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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Por Vir I

27. O Porvir


A posição da Agebam(Anabatistas da Amazônia) sobre a escatologia não é partidária de uma linha, se não aquela que a própria Bíblia declara. Em todos os casos vemos posições particulares que dividem e criam contendas entre os irmãos. A posição é clara para nós, não nos envolveremos com cálculos e ‘achismos’ modernos para estabelecer nossas posições doutrinárias ou visionarias, como fizeram igrejas heréticas e errantes. Cremos como dita nossa declaração doutrinária. O mundo está prosseguindo para o seu fim, a volta de Cristo ocorrerá no dia que ninguém sabe, na hora que ninguém cuida, será visível e gloriosa, e trará um juízo final para todo mundo, anjos e homens. No entanto, o Amilenismo aparece como mais próximo da nossa posição. Os artigos à frente defendem nossa posição de crer. Mas como batistas devemos respeitar a posição diferente ou especial que qualquer irmão porventura adote. (Lins, C.D.F.)

Tomando por base Cristo o “canon in cânon”, isto é, interpretamos os textos bíblicos a partir de Cristo; os textos dos apóstolos devem ser interpretados à luz do que nosso Mestre ensinou, prossigamos:

“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. (Mat 24.29-32).

1. A Volta de Cristo – será única e gloriosa, não será secreta; será precedida pelos sinais de sua eminência que são o desmoronamento do cosmos; causará lamento e desespero total aos ímpios e infiéis. Nessa ocasião irá determinar o Juízo Final e a sua ira. Homem nenhum pode calcular ou saber o momento da Volta de Cristo.(v.29, 30, 36; Ap 6.12-17). O escurecimento do sol e a falta de brilho da lua não é um eclipse transitório ou momentâneo, é o apagamento total e definitivo dos luminares, pois o Ap Pedro esclarece que os mesmos serão desfeitos (cf 2ª Pedro 3.12). O único brilho que aparecerá será o da glória de nosso Deus e Messias.

2. Arrebatamento da Igreja – vemos no texto acima que a retirada dos eleitos (v.31) ocorre na ocasião do segundo advento do Mestre e que, sua vinda será manifesta a todas as gentes, não uma visita imperceptível à humanidade(vs 27,30). Partindo desse texto básico poderemos interpretar sem obscuridade os textos apostólicos como de Paulo em I Tessalonicenses 4.14-18 que diz:

“14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”

Paulo dá o detalhe apenas do encontro nos ares, mas não discursa que há uma volta imperceptível à humanidade e nem um arrebatamento secreto. Outro detalhe é o que diz o v.29 de Mateus 24, é que esse recolhimento ou arrebatamento se dá após “as aflições” dos últimos dias, não antes como alguns advogam. Os que Deus “tornará a trazer com Jesus”, o texto I Ts 4.14 se refere aos que estão descansando nas sepulturas os quais não precederemos, nós os que estamos vivos. Cremos por isso que o arrebatamento não será secreto e será no momento do aparecimento do sinal do advento de Cristo. Não precedendo um período de Tribulação, mas depois das “aflições” dos últimos dias! (cf Mat 24.31; I Ts 4.7). O Texto paulino que fala do arrebatamento, diz que o próprio Senhor descerá do céu com estrondo (v. 17), diferentemente da idéia que ficaria nas nuvens esperando não percebido pelas gentes.
O Texto de João no livro do Apocalipse onde temos a visão das pessoas que vieram da grande tribulação (cf Ap 7.4, 14); no texto, nem no contexto não vemos arrebatamento precedendo a chegada dos crentes no céu. Temos a chegadas de crentes para a consolação de Deus, como Paulo ordena aos crentes de Tessalonisenses (vf 1 Ts 4.18).

Lemos que João “ouviu” – e não “viu” - o número dos assinalados, isto é, aqueles que pertencem ao Israel de Deus; depois “viu” os que vieram de grande tribulação (sem a impregnação do preceito pré-milenista que o artigo definido “da”, pois o propósito da revelação era mostrar que os crentes perseguidos pela besta - Deocleciano - estavam diante do trono de Deus e o Senhor Jesus está lhes apascentando). O que representa uma grande consolação aos crentes leitores endereçados do livro revelatório de João. João não viu os 144.000; João ouviu o número(v.4) dos assinalados que representam a geração completa dos eleitos de Deus. Após ter ouvido o número dos assinalados, “viu” (v.7) numa visão seguinte a multidão dos que vieram de uma grande aflição (v.14), porém não vemos menção de arrebatamento secreto. Os assinalados são os que estão com os nomes escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Nessa visão ou temos revelado – o que é mais provável – as almas dos crentes afligidos pelas perseguições e tribulações. O inicio do texto do capítulo 7 de Apocalipse de João mostra que os eleitos serão protegidos pelo selo de Deus das coisas que haverá de ocorrer com a ação dos quatro anjos(vs. 1-3) não arrebatados nem retirados da Terra.

3. Juízo final – ocorrerá um único Juízo Final que é o mesmo Tribunal de Cristo e o Grande Trono Branco (Mat 25.31; II Cor 5.10; Rm 14.10; Ap 20.11).

4. Ressurreição – será por ocasião do retorno de Cristo – o último dia; ressoada a trobeta de Deus para o comando. Os mortos em Cristo serão ressuscitados primeiro e, depois nós os salvos vivos seremos transformados à tão esperada incorruptibilidade física. A primeira ressurreição não é física, mas da justiça de Cristo ou da regeneração que impede o efeito da segunda morte sobre os regenerados!(cf João 5.24, 25, 29; 6.39, 40; 11.24; I Cor 15.51, 52; Ap 20.5, 6; Col 3.1-3).

5.O Milênio – é o tempo da exaltação do Messias no Céu, onde Reina com e pela Igreja, até seu retorno à Terra. Os mil anos não são literais, mas um tempo longo e limitado pelo Senhor da História da humanidade que é Deus; que o Evengelho será pregado e a igreja reinando em vida e participando graciosamente de seus sofrimentos e disciplina. O aprisionamento de Satã se dá neste milênio para não impedir o Ministério do Espírito Santo que o retém impedindo de enganar e enfurecer as nações pagãs; está limitado no seu campo de ação; o ministério do Espírito Santo marca este tempo e impede o malígno; sua soltura se dará no fim deste tempo prolongado e limitado por Deus, com o surgimento coincidente da apostasia e do cognominado filho da perdição. Este representante do diabo se assentará no lugar de Deus, numa provável restauração do Templo de Jerusalém; o Adversário será destruído com o sopro da boca do Senhor no resplendor de sua vinda (cf Ap 20.1-7; Rm 5.17, 21; Fp 1.29; 3.10; Col 1.24; 2ª.Tm 1.8; 2.3; Hb 12.8; 2ª. Tss 2.3, 4, 7, 8).

6.Grande Tribulação – tempo de tribulação e perseguição dos servos de Deus e ocultamente às igrejas fiéis ao Caminho; culminará com a apostasia praticamente total, um perído final de extrema convulsão e propícia para o filho da perdição prometer paz e segurança, findando com o advento do Senhor o qual destruirá com o sopro de suas narinas(cf Mat 24.15-29; Luc 18.8; 1ª Ts 5.3; 2ª. Ts 2.3).

AGEBAM _ Pr Calísthenes Lins. Outubro de 2008.
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quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

5º Simposio Regional de Liderança Anabatista (parte 1 - Introdução Histórica)

1. A Importância de Conhecermos Nossa História

Ela nos fortalece como igreja de cristo e nos inspira a continuar nos desafios vividos pelos nossos ancestrais espirituais. Nos fortalecemos como povo e discípulos que através dos séculos foram perseguidos e deram suas vidas pela Fé uma vez dadas aos santos do Senhor!

Algumas vezes se faz a pergunta: Quando e onde se organizaram o batista? Quem foram seus fundadores? Qual é a sua história? Essas são perguntas interessantes; porém, pergunta de ainda de mais importância seria: Estão certos? Sua fé esta de conformidade com os ensinamentos do NT? Nem tudo que é antigo e grande é verdadeiro. Credos e seitas podem vangloriar-se de sua venerável antiguidade, ao mesmo tempo que são totalmente condenados pela Palavra de Deus. Qualquer organização que não possa totalmente reivindicar Cristo como seu fundador, tem pouco direito de receber o nome de Igreja Cristã, não importando sua antiguidade.

Os batistas afirmam está edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo que o próprio Jesus Cristo é a principal pedra de esquina. Se essa afirmativa estiver bem aliançada quer tenha história de um século ou de vinte séculos, isso pouco importa. Não obstante, como quer que tenha sido seu passado, é bem conhece-la. E a história dos batistas constitui um dos interessantes capítulos dos registros do cristianismo.

Durante o período apostólico, as doutrinas do evangelho começaram a sofrer alterações corruptoras e suas ordenanças sentiram essa influencia maléfica pouco depois. Tanto os convertidos de suas antigas nações religiosas, incorporando-as na fé de Cristo. Essas noções, juntamente com as idéias filosóficas daqueles séculos e com as perversões a que a verdade esta sempre exposta pela ignorância o egoísmo dos homens, desde bem cedo desviaram as igrejas da fé que de uma vez para sempre foi entregue aos Santos. Com tudo, muitos havia que em simplicidade e humildade mantinham as doutrinas e costumes em sua pureza original. As igrejas numerosas e prosperas eram justamente as mais expostas às corrupções através de compromissos com o mundo. Quando finalmente terminou o período de martírio e perseguições, quando um cristianismo nominal tomou posse do Trono, quando se uniram a Igreja e o Estado, então foi que a religião, em suas formas correntes, perdeu sua simplicidade, suas espiritualidades e seu poder, e uma hierarquia temporal tomou lugar da Igreja de Cristo. Essa foi a grande apostasia dos primeiros tempos. Nem todas as igrejas, nem todos os crentes seguram na onda desse lamentável desvio da verdade. Muitas congregações e comunidades formadas por autênticos adoradores, conservaram as doutrinas do Evangelho, praticando suas ordenanças em suas quase primitiva pureza. E isso continuam fazendo durante todos os séculos de trevas e convulsões que se seguiram. Nunca se identificaram com as igrejas romana ou grega, nunca entraram em aliança com os estados civis, nunca formaram hierarquias. Sendo congregações independentes, ou pequenas comunidades, sem puro laço de união entre si senão a fé, a comunhão e a simpatia comuns, freqüentemente humildes e desconhecidas, tendo a palavra de Deus como guia, procuraram realizar o ideal de um reino temporal, mas de um reino espiritual, nesta dispensação do Evangelho. Essas comunidades religiosas eram chamadas pela hierarquia dominantes de seitas, sendo estigmatizadas como heréticas. Como tais eram difamadas e perseguidas continuamente. E embora tenham tido erros, eram os melhores e mais puros defensores da fé cristã, e os mais autênticos representantes dos primeiros discípulos de Cristo então em existência.
As igrejas ligadas ao estado é que eram heréticas, enquanto as chamadas seitas eram as verdadeiras sucessoras dos primeiros cristãos. Eram difamados e oprimidas, caluniadas e martirizadas, porque davam testemunho da verdade divina e testificavam contra os erros e vícios chamadas igrejas. A história jamais lhes fez justiça, e talvez nunca faça, visto que a história tem sido escrita na defesa dos interesses de seus inimigos, ou segundo os pontos de vistas deles. Torturados e atormentados por aqueles que deveriam ser seus defensores, coroas e mitras. Juntamente se comprometiam a destruí-las e por isso nada podiam fazer senão sofrer. E isso realmente fizeram, como nobres e fiéis testemunhas de Cristo. Foram conhecidos por vários nomes em diferentes épocas e em terras diferentes, mas mantiveram as mesmas características gerais.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O culto batista nas suas origens



O estilo batista de culto tem mu­dado consideravelmente desde 1609. Os cultos dos primeiros batistas eram bem longos, às vezes com vários sermões. Nos primeiros tempos, não havia música ou canto. 

O registro mais antigo de uma celebração batista é de 1609, numa carta de Hughe and Anne Bromhead, que diz: 

"A ordem do culto e do governo de nossa igreja é: 1- Nós começamos com uma oração. Depois, lemos um ou dois capítulos da Bíblia, damos o sentido e conferimos o mesmo. Isto feito, guardamos nossos livros e, depois de uma oração solene feita por um orador, ele propõe algum texto da própria Escritura e prega sobre o mesmo pelo espaço de uma hora ou três quartos de uma hora”. O “exercício da manhã” – conclui a carta dos Bromhead – “ começa às oito horas e continua até meio-dia. O mesmo tipo de exercício é observado à tarde, das 2 às 5 horas ou 6 horas”. 

O primitivo culto batista era cumprido e continha basicamente exposição bíblica. Não havia cântico. Os batistas davam grande valor à espontaneidade e à participação do auditório. 

Por volta da década de 1670, algumas igrejas batistas cantavam os Salmos e cânticos compostos por crentes. Isto gerou controvérsias e muitas igrejas se dividiram por causa da “polêmica dos cânticos”. Benjamin Keach, pastor em Londres, fazia sua igreja cantar um hino após a Ceia do Senhor. Logo depois, a igreja também cantava durante os cultos regulares. 

Em 1691, Keach publicou o primeiro hinário batista, “Spiritual Melody” uma coletânea de mais de 300 hinos.


Traduzido por Israel Belo de Azevedo, no Jornal Batista - domingo, 12/07/09. p. 9
*Imagem da foto é da Igreja Batista do Cordeiro, Pernambuco.

I João 2.1-2, Nega A Expiação Particular!

“¹ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Ju...