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domingo, 26 de maio de 2024

O Sábado da Fuga de Mateus 24.20

 




“Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado” – Mateus 24:20

O Messias Jesus, Nosso Senhor e Salvador, prestes a encerrar seu Ministério, antes de sua paixão e morte, vem passando com seus discípulos nas dependências do Templo, os tais Lhe reportam às edificações do referido. Cristo declara a famosa frase “…Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.” (cf Mat 24.2). Seguidamente visualizando ao oriente da cidade e Jerusalém – No Monte das Oliveiras que fica na parte oriental – Cristo com seus discípulos, puseram-se a sentar e seus discípulos desejavam saber sobre tal acontecimento como e quando aconteceria.

Em Mateus 24.3 assim descreve – “No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.” – Os discípulos fazem três questões principais:

(1) – Quando Sucederão estas coisas;

(2) – O Sinal da Tua Vinda;

(3) Consumação do Século.

Cristo nosso verdadeiro Mestre Ensinador e Teólogo passa a responder em três sessões. Eu digo isso porque muitos seguem àquela igreja, àquele teólogo ou àquele reformador, etc.:

(a) – Um resumo geral que faz nos versículos quatro ao quatorze do mesmo capítulo;

(b) O Cumprimento da Profecia de Daniel relacionada ao Templo;

(c) – A Sucessão de acontecimentos que antecederão Seu Retorno.

Há várias posições sobre a ocorrência da Grande Tribulação, se foi algo que ocorrerá nos nossos dias finais ou nos dias que se seguiram ou concorreram nos 70 anos que se seguiram logo após a sua Assunção do Messias aos céus. Porém aqui não vou me ater à essa discussão, pois por qualquer posição que queiram os teólogos e mestres atuais ou antigos colocar, a posição do Sábado do VII dia nesses trâmites escatológicos ou proféticos que Cristo descorreu em Mateus 24 não é abalada nem invalidada e nem menos substituída!

As posições quanto ao Sábado do VII dia – ou semanal, ou do IV Mandamento – são várias. Os anti-nomianos sumarizam com os jagões tipo ‘a lei foi abolida’; outros como os reformados – seguindo com sério ranço – a tradição romana audaciosa por substituir o sétimo dia pelo primeiro dia.

Agora, o que nos chama atenção sobre a epígrafe desta postagem é o posicionamento de Cristo relacionado ao Sábado – (Mat 24.20) – como visto e guardado por seus discípulos no momento e época que Ele o colocou nas respostas aos questionamentos curiosos deles. Se aos intérpretes preteristas a tribulação referida por Cristo e associada com a destruição de Jerusalém e por conseguinte a quedas das pedras do II Templo pouco menos de 40 anos após sua assunção; ou aos intérpretes futuristas que se reportam ao próximo suposto III Templo para o dias atuais finais – a fuga no Sábado por Cristo mencionada ainda persiste alardeante e nos chama à grande importância da observância que Ele deu ao ponto de pedir aos contemporâneos da Grande Tribulação e ou da destruição do Templo, que orassem para que a mencionada fuga não se desse no Sábado sagrado!

Permanece o ofuscar aos cegos antinomianos, dispensacionalistas e aliancistas, o brilho do valor como ouro refinado da fé verdadedira e revelação que: (1) O Sábado sagrado continuaria tendo vigor de ser guardado, lembrado e respeitado 40 anos depois de sua volta aos portais eternos de Sua Glória; (2) Os seus discípulos deveríam solicitar ao Senhor – Àquele que ordenou o Mandamento e é o próprio Senhor desse dia santo e abençoado – para que não cometessem sacrilégio por desprezo ao mandamento diante de uma real necessidade humana de afugentarem-se dos inimigos que perseguiriam a eles nessa grande tribulação que não tinha havido outra antes!

Se quarenta anos depois de sua partida de volta ao Pai o IV Mandamento tería brilho, vigor e importância de ser oobservado, como que a Lei foi abolida então como dizem tantos falsos ensinadores? Paulo diz em Romanos para que os leitores da epístola deles não se precipitarem com conjecturas: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (cf Rom 3.31). Paulo reflete a posição do Senhor do Sábado: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” (cf Mat 5.17).

Mateus 24:20 se põe como uma grande prova que o Sabado santo cujo o Senhor é o próprio Filho, ainda vigoraria e vigora. Outra cois, baseado na interpretação futurista que essa Grande Tribulação ainda virá, parece claro que as bênçãos concorrentes devem se projetarm aos discípulos que guardam tudo aquilo que Ele tem ordenado (vf Mat 28.18-20) e que também lembram, guardam e respeitam as Letras Sagradas do IV Mandamento! Que dizeis? Também os interpretes futuristas criam um problema já que eles apoiam a posição dominicana heliólatra do primeiro dia há muitos séculos tomada nos concílios de padres romanos que imaginam está acima da autoridade da Palavra do Deus Infinito Vivo e Verdadeiro YHWH! Se os crentes e cristãos da Grande Tribulação dos últimos dias precisam orar para que a fuga deles não se dê no sábado, eles vão está fora de cena dessa profecia de Cristo!

Apesar de tudo exposto, a fuga de Mateus 24:20 ralmente se refere na ocorrência da destruição de Jerusalém que se deu no ano 70 d.C, isto é, 37 – 40 anos após Cristo ter expedido esse oráculo profético! Jerusalém foi destruída e com ela seu II Templo debaixo de um cerco ao redor da cidade, os crentes diante dessa situação não deveriam voltar para pegar algo. Cristo aconselhou que nessa situação os crentes discípulos deveriam fugir, porém orar para que não fugissem no Sábado e nem no inverno.

Abraço a todos! Comentem. Façam pergutas. E compartilhem.

Graça & Paz !

(c)2024 - LINS,C.D.F. - Serafina Corrêa,RS.



sexta-feira, 23 de junho de 2023

O Povir Para Nós Irmãos do Caminho

 A posição da AGEBAM e, por conseguinte das Missões Batistas do Caminho no Brasil, sobre a escatologia não é partidária de uma linha, se não aquela que a própria Bíblia declara. Em todos os casos vemos posições particulares que dividem e criam contendas entre os irmãos. A posição é clara para nós, não nos envolveremos com cálculos e ‘achismos’ modernos para estabelecer nossas posições doutrinárias ou visionarias, como fizeram igrejas heréticas e errantes. 

Cremos como dita nossa declaração doutrinária. O mundo está prosseguindo para o seu fim, a volta de Cristo ocorrerá no dia que ninguém sabe, na hora que ninguém cuida, será visível e gloriosa, e trará um juízo final para todo mundo, anjos e homens. No entanto, o Amilenismo aparece como mais próximo da nossa posição, o qual configura o percurso da Obra de Cristo, conforme nosso ponto de vista teológico. Os artigos à frente defendem nossa posição de crer. Mas como batistas devemos respeitar a posição diferente ou especial que qualquer irmão porventura adote. (Lins, C.D.F.)



Tomando por base Cristo o “canon in cânon”, isto é, interpretamos os textos bíblicos a partir de Cristo; os textos dos apóstolos devem ser interpretados à luz do que nosso Mestre ensinou, prossigamos:

“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. (Mat 24.29-32).

1. A Volta de Cristo – será única e gloriosa, não será secreta; será precedida pelos sinais de sua eminência que são o desmoronamento do cosmos; causará lamento e desespero total aos ímpios e infiéis. Nessa ocasião irá determinar o Juízo Final e a sua ira. Homem nenhum pode calcular ou saber o momento da Volta de Cristo, (v.29, 30, 36; Ap 6.12-17). O escurecimento do sol e a falta de brilho da lua não é um eclipse transitório ou momentâneo, é o apagamento total e definitivo dos luminares, pois o Ap Pedro esclarece que os mesmos serão desfeitos (cf 2ª Pedro 3.12). O único brilho que aparecerá será o da glória de nosso Deus e Messias.

2. Arrebatamento dos Eleitos – vemos no texto acima que a retirada dos eleitos (v.31) ocorre na ocasião do segundo advento do Mestre e que, sua vinda será manifesta a todas as gentes, não uma visita imperceptível à humanidade(vs 27,30). Partindo desse texto básico poderemos interpretar sem obscuridade os textos apostólicos como de Paulo em I Tessalonicenses 4.14-18 que diz:

“14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”

O Ap Paulo dá o detalhe apenas do encontro nos ares, mas não discursa que há uma volta imperceptível à humanidade e nem um arrebatamento secreto. Outro detalhe é o que diz o v.29 de Mateus 24, é que esse recolhimento ou arrebatamento se dá após “as aflições” dos últimos dias, não antes como alguns advogam. Os que Deus “tornará a trazer com Jesus”, o texto I Ts 4.14 se refere aos que estão descansando nas sepulturas os quais não precederemos, nós os que estamos vivos. Cremos por isso que o arrebatamento não será secreto e será no momento do aparecimento do sinal do advento de Cristo. Não precedendo um período de Tribulação, mas depois das “aflições” dos últimos dias! (cf Mat 24.31; I Ts 4.7). O Texto paulino que fala do arrebatamento, diz que o próprio Senhor descerá do céu com estrondo (v. 17), diferentemente da idéia que ficaria nas nuvens esperando não percebido pelas gentes.

O Texto de João no livro do Apocalipse onde temos a visão das pessoas que vieram da grande tribulação (cf Ap 7.4, 14); no texto, nem no contexto não vemos arrebatamento precedendo a chegada dos crentes no céu. Temos a chegadas de crentes para a consolação de Deus, como Paulo ordena aos crentes de Tessalonisenses (vf 1 Ts 4.18).

Lemos que João “ouviu” – e não “viu” – o número dos assinalados, isto é, aqueles que pertencem ao Israel de Deus; depois “viu” os que vieram de grande tribulação (sem a impregnação do preceito pré-milenista que o artigo definido “da”, pois o propósito da revelação era mostrar que os crentes perseguidos pela besta – Deocleciano – estavam diante do trono de Deus e o Senhor Jesus está lhes apascentando). O que representa uma grande consolação aos crentes leitores endereçados do livro revelatório de João. João não viu os 144.000; João ouviu o número(v.4) dos assinalados que representam a geração completa dos eleitos de Deus. Após ter ouvido o número dos assinalados, “viu” (v.7) numa visão seguinte a multidão dos que vieram de uma grande aflição (v.14), porém não vemos menção de arrebatamento secreto. Os assinalados são os que estão com os nomes escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Nessa visão ou temos revelado – o que é mais provável – as almas dos crentes afligidos pelas perseguições e tribulações. O inicio do texto do capítulo 7 de Apocalipse de João mostra que os eleitos serão protegidos pelo selo de Deus das coisas que haverão de ocorrer com a ação dos quatro anjos(vs. 1-3) não arrebatados nem retirados da Terra.

3. Juízo final – ocorrerá um único Juízo Final que é o mesmo Tribunal de Cristo e o Grande Trono Branco (Mat 25.31; II Cor 5.10; Rm 14.10; Ap 20.11).

4. Ressurreição – será por ocasião do retorno de Cristo – o último dia; ressoada a trombeta de Deus para o comando. Os mortos em Cristo serão ressuscitados primeiro e, depois nós os salvos vivos seremos transformados à tão esperada incorruptibilidade física. A primeira ressurreição não é física, mas da justiça de Cristo ou da regeneração que impede o efeito da segunda morte sobre os regenerados!(cf João 5.24, 25, 29; 6.39, 40; 11.24; I Cor 15.51, 52; Ap 20.5, 6; Col 3.1-3).

5.O Milênio – é o tempo da exaltação do Messias no Céu, onde Reina com e pelas igrejas, até seu retorno à Terra. Os mil anos não são literais, mas um tempo longo e limitado pelo Senhor da História da humanidade que é Deus; que o Evangelho será pregado e a igreja reinando em vida e participando graciosamente de seus sofrimentos e disciplina. O aprisionamento de Satã se dá neste milênio para não impedir o Ministério do Espírito Santo que o retém impedindo de enganar e enfurecer as nações pagãs; está limitado no seu campo de ação; o ministério do Espírito Santo marca este tempo e impede o maligno; sua soltura se dará no fim deste tempo prolongado e limitado por Deus, com o surgimento coincidente da apostasia e do cognominado filho da perdição. Este representante do diabo se assentará no lugar de Deus, numa provável restauração do Templo de Jerusalém; o Adversário será destruído com o sopro da boca do Senhor no resplendor de sua vinda (cf Ap 20.1-7; Rm 5.17, 21; Fp 1.29; 3.10; Col 1.24; 2ª.Tm 1.8; 2.3; Hb 12.8; 2ª. Tss 2.3, 4, 7, 8).

6.Grande Tribulação – tempo de tribulação e perseguição dos servos de Deus e ocultamente às igrejas fiéis ao Caminho; culminará com a apostasia praticamente total, um período final de extrema convulsão e propícia para o filho da perdição prometer paz e segurança, findando com o advento do Senhor o qual destruirá com o sopro de suas narinas(cf Mat 24.15-29; Luc 18.8; 1ª Ts 5.3; 2ª. Ts 2.3).



7. Salvação “OFF” – termo adotado para designar a salvação dos crentes salvos excluídos da fraternidade das igrejas, que aguardam a redenção na ocasião do Juízo Final; esses salvos por cometerem pecados de morte e não abandonados, ficariam no domínio da Morte até suas entregas para o Juízo do Último Dia, quando suas vidas serão a salvas: [“Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, Seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus.” – cf 1 Coríntios 5:3-5.] . A desobediência deliberada gera a Morte espiritual, àqueles pelos quais não restam “sacrifícios” (vf Heb 10:26; Tg 1:15); o Ap João diz que há pecado que é para morte, e pede que não se ore por esses (vf I João 5:16, 17). Essas almas não estão no Além, nem na Glória, estão na Morte simplesmente – provavelmente na crosta terrestre e no Mar. A Morte antes de ser punida com a Segunda Morte, no Juízo final, “dará” os mortos que estão no seu nível, como também o Mar. (vf Ap 20:13,14). A Salvação está garantida graciosamente por Cristo Jesus também aos salvos faltosos e excluídos (cf João 6:39, 44); porque este é o plano do Pai através de Cristo, que se realizará na Ressurreição do Último Dia.

©Pr Lins, C.D.F., Outubro de 2008, Revisão 2022.

Fonte: https://visaobatistablog.wordpress.com/

I João 2.1-2, Nega A Expiação Particular!

“¹ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Ju...