Ele deveria ficar no sepulcro. Mateus 12:39-40. Em algumas traduções diz, que já iniciava o primeiro dia da semana, outras, afirmam que era alta madrugada.

Vimos em Mateus 27:57-60, que Ele foi sepultado a tardinha ou seja ao por do sol. Todas as festas Judaica começavam à tardinha. Deuteronômio 15:6 Levíticos 23:5-7. Se considerarmos a profecia D'Ele mesmo em Mateus 12:39-40. Ele deveria ficar 72 horas no sepulcro. Já sabemos que, Ele foi sepultado à tardinha ao por do sol, por conseguinte teria que ressuscitar à tardinha. João 13:30. 

Supondo que as mulheres, estivessem visitado o túmulo no domingo, como dizem algumas traduções. Nada desta afirmação, tem valor algum para provar a ressurreição de Jesus no domingo. O que importa na realidade, não é a hora que elas estiveram no sepulcro. O que verdadeiramente importa é que, quando elas estiveram lá, Ele já não estava mais no sepulcro. Já havia ressuscitado. Mateus 28:6 Marcos 16:6. As mulheres,viram somente o túmulo vazio, Ele não está aqui, vinde e vede o lugar onde Ele jazia. Mateus 28:6. Cumpriu-se a profecia Dele mesmo em Mateus 12:38-40. Na verdade o escritor do texto de mateus esta relatando o aparecimento dele e não a hora da ressurreição. Ele precisava afirmar não somente as mulheres, mas a todos os discípulos o aparecimento dele. 

Daniel 9:24-27 

É de suma importância analisar um pouco sobre as 70 semanas que Deus deu ao povo de Israel, para eles se reconciliarem com Deus. Sabemos que na profecia cada dia corresponde a um ano. Temos então 490 anos para o povo entender os últimos acontecimentos e se reconciliar com Deus. É importante notarmos que a profecia de Daniel diz que na metade da última semana que corresponde a três anos e meio, Deus faria cessar os sacrifícios. Acreditamos sem sombra de dúvidas que esta profecia de Daniel.9:24-27 têm duplo sentido, ela é tanto literal como profética e se cumpriu também na morte de Cristo quando o véu se rasgou de alto abaixo invalidando assim todo aquele ritual de sacrifícios de cordeiros. Pois Jesus representava o cordeiro que foi morto uma vez por todas para a remissão de todos os pecados. O texto diz que na metade da semana faria cessar os sacrifícios, e isto verdadeiramente aconteceu. 

Jesus Não Morreu na Sexta-Feira 

João 19:31 - Marcos 15:42 

Infelizmente, esta é uma tradição errônea, que a maioria esmagadora dos cristãos ensinam, por falta de conhecimento das escrituras. Se Jesus tivesse morrido na sexta-feira, o próprio Senhor Jesus teria mentido quando mandou o recado a Herodes (vf. Lucas 13:31-33).

 A tradição ensina que Jesus morreu na sexta-feira (sexta-feira da paixão), e ressuscitou no domingo chamado o (domingo de páscoa). Partindo do princípio, que Ele foi sepultado à tardinha, ao por do sol. Mateus 27:57-60 e que teria que ficar três noites e três dias no sepulcro. Mateus.12:38-40 e ainda levando em consideração a forma de computar o dia Judaico. Jesus teria que ressuscitar somente na segunda-feira à tardinha, ao por do sol. Teríamos a noite de Sábado o dia de Sábado, a noite de domingo, o dia de domingo, a noite de segunda-feira e o dia de segunda-feira. Somente na segunda-feira ao por do sol iria completar ás 72 horas, já iniciando a terça-feira. Não existe base Bíblica para tal afirmação. 

João 19:31 e Marcos 15:42-47 

O grande problema, é que as pessoas não fazem nem um pouquinho de esforço, para entender as Sagradas Escrituras. A Bíblia diz: errais não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus. Mateus 22:29 diz ainda: o meu povo se perde por faltar conhecimento (vf Oséias 4:6). Para entender o texto de João 19:31 e Marcos 1542-47, primeiramente temos que entender o que significa a palavra Sábado. Sábado, quer dizer descanso. 

Em Israel, sempre que há um feriado, isto para eles é um sábado. Porque eles estarão afastados dos afazeres do dia a dia. Eles na verdade, estão descansando. Se o nosso sete de setembro que é o dia da independência, fosse em Israel, seria um Sábado. Na época de Jesus, isto ainda era muito mais sério, pois se tratava de feriados religiosos ou cerimoniais. Havia muitos feriados naquela época. Hoje, Israel ainda é o país que tem mais feriados religiosos. Que para eles, são Sábados. 

Jesus morreu no dia da páscoa dos Judeus, no dia seguinte, começava a festa dos pães asmos. Levíticos 23:5-8, eles comemoravam esta festa durante sete dias. No primeiro dia da festa e no último dia da festa, era para os Judeus um Sábado cerimonial. Era um feriado religioso nacional. Ninguém fazia absolutamente nada. Era considerado um grande Sábado cerimonial. Não era o Sábado do sétimo dia da semana. Na semana em que Jesus morreu, houve dois sábados. O primeiro, foi um feriado religioso, que naquele ano caiu bem na quinta-feira, após a morte de Jesus, que ocorreu na metade da semana, na quarta-feira. 

Para tirar qualquer dúvida, vamos analisar com bastante atenção o texto de Marcos 16:1 e comparar com Lucas 23:56. Em Marcos diz: passado o sábado, Maria Madalena e Maria mãe de Tiago foram comprar aromas e bálsamos para ungir a Jesus. Passando o Sábado cerimonial que caiu numa quinta-feira, elas foram comprar aromas para ungir a Jesus. Na verdade, elas compraram na sexta-feira. Porém, houve algum imprevisto e não deu tempo de elas ungirem Jesus naquela sexta-feira. Logo, iniciou o Sábado semanal, que para os Judeus também é dia de descanso absoluto, pois é o quarto mandamento da lei de Deus. Como os Judeus são fieis observadores do Sábado, elas descansaram conforme o mandamento. Lucas 23:56. Passado este Sábado, que é o sétimo dia, o quarto mandamento da Santa Lei de Deus, ou no final deste dia, elas foram ao sepulcro para ungir a Jesus. Mateus 28:1. Chagando lá, se assustaram muito, porque Ele já não estava mais no sepulcro. Para a glória de Deus. Mateus 28:6. 

RECAPITULANDO: Naquela semana houve dois Sábados, o primeiro foi cerimonial e poderia cair em qualquer dia da semana, porém naquele ano caiu numa quinta-feira. O segundo foi o sábado do sétimo dia da semana, considerado o Sábado da ressurreição. Mateus 28:1. Para não sermos confundidos ou iludidos com as heresias, temos que estudar mais a Bíblia, comparando os textos e nunca lendo um texto isoladamente, querendo torcer conforme o nosso pensamento ou nossa conveniência. Como já dizemos, a Bíblia é um livro inspirado por Deus, nela não há contradições, nós é que muitas vezes nos confundimos. Se Jesus mesmo falou que ficaria, três noites e três dias no sepulcro, por que não aceitarmos a precisão das Escrituras? É muito mais fácil aceitarmos do que tentar arrumar arranjos para provar diferente do que está escrito. 

Jesus Ressuscitou no Findar do Sábado 

Marcos 16:9 

O texto correto é: E Jesus tendo ressuscitado, na manhã do primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria Madalena... O texto aqui não está afirmando que ele ressuscitou no primeiro dia da semana, e sim, que, apareceu primeiramente a Maria Madalena no primeiro dia da semana. A ênfase aqui é do aparecimento e não da ressurreição. Infelizmente os tradutores ao colocar a pontuação, já com a mentalidade pré-estabelecida, colocaram a vírgula onde não deveria existir. * A vírgula correta tem que estar em ressuscitado, e não em semana. Na verdade como foi colocada a pontuação, esta afirmando que ele ressuscitou no primeiro dia da semana. Sabemos que no Grego daquela época não tinha pontuação e quando os tradutores fizeram a tradução para o português, colocaram a pontuação erroneamente, ou por desonestidade. Se esta pontuação estiver correta, então teremos que por em dúvida outras passagens da Bíblia. Eu ainda continuo afirmando que na Bíblia não pode haver contradições. Outro detalhe a considerar é que o texto de Marcos 16:9-16, não pode ser usado como defesa de tese, pois é um texto duvidoso, muitos grandes teólogos afirmam que este texto não consta nos originais. Inclusive consta na nota de rodapé da bíblia NVI que este texto não consta nos originais mais antigos. 

CONCLUINDO 

Se nós lermos atentamente Mateus 28:1 e retrocedermos as três noites e três dias, teremos exatamente a metade da semana, quarta-feira, como sendo o dia da morte de nosso Senhor Jesus Cristo. Daniel 9:27 Lucas 13:31-33. 

Não é coerente querermos tentar provar a ressurreição de Jesus num domingo, só para não observarmos o Sábado. Mesmo que ele tivesse ressuscitado num domingo, isto não justifica a mudança do dia de guarda. Esta alteração não foi mudada por Jesus nem pelos seus discípulos. Mateus 5:17-19. 

Confirmando a exposição precedente, podemos recorrer aos precisos cálculos astronômicos. Conforme informação fornecida em 23-11-1920, pelo observatório naval dos Estados Unidos, a primeira lua cheia após o equinócio da primavera do hemisfério norte, no ano da crucificação de Cristo (31 ad), ocorreu no dia 27 de março do nosso calendário, que correspondeu exatamente a noite do dia 13 para 14 de Abib, ou seja, de terça-feira para quarta-feira. 

Concluindo, podemos afirmar, baseados nas Escrituras, que Cristo morreu cerca das 15 horas e foi sepultado quase ao por do sol de quarta-feira, e ressuscitou ao por do sol de Sábado, tendo completado o período de três noites e três dias ou 72 horas que predissera estaria no sepulcro. Mateus 12:40.

Fonte: https://gracamaior.com.br/estudos/sabado/131-jesus-nao-ressuscitou-no-domingo.html
Sábado
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“¹ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Ju...