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quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Batista do Sétimo Dia Foi encarcerado por 25 Anos na Inglaterra

 




Os batistas do sétimo dia datam sua origem após o movimento de dissidência do século XVI e XVII na Inglaterra, no qual muitos não viam esperança em reformar mais profundamente a Igreja da Inglaterra e retiraram-se para formar outras congregações. Dentre essas congregações estavam a congregação da cidade de Gainsborough em Lincolnshire cujo líderes eram John Smyth e Thomas Helwys. Em 1607, a congregação deixou a Inglaterra e foram para os Países Baixos onde receberam influências de doutrinas anabatistas através dos menonitas. Logo John Smyth concluiu que crianças não devem ser batizadas pois não há relato bíblico de batismos de crianças e Jesus Cristo ordenou a instrução e somente depois, o batismo. A congregação de Smyth em Amsterdã fundada em 1609, é considerada a primeira igreja batista. Dois anos depois, a igreja dividiu-se e parte retornou junto com Thomas Helwys à Inglaterra, nos arredores de Londres. Dali as práticas e ensinos batistas espalharam-se pelo país.

Apesar de alguns já terem abordado o tema do sétimo dia na história da igreja, a observância do sábado na Inglaterra era trocada pelo primeiro dia da semana, o domingo. Foi após 1617, com Hamlet Jackson e o casal John e Dorothy Traske que considera-se o início da observância do sábado na Inglaterra e a ocorrência de conhecidos debates sobre o assunto. O início aconteceu em Londres, onde o seguidor do pregador J. Traske, chamado Hamlet Jackson, um alfaiate e estudante autodidata da bíblia, o convenceu do repouso do sétimo dia (o sábado). Após um certo período do convencimento do pregador John Traske, o mesmo foi acusado de escrever duas cartas escandalosas ao rei e condenado pelas autoridades à prisão no dia 19 de junho de 1618 por "(…) ambicionar ser líder de uma facção judaica". Depois de um ano preso, John Traske retratou-se, foi solto e tentou desviar seus seguidores desta e de outras doutrinas que pregava. Todavia, Dorothy Traske não renegou suas convicções e permaneceu 25 anos na prisão.

Após estes, outros grupos também guardavam e declaravam a observância do sábado, o que gerava retaliações pelas autoridades políticas e eclesiásticas da época. Sob o governo republicano da Comunidade da Inglaterra entre 1649-1660 os cristãos das ilhas britânicas desfrutaram de relativa liberdade religiosa e política. O fato proporcionou a busca de uma identidade religiosa e um enfoque maior nas escrituras ao invés de outros elementos como a tradição, com isso surgiu finalmente na história da igreja os primeiros batistas do sétimo dia. Em 1650, James Ockford publicou em Londres o livro The Doctrine of the Fourth Commandment, Deformed by Popery, Reformed & Restored to its Primitive Purity [A doutrina do Quarto Mandamento, deturpado pelo catolicismo, reformado & restaurado à sua pureza inicial], foi os primeiros escritos de um batista defendendo a observância do sábado. O livro gerou tamanho incômodo, que o prefeito de Salisbury - Inglaterra, cidade onde J. Ockford morava, solicitou do Presidente do Parlamento orientações de como tratar a obra, então, junto com uma comissão parlamentar foi determinado que todas as cópias fossem queimadas sem dar a oportunidade de James Ockford defendê-las. Apenas uma cópia escapou, guardada hoje em uma biblioteca na cidade de Oxford.

A primeira Igreja Batista do Sétimo Dia conhecida foi a Igreja de Mill Yard estabelecida em Londres, onde ocorreu o primeiro culto em 1651, realizado pelo conhecido Dr. Peter Chamberlen "o terceiro". Os primeiros registros de atividades da igreja foi destruído num incêndio (criminoso?), o segundo livro de registros está em posse da atual Seventh Day Baptist Historical Society [Sociedade Histórica dos Batistas do Sétimo Dia]. O primeiro pastor a ser oficialmente considerado responsável pela congregação foi William Saller, que dentre outras atividades, escreveu onze livros e um livreto.

Fonte: história dos batistas do sétimo dia

Portanto da prisao de Dorothy Traske em 1618 até a fundação da primeira igreja batista do sétimo dia em 1751 se passaram 33 anos.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

400 Anos de História Batista Moderna



Em 2009, os batistas completaram 400 anos. A Aliança Batista Mundial fez uma grande celebração por ocasião do seu Conselho Geral, de 27 de julho a 1 de agosto de 2009, em Ede, a 50 quilômetros de Amsterdam, Holanda. No Brasil, a Convenção Batista Brasileira também promoveu celebrações.

Comemorações entre os batistas têm tido dificuldades por algumas questões.  No Brasil mesmo, a Convenção decidiu, após um debate, que o marco inicial batista se deu com a fundação da igreja localizada em Salvador (BA), em 1882. As celebrações não encerraram os debates, que não terminarão agora que a Convenção, por sua assembleia última em Brasília, decidiu que o marco inicial batista foi em 1871, em Santa Bárbara (SP).

O mesmo deve se dar com as comemorações do quarto centenário, como o evidencia a própria decisão da Aliança Batista Mundial ao usar a expressão "400 anos do movimento batista". Infelizmente, uma questão apenas historiográfica acabou por se tornar uma questão doutrinária, como se o lugar dos batistas na história precisasse ser avaliado por sua antiguidade e não por sua fidelidade às Escrituras.

Para muitos, os batistas começaram às margens do rio Jordão, próximo a Jerusalém, onde João o batizador imergia as pessoas que se arrependessem e cressem (vindo daí o anagrama JJJ para designar esta posição). O sucessionismo batista (a ideia de sempre houve batistas desde os tempos de Jesus) surgiu a partir de meados do século 19. J. R. Graves cria que "Cristo, ainda nos dias de João o Batista, estabeleceu um reino visível na terra, e que este reino nunca foi feito em pedaços. (...) Se seu reino permaneceu intacto, e o será até o fim, (...) seu reino não pode existir sem verdadeiras igrejas". S.H. Ford defendida uma "continuidade ininterrupta do reino de Cristo, desde os dias de João o Batista até agora, segundo as expressas palavras de Cristo".  Essa ideia foi disseminada no livro "O rasto de sangue", de J.M. Carroll, publicado em 1931 nos Estados e duas décadas depois no Brasil.

Além desta expressão apologética, há ainda outra dificuldade. Os fatos relacionados ao surgimento dos batistas são pauperrimamente documentados. Pouco se sabe sobre o calvinista John Smyth (1570 - c.1612) ou o arminiano Thomas Hellys (c. 1550 - c. 1616). No entanto, o que se sabe permite registrar, sem margem de erro, que os primeiros batistas surgiram em 1609 em Amsterdam.

Um grupo de "pessoas livres do Senhor", pastoreadas por John Smyth, começou a se reunir na Inglaterra. Perseguido, migrou para Amsterdam, possivelmente com recursos do advogado Helwys. Todos queriam liberdade civil e religiosa, possível na Holanda e inexistente na Inglaterra.

Para Smyth, uma congregação só pode ser formada por crentes adultos, batizados segundo a consciência. Seguro que este era o ensino do Novo Testamento, Smyth pediu a Helwys que batizasse a congregação, mas a proposta não foi aceita. Smyth, então, o fez, aspergindo-se primeiro a si mesmo e depois aos outros membros, inclusive Helwys, que pouco tempo depois assinaria uma confissão de fé que considerava o batismo como uma manifestação exterior da morte com Cristo visando a novidade de vida, razão por que não deveria ser ministrado a crianças.

Num tempo de instabilidade, alguns irmãos se uniram com os menonitas, enquanto outros voltaram para a Inglaterra, onde formaram (em 1612) uma igreja, sob a liderança de Helwys, que foi preso e morto quatro anos depois.

Várias outras igrejas independentes foram surgindo, resultando em crescimento e na descoberta da imersão. Um membro de uma das igrejas existentes na Inglaterra, lendo o Novo Testamento, concluiu que o batismo não só não deveria ser ministrado a crianças como deveria ser realizado por imersão. Como ninguém da congregação, que era calvinista (ou "particular", por crerem que a redenção era só para os eleitos) fora imergido, este irmão, Richard Blunt, buscou um grupo que o fizesse. Os "Collegiants" batizavam deste modo. Ele então se submeteu ao batismo em 1641 e depois batizou os demais 52 irmãos ingleses. Pouco depois, os batistas "gerais" (arminianos) também aderiram. A Confissão de Fé de 1644 trazia a imersão como a forma aceitável de batismo.

As igrejas batistas cresceram (rapidamente, para os padrões da época), chegando a 47 comunidades em 1644 e 115 em 1660.

Esta é a história que precisa ser pesquisada, contada e celebrada.

Temos agora, neste quarto centenário, a oportunidade de agradecer a Deus pelo testemunho de tantos pessoas, contadas hoje em 37 milhões de membros (em 160 mil igrejas), dos quais 1,7 milhões na América Latina (1,3 milhões no Brasil), 5 milhões na Ásia, 8 milhões na África e 21 milhões nos Estados Unidos.

Que os batistas no Brasil não percam a oportunidade de celebrar este quarto centenário.

Fonte: https://www.igrejabatista.net/blog/400-anos-da-igreja-batista

sexta-feira, 24 de novembro de 2023

Jesus Ressuscitou ao Sábado* !!!

(*) Do artigo original epigrafado - 'Jesus Não Ressuscitou no Domingo' copilado do sitio eletrônico: Graça Maior.

Se Jesus tivesse morrido na sexta-feira como dizem a maioria dos evangélicos, ele teria que ressuscitar somente na segunda-feira a tardinha para se completar os três dias e três noites profetizado por ele mesmo em Mateus 12:39-40. É comum entre a maioria dos cristãos aceitarem que Jesus morreu na sexta-feira, considerada a sexta-feira da paixão e que ressuscitou no domingo, considerado o domingo de páscoa. Podemos afirmar que isto é apenas uma tradição, mas não é a verdade absoluta. 



Primeiramente, para compreendermos a complexidade deste assunto, temos que pesquisar a fundo os textos Bíblicos bem como entender a tradição Judaica da época. Para chegarmos a uma conclusão nítida do assunto. Temos que saber como os Judeus computavam os dias. De acordo com Gênesis 1:5-8,13,19,23,31 a Bíblia diz que houve tarde e manhã o primeiro dia, tarde e manhã o segundo dia e assim sucessivamente até os nossos dias. Podemos entender nestes textos que houve 12 horas de noite e 12 horas de dia os primeiros dias da criação e assim até os dias de hoje. 

Ilustrando através do gráfico a seguir a morte e ressurreição de Jesus Cristo  



Como Os Judeus Computavam os Dias? 

Os Judeus computavam o dia a partir do por do sol. Hoje eles ainda fazem da mesma forma. A Bíblia assim nos ensina. Gênesis 1:5-8, Neemias 13:19 Levíticos 23:32. Hoje, de acordo com a tradição Romana, computamos o dia da seguinte maneira: Pegamos 6 (seis) horas de uma noite, que começa contar a meia noite, (24 horas) depois, pegamos mais 12 (dose) horas do dia e mais 6 (seis) horas de uma outra noite, para assim termos um dia completo de 24 (vinte e quatro) horas. Analise meu amigo leitor, se isto tem lógica. A Bíblia ensina que são 12 horas de noite mais 12 horas de dia, formando assim, um dia completo. Um dia é totalmente independente do outro. O sol é o limitador de cada dia, Deuteronômio 16:6. Quando o sol se põe, inicia-se um outro dia, sendo que, primeiro temos 12 horas de noite e depois 12 horas de claridade. 

Na Bíblia,tem várias citações sobre o período de tempo que Jesus ficaria no sepulcro. Todos eles falam de três dias e três noites, porém na realidade são três noites e três dias. Os tradutores é que se equivocaram, por causa da tradição. Os Judeus, para provar se Jesus era o verdadeiro Messias, pediram-lhe um sinal. Ele respondeu: uma geração má, e adúltera pedem um sinal, porém, não se dará outro sinal, senão o do profeta Jonas. Assim como Jonas esteve, três noites e três dias no ventre do grande peixe, assim estará o filho do homem, três noites e três dias no coração da terra. Mateus 12:39-40. 

A Bíblia é um livro, totalmente inspirado por Deus, e tudo o que foi escrito, é a divina inspiração. Deus não é o homem para que se confunda. Temos muitas outras afirmações que comprovam, que, ele estaria três noites e três dias no sepulcro. Mateus 16 4,21, 17:23, 20:19, 26:61, 27:40,63,64, Marcos 8:31 10:34, 14:58, 15:29, Lucas 9:22 18:33, 24:7,46, João 2:19-20, Atos dos Apóstolos 10:40 e 1 Coríntios 15:4. 

Jesus o Cordeiro Pascoal 

No dia 14 do primeiro mês Abib ou Nisan do calendário Judaico, à tardinha. Êxodo.13:4, Deuteronômio 16:1, Números 9:3-5, era celebrada a páscoa pelo povo de Israel por estatuto perpetuo. Êxodo 12:6-14, Levíticos 23:5. Nota que todos os textos mencionam o fim do dia ou no crepúsculo da tarde. Números 9:3-5. Um Sábado antes da sua morte, ele pregava numa sinagoga como era seu costume. Enquanto pregava, vieram à Jesus dar um recado de Herodes. Disseram-lhe, que Herodes queria-lhe matar. Lucas.13:10. A resposta de Jesus à Herodes foi a seguinte: Digam a Herodes aquela raposa, que eu estarei expulsando demônios e fazendo curas hoje e amanhã e no terceiro dia terminarei minha missão. Estarei indo para Jerusalém, e lá, serei julgado e morto. Lucas.13:31-33. Na verdade, Ele terminou seu ministério no terceiro dia da semana, e na quarta-feira à noite, ele foi preso, após ter participado da ceia com os discípulos. Para entendermos bem o assunto, temos que memorizar a contagem do dia. Primeiro temos 12 horas de noite e depois 12 horas de dia (parte clara). 

  • Prenderam Jesus na quarta-feira à noite. João 13:30, 18:3,12,13. Em João 18:3 afirma que, a escolta possuía lanternas e tochas, isto evidencia que era noite. Já vimos em textos anteriores, que todas as celebrações iniciavam ao anoitecer. 
  • O Julgamento de Jesus, durou a noite toda de quarta-feira, até ao meio dia de quarta-feira. João 18:28-30, 19:13-14. (primeiro a noite depois o dia) Jesus foi crucificado às 9 horas da manhã, de quarta-feira. Marcos 15:25 
  • Da terceira hora (9 horas da manhã), até a hora sexta (meio dia), durou todo o ritual de crucificação. Marcos 15:25-33;
  • Ao meio dia, concluíram a crucificação. 
  • Da hora sexta (meio dia), até a hora nona (três horas da tarde), houve trevas sobre a terra. Marcos.15:33. 
  • Jesus morreu na hora nona (três da tarde) de quarta-feira. Mateus.27:45-50, Marcos 1533-37. 
  • Jesus foi sepultado no final da tarde de quarta-feira. Mateus 27:57-60, Marcos 15 42. (próximo ao por do sol).

No texto de Marcos, diz que era a véspera do Sábado. Este Sábado, aqui mencionado, era o dia 15 de Abib ou Nisam. Este, era, um sábado cerimonial, pois no dia 15 começava a grande festa dos pães ázimos, e o primeiro dia da festa, bem como o último dia da festa, era considerado, um Sábado cerimonial. João 19:31. Na semana em que Jesus morreu, este Sábado cerimonial caiu numa quinta-feira. Jesus, teria que ficar três noites e três dias no sepulcro, para se cumprir a profecia dele mesmo em Mateus 12:38-40 e outros textos já mencionados. Como já estudamos anteriormente, aprendemos que segundo as tradições Judaicas e conforme a Bíblia, o dia começa e termina ao por do sol. Por isso, temos sempre a noite primeiro e depois o dia. Gênesis 1:5-8 13,19,23,31. (Ele foi colocado no sepulcro no final da tarde ou seja ao por do sol). 

Jesus ficou no sepulcro, a noite de quinta-feira, o dia de quinta-feira, a noite de sexta-feira, o dia de sexta-feira, a noite de Sábado e o dia de Sábado. Perfazendo assim, as três noites e os três dias ou 72 horas, que terminaram ao por do sol do Sábado (vf Mateus 28:1).

Os Judeus usavam o calendário lunar e segundo a lei Mosaica Êxodo 12:6-16, Levíticos 23:5-7 e Deuteronômio.16:6, a festa da páscoa era celebrada no dia 14 de Abib ou Nisam, sempre a tardinha, o dia seguinte correspondia a lua cheia, pois no calendário Hebraico começava com a lua nova. O mês de Abib era o primeiro mês do ano Hebraico e correspondia a entrada da primavera. O dia seguinte, 15 de Abib era um grande Sábado cerimonial com descanso obrigatório. 

Segundo as Escrituras, Cristo é o cordeiro de Deus que a semelhança do cordeiro pascoal, deveria morrer em nosso lugar, no sacrifício da páscoa. Ele é a nossa páscoa, expressão de Paulo em  1 Coríntios 5:7. 

O Dia da Ressurreição de Jesus, 

Mateus 28:1

Quando as mulheres foram ao sepulcro, estava acabando o Sábado, isto é; ao por do sol. Estava completando três noites e três dias que Ele deveria ficar no sepulcro. Mateus 12:39-40. Em algumas traduções diz, que já iniciava o primeiro dia da semana, outras, afirmam que era alta madrugada.

Vimos em Mateus 27:57-60, que Ele foi sepultado a tardinha ou seja ao por do sol. Todas as festas Judaica começavam à tardinha. Deuteronômio 15:6 Levíticos 23:5-7. Se considerarmos a profecia D'Ele mesmo em Mateus 12:39-40. Ele deveria ficar 72 horas no sepulcro. Já sabemos que, Ele foi sepultado à tardinha ao por do sol, por conseguinte teria que ressuscitar à tardinha. João 13:30. 

Supondo que as mulheres, estivessem visitado o túmulo no domingo, como dizem algumas traduções. Nada desta afirmação, tem valor algum para provar a ressurreição de Jesus no domingo. O que importa na realidade, não é a hora que elas estiveram no sepulcro. O que verdadeiramente importa é que, quando elas estiveram lá, Ele já não estava mais no sepulcro. Já havia ressuscitado. Mateus 28:6 Marcos 16:6. As mulheres,viram somente o túmulo vazio, Ele não está aqui, vinde e vede o lugar onde Ele jazia. Mateus 28:6. Cumpriu-se a profecia Dele mesmo em Mateus 12:38-40. Na verdade o escritor do texto de mateus esta relatando o aparecimento dele e não a hora da ressurreição. Ele precisava afirmar não somente as mulheres, mas a todos os discípulos o aparecimento dele. 

Daniel 9:24-27 

É de suma importância analisar um pouco sobre as 70 semanas que Deus deu ao povo de Israel, para eles se reconciliarem com Deus. Sabemos que na profecia cada dia corresponde a um ano. Temos então 490 anos para o povo entender os últimos acontecimentos e se reconciliar com Deus. É importante notarmos que a profecia de Daniel diz que na metade da última semana que corresponde a três anos e meio, Deus faria cessar os sacrifícios. Acreditamos sem sombra de dúvidas que esta profecia de Daniel.9:24-27 têm duplo sentido, ela é tanto literal como profética e se cumpriu também na morte de Cristo quando o véu se rasgou de alto abaixo invalidando assim todo aquele ritual de sacrifícios de cordeiros. Pois Jesus representava o cordeiro que foi morto uma vez por todas para a remissão de todos os pecados. O texto diz que na metade da semana faria cessar os sacrifícios, e isto verdadeiramente aconteceu. 

Jesus Não Morreu na Sexta-Feira 

João 19:31 - Marcos 15:42 

Infelizmente, esta é uma tradição errônea, que a maioria esmagadora dos cristãos ensinam, por falta de conhecimento das escrituras. Se Jesus tivesse morrido na sexta-feira, o próprio Senhor Jesus teria mentido quando mandou o recado a Herodes (vf. Lucas 13:31-33).

 A tradição ensina que Jesus morreu na sexta-feira (sexta-feira da paixão), e ressuscitou no domingo chamado o (domingo de páscoa). Partindo do princípio, que Ele foi sepultado à tardinha, ao por do sol. Mateus 27:57-60 e que teria que ficar três noites e três dias no sepulcro. Mateus.12:38-40 e ainda levando em consideração a forma de computar o dia Judaico. Jesus teria que ressuscitar somente na segunda-feira à tardinha, ao por do sol. Teríamos a noite de Sábado o dia de Sábado, a noite de domingo, o dia de domingo, a noite de segunda-feira e o dia de segunda-feira. Somente na segunda-feira ao por do sol iria completar ás 72 horas, já iniciando a terça-feira. Não existe base Bíblica para tal afirmação. 

João 19:31 e Marcos 15:42-47 

O grande problema, é que as pessoas não fazem nem um pouquinho de esforço, para entender as Sagradas Escrituras. A Bíblia diz: errais não conhecendo as escrituras, nem o poder de Deus. Mateus 22:29 diz ainda: o meu povo se perde por faltar conhecimento (vf Oséias 4:6). Para entender o texto de João 19:31 e Marcos 1542-47, primeiramente temos que entender o que significa a palavra Sábado. Sábado, quer dizer descanso. 

Em Israel, sempre que há um feriado, isto para eles é um sábado. Porque eles estarão afastados dos afazeres do dia a dia. Eles na verdade, estão descansando. Se o nosso sete de setembro que é o dia da independência, fosse em Israel, seria um Sábado. Na época de Jesus, isto ainda era muito mais sério, pois se tratava de feriados religiosos ou cerimoniais. Havia muitos feriados naquela época. Hoje, Israel ainda é o país que tem mais feriados religiosos. Que para eles, são Sábados. 

Jesus morreu no dia da páscoa dos Judeus, no dia seguinte, começava a festa dos pães asmos. Levíticos 23:5-8, eles comemoravam esta festa durante sete dias. No primeiro dia da festa e no último dia da festa, era para os Judeus um Sábado cerimonial. Era um feriado religioso nacional. Ninguém fazia absolutamente nada. Era considerado um grande Sábado cerimonial. Não era o Sábado do sétimo dia da semana. Na semana em que Jesus morreu, houve dois sábados. O primeiro, foi um feriado religioso, que naquele ano caiu bem na quinta-feira, após a morte de Jesus, que ocorreu na metade da semana, na quarta-feira. 

Para tirar qualquer dúvida, vamos analisar com bastante atenção o texto de Marcos 16:1 e comparar com Lucas 23:56. Em Marcos diz: passado o sábado, Maria Madalena e Maria mãe de Tiago foram comprar aromas e bálsamos para ungir a Jesus. Passando o Sábado cerimonial que caiu numa quinta-feira, elas foram comprar aromas para ungir a Jesus. Na verdade, elas compraram na sexta-feira. Porém, houve algum imprevisto e não deu tempo de elas ungirem Jesus naquela sexta-feira. Logo, iniciou o Sábado semanal, que para os Judeus também é dia de descanso absoluto, pois é o quarto mandamento da lei de Deus. Como os Judeus são fieis observadores do Sábado, elas descansaram conforme o mandamento. Lucas 23:56. Passado este Sábado, que é o sétimo dia, o quarto mandamento da Santa Lei de Deus, ou no final deste dia, elas foram ao sepulcro para ungir a Jesus. Mateus 28:1. Chagando lá, se assustaram muito, porque Ele já não estava mais no sepulcro. Para a glória de Deus. Mateus 28:6. 

RECAPITULANDO: Naquela semana houve dois Sábados, o primeiro foi cerimonial e poderia cair em qualquer dia da semana, porém naquele ano caiu numa quinta-feira. O segundo foi o sábado do sétimo dia da semana, considerado o Sábado da ressurreição. Mateus 28:1. Para não sermos confundidos ou iludidos com as heresias, temos que estudar mais a Bíblia, comparando os textos e nunca lendo um texto isoladamente, querendo torcer conforme o nosso pensamento ou nossa conveniência. Como já dizemos, a Bíblia é um livro inspirado por Deus, nela não há contradições, nós é que muitas vezes nos confundimos. Se Jesus mesmo falou que ficaria, três noites e três dias no sepulcro, por que não aceitarmos a precisão das Escrituras? É muito mais fácil aceitarmos do que tentar arrumar arranjos para provar diferente do que está escrito. 

Jesus Ressuscitou no Findar do Sábado 

Marcos 16:9 

O texto correto é: E Jesus tendo ressuscitado, na manhã do primeiro dia da semana apareceu primeiramente a Maria Madalena... O texto aqui não está afirmando que ele ressuscitou no primeiro dia da semana, e sim, que, apareceu primeiramente a Maria Madalena no primeiro dia da semana. A ênfase aqui é do aparecimento e não da ressurreição. Infelizmente os tradutores ao colocar a pontuação, já com a mentalidade pré-estabelecida, colocaram a vírgula onde não deveria existir. * A vírgula correta tem que estar em ressuscitado, e não em semana. Na verdade como foi colocada a pontuação, esta afirmando que ele ressuscitou no primeiro dia da semana. Sabemos que no Grego daquela época não tinha pontuação e quando os tradutores fizeram a tradução para o português, colocaram a pontuação erroneamente, ou por desonestidade. Se esta pontuação estiver correta, então teremos que por em dúvida outras passagens da Bíblia. Eu ainda continuo afirmando que na Bíblia não pode haver contradições. Outro detalhe a considerar é que o texto de Marcos 16:9-16, não pode ser usado como defesa de tese, pois é um texto duvidoso, muitos grandes teólogos afirmam que este texto não consta nos originais. Inclusive consta na nota de rodapé da bíblia NVI que este texto não consta nos originais mais antigos. 

CONCLUINDO 

Se nós lermos atentamente Mateus 28:1 e retrocedermos as três noites e três dias, teremos exatamente a metade da semana, quarta-feira, como sendo o dia da morte de nosso Senhor Jesus Cristo. Daniel 9:27 Lucas 13:31-33. 

Não é coerente querermos tentar provar a ressurreição de Jesus num domingo, só para não observarmos o Sábado. Mesmo que ele tivesse ressuscitado num domingo, isto não justifica a mudança do dia de guarda. Esta alteração não foi mudada por Jesus nem pelos seus discípulos. Mateus 5:17-19. 

Confirmando a exposição precedente, podemos recorrer aos precisos cálculos astronômicos. Conforme informação fornecida em 23-11-1920, pelo observatório naval dos Estados Unidos, a primeira lua cheia após o equinócio da primavera do hemisfério norte, no ano da crucificação de Cristo (31 ad), ocorreu no dia 27 de março do nosso calendário, que correspondeu exatamente a noite do dia 13 para 14 de Abib, ou seja, de terça-feira para quarta-feira. 

Concluindo, podemos afirmar, baseados nas Escrituras, que Cristo morreu cerca das 15 horas e foi sepultado quase ao por do sol de quarta-feira, e ressuscitou ao por do sol de Sábado, tendo completado o período de três noites e três dias ou 72 horas que predissera estaria no sepulcro. Mateus 12:40.

Fonte: https://gracamaior.com.br/estudos/sabado/131-jesus-nao-ressuscitou-no-domingo.html
Sábado
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domingo, 17 de setembro de 2023

Michael Sattler - Martir Anabatista


Após a morte de Conrad Grebel (1526) e Felix Manz (1527), Michael Sattler foi o líder mais notável dos irmãos suíços. Seu martírio ocorreu apenas alguns meses depois do de Manz.
“Michael Sattler nasceu por volta de 1495 em Staufen, perto de Freiburg, em Baden”. Educado na Universidade de Freiburg, Sattler entrou no claustro de São Pedro perto de Freiburg como um monge, avançando para a posição de prior do claustro. Através de seus estudos das escrituras e, sem dúvida, influenciados pela nova teologia da reforma em circulação, Sattler deixou o mosteiro em 1523 e casou-se com Margareta.
Sattler juntou-se aos irmãos suíços em Zurique, do qual ele foi banido em 18 de novembro de 1525. Trabalhou pela fé em Horb e Rottenburg, em Württemberg, depois indo para Strasburg, na Alsácia. Voltando para Horb e Rottenburg, “em 24 de fevereiro de 1527, Sattler presidiu uma conferência de irmãos suíços realizada em Schleitheim, no Cantão de Schaffhausen. Ele apresentou nesta conferência uma confissão de fé que foi aprovada e adotada sem uma voz dissidente e foi mais tarde impresso sob o título “Bruderliche Vereinigung etlicher Kinder Gottes” (Acordo fraterno de alguns filhos de Deus), como a confissão de fé dos irmãos suíços. A confissão foi considerada importante o suficiente para ser refutada tanto por Zwinglio quanto por Calvino em obras separadas.
Michael Sattler foi capturado pelas autoridades católicas romanas em Horb, tentado em 17 de maio de 1527 em Rottenburg e foi martirizado em 21 de maio de 1527. “Na manhã daquele dia, este nobre homem de Deus, à vista de horrível tortura, orou pelos seus juízes e perseguidores e admoestou o povo ao arrependimento. Ele suportou a tortura desumana estipulada na sentença. Então seu corpo mutilado foi amarrado a uma escada. Ele orou novamente por seus perseguidores enquanto a escada era colocada sobre a estaca. Ele prometeu a seus amigos que lhes daria um sinal da estaca ardente, para mostrar que ele permaneceu firme até o fim, suportando tudo de bom grado por Cristo. O fogo cortou as cordas com as quais ele estava preso, ele levantou a mão dando o sinal para eles. Logo se notou que seu espírito tinha fugido para estar com aquele a quem ele confessou firmemente sob a tortura mais excruciante, um verdadeiro herói da fé”.

Fonte: tradução livre de http://www.anabaptists.org/history/michael-sattler.html

segunda-feira, 28 de junho de 2021

BATISTAS REFORMADOS NEM REFORMADORES !!!

ENFATIZANDO A VERDADE QUE OS BATISTAS NÃO SÃO REFORMADORES, E OS REFORMADORES NÃO SÃO BATISTAS.


Atualmente muitos e muitos Batistas, e muitas e muitas igrejas Batistas se chamam Reformadas. Em parte, a razão na qual alguns Batistas escolheram em se autodenominar Reformados, foi devido eles estarem muito ansiosos em libertarem-se das destrutivas influências do Arminianismo, que então eles tomaram o título de Reformados, no sentido de distinguirem-se de um Fundamentalismo intelectualmente falido.

O WEBSTER’S NEW COLLEGIATE DICTIONARY define Reformado como "pertencendo ou designado a uma corporação de igrejas Protestantes, originarias da Reforma." O RANDOM HOUSE DICTIONARY OF THE ENGLISH LANGUAGE, define a Reforma como "o movimento religioso do século XVI, o qual teve como objeto a reforma da Igreja Católica Romana, a qual levou ao estabelecimento das igrejas Protestantes." Em português, no DICIONÁRIO AURÉLIO ELETRÔNICO, a palavra Reformado tem, em parte, o significado: "4. Rel. Em rigor, membro de algumas igrejas protestantes da Suíça, Alemanha e Holanda ligadas ao espírito do reformador suíço Zwinglio [V. zwinglianismo.] 5. P. ext. Calvinistas, ou protestantes em geral".

Uma pessoa tratada como Reformada, é, com esta denominação, direta ou indiretamente ligada a Reforma Protestante. Ainda, o nome Reformado implica na corrupção da Igreja Católica, e na revolta dos Reformadores contra tal corrupção. Muitos Batistas têm lido e têm sido abençoados pelo que João Calvino e outros líderes Reformados escreveram sobre a graça soberana de Deus na salvação. Nossa maior confissão Batista de Fé, a Confissão de Londres de 1689, e a sua versão Americana, a Confissão da Filadélfia de 1743, ensinam quase o mesmo sobre a salvação que ensina a Confissão Reformada de Fé de Westminster. Mas, o fato dos Batistas crêem o mesmo sobre a soberania da graça de Deus na salvação, assim como acreditam João Calvino e outros Protestantes, os colocam na categoria dos Reformados? E o fato das grandes Confissões Batistas virtualmente dizerem o mesmo que diz a Confissão Reformada de Westminster faz dos Batistas, portanto, Reformados? Eu solicito que as respostas a estas interrogações, bem como, ao título desta mensagem seja, Não! Os Batistas não são Reformados! Nesta mensagem, eu vou oferecer cinco razões básicas porque os Batistas não podem ser corretamente chamados de Reformados.

Primeiro, não é apropriado se referir aos Batistas como Reformados

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS CREÊM SOBRE A PALAVRA DE DEUS

O lema da Reforma Protestante incluiu as palavras do Latim Sola Scriptura, que significam Somente as Escrituras. Durante a busca da Reforma da Igreja Católica Romana, os Reformadores primeiramente insistiram que a única autoridade de fé e prática, fosse as Escrituras, mas os Reformadores nunca seguiram este lema de maneira consistente. E quando eles não conseguiram suportar alguma doutrina ou pratica da Palavra de Deus, eles logo começaram a se apegar aos pais das igrejas e a tradição e a expediência, e em credos. 


Os Batistas são os únicos que tomam as palavras Sola Scriptura seriamente. Apenas os Batistas aplicam, de modo consistente, este grande princípio em matéria de fé e prática. Os Batistas simplesmente acreditam que, toda a doutrina e prática na igreja, deve ter o Novo Testamento como alicerce. O Princípio da Sola Scriptura é seguido, de modo consistente, quando alguém pode, a partir do Novo Testamento, confidencialmente dizer, "Assim diz o Senhor." Uma das maiores diferenças entre as pessoas Batistas e Reformadas, é que os Batistas insistem na Sola Scriptura para todas as outras áreas bem como para a salvação. Os Batistas crêem que os ensinamentos e as práticas das igrejas do Novo Testamento estejam firmes de uma vez para sempre. Nossas confissões de fé são meramente o que nós cremos a Bíblia ensinar, mas não são autoritárias ou uma imposição sobre as igrejas. Quando nós Batistas falamos no princípio da Sola Scriptura, usualmente usamos o termo, a suficiência das Escrituras

O Apóstolo Paulo reconheceu a suficiência das Escrituras, em todas as matérias de fé e prática, quando ele escreveu ao jovem pregador Timóteo, em II Timóteo 3:16-17. II Timóteo foi a sua última epístola do Novo Testamento na qual ele disse a Timóteo que, em vista da chegada dos tempos de apostasia e perigo, e em vista do seu trabalho central que era a pregação, as Escrituras seriam suficientes. E isto se aplica ao evangelismo, as instruções doutrinárias e ao trabalho pastoral em geral. Assim diz Paulo, "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir justiça: Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra.

Os Batistas não fazem nenhum apelo à tradição, ou aos pais da igreja para darem autoridade em assuntos de fé e prática. Nós indagamos, "O que ensinam as Escrituras?" Os Reformadores mantiveram muitas doutrinas e práticas do Catolicismo, tais como, o batismo infantil, a regeneração batismal, a aspersão para o batismo, e os sacramentos. Os Batistas procuram evitar tais tradições humanas seguindo em contrapartida o padrão do Novo Testamento. 

A Confissão de Fé de Westminster é a mais proeminente das confissões dos Reformadores. A Confissão de Londres de 1689 é uma das mais proeminentes das confissões dos Batistas. A evidente diferença entre as duas, é vista bem no início. A confissão Batista diz, "A Sagrada Escritura é a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a salvação, de fé, e de obediência." Este frase não aparece na Confissão Reformada de Westminster.

Segundo, os Batistas não podem ser propriamente chamados de Reformados
 

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS CRÊEM SOBRE A IGREJA
 

Os Batistas sempre acreditaram que não possa haver um padrão apropriado, para o que constitui a igreja, a não ser aquele contido no Novo Testamento, e o Novo Testamento não é vago ou indefinido, no que diz respeito à igreja, tampouco ao definir o que ela é ou de onde veio, ou como deve ser governada. Os Batistas concordam com o Novo Testamento em que a igreja é uma congregação de crentes, os quais foram chamados para fora do mundo e se ajuntaram a Jesus Cristo e à Sua Palavra. 

Para os Batistas, a igreja é uma congregação visível, de indivíduos regenerados e batizados. Para os Reformadores do século XVI, a igreja Católica era ainda "a igreja" e ela apenas precisava uma reforma. Eles procuraram reformar uma igreja na qual acreditavam ser o verdadeiro corpo de Cristo. Eles assumiram que tanto o batismo quanto a ordenação da Igreja Romana ainda fossem válidos. Nem João Calvino, tampouco outros Reformadores, denunciaram seus batismos Católicos. Os Reformadores não planejavam restaurar a igreja verdadeira, seguindo a cópia das instruções reveladas em Atos. Em vez disso, eles trabalharam para reformar a "igreja", que já existia. As pessoas da Reforma vêem a igreja de duas maneiras. Eles a vêem como o inteiro corpo dos eleitos. Este corpo é, obviamente, invisível. Eles também a vêem como uma assembléia local como um agregado de assembléias numa nação ou num continente. Assim sendo, tal igreja é visível. Então, os Reformadores acreditavam em uma igreja universal e invisível, e também acreditavam numa igreja local e visível.

A Confissão de Fé de Westminster, capítulo 25, Artigo 11, página 133 é intitulado "Da igreja" e, parcialmente, diz "A Igreja Visível, ... consta de todos aqueles que pelo mundo inteiro professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos;" Tal igreja necessariamente possuiria tanto pessoas não eleitas quanto não regeneradas. A idéia de uma igreja visível e invisível não se encontra no Novo Testamento. Os Batistas são fiéis as Escrituras que a igreja do Novo Testamento consiste de pessoas regeneradas, enquanto a Reformada a vê como também incluindo crianças não regenerados, ou os filhos dos crentes. Os Batistas acreditam que cada igreja seja totalmente independente de todas as outras, no que diz respeito ao seu governo. A igreja de Jerusalém não mandou a igreja de Coríntios como esta deveria conduzir-se, e não ameaçou excomungá-la, quando soubesse que existiam membros pecadores na igreja de Coríntios. Cada igreja Batista escolha seus próprios pastores e diáconos, recebe e disciplina seus membros, e faz suas próprias regras e leis. Os Batistas crêem com o Novo Testamento que nenhuma organização como uma sínodo ou sessão possa dizer à igreja local o que ela deve fazer. A criação de uma autoridade centralizada, que reivindica mandar nas igrejas, e ditar as leis à igreja local, não tem absolutamente nenhuma autoridade neotestamentária. Todas as igrejas Reformadas procuram fazer isto, mas, de acordo como o Novo Testamento, não há em nenhuma circunstância, maior corte suprema de apelação, do que uma igreja local. 

Uma discrepância básica entre Batistas e Reformados é a resposta à questão, "Quando começou a igreja?" As pessoas Reformadas crêem que Israel foi a igreja no Velho Testamento, e a igreja do Novo Testamento é uma continuação do mesmo corpo. Eles pregam que a igreja no Velho e Novo Testamento é fundada na aliança da graça feita com Abraão. Os Batistas, por outro lado, enxergam uma diferença radical entre os Testamentos, ao invés de uma continuidade do Velho para o Novo. Eles acreditam que Israel e a igreja do Novo Testamento sejam dois corpos distintamente diferentes, e a ordem de Israel do Velho Testamento seja radicalmente diferente da ordem da igreja do Novo Testamento. Os Batistas pregam, segundo as Escrituras, que a igreja é estritamente uma instituição do Novo Testamento, um mistério desconhecido antes dos tempos do Novo Testamento, mas revelado nos tempos do Novo Testamento. Um mistério no Novo Testamento refere-se a algo que até aquele momento era desconhecido e foi naquele momento revelado. Em Efésios 5:32 e 3:4-6, Paulo diz que a igreja é um mistério ou algo desconhecido, até aquele presente momento, mas que foi naquele tempo revelado. 

Os Batistas têm historicamente crido na perpetuidade das igrejas verdadeiras, como a do Senhor Jesus, prometida em Mateus 16:18, quando Ele disse, "... edificarei a minha igreja e as portões do inferno não prevalecerão contra ela." Por esta razão os Batistas nunca reivindicaram ser Protestantes. Eles sempre, e em unanimidade, negaram qualquer ligação com a Igreja Católica Romana, até a presente geração, e sempre reivindicaram ser oriundas de Jesus Cristo e os Apóstolos. Eles não surgiram nos anos 1.500 com a Reforma Protestante. Os Batistas voltam na história ao período do Novo Testamento. Eles nunca foram parte de nenhuma outra denominação, portanto, eles não tem nada a protestar! Nós não nos baseamos apenas na promessa do Senhor, em Mateus 16:18, onde diz que haverão igrejas verdadeiras sempre neste mundo, nós também o sabemos a partir do próprio testemunho da história. Johann Mosheim, o grande historiador Luterano, reconheceu que os Batistas existiram antes da Reforma Protestante, quando ele disse, "Antes do surgimento de Luter e Calvino, eram oclusas, na maioria dos países da Europa, pessoas que tenazmente aderiram aos princípios dos Batistas Holandeses." Zwingli, um dos Reformadores, disse durante a Reforma, "Eles (Batistas) tem causado um grande distúrbio por 1.300 anos." O Cardeal Católico Romano Housis, o qual esteve envolvido no Conselho Católico Romano de Trento de 1.544, e que odiava os Batistas, mas mesmo assim disse bem francamente, "Se a verdade da religião fosse julgada pela prontidão e coragem pela qual um homem de alguma seita demonstra em sofrimento, então a opinião e persuasão de nenhuma seita poderia ser mais verdadeira e certa, do que a dos Ana-batistas, desde que não houveram nenhuma destes 1.200 anos passados que tivessem sido mais largamente punidas, ou que permaneceram mais tranqüilas e firmes, e até oferecendo a si mesmas aos mais variados tipos de punições cruéis, do que estas pessoas."

Por terceiro, os Batistas não podem ser, apropriadamente, chamados de Reformadores
 

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS CRÊEM SOBRE A RELAÇÃO ENTRE IGREJA E O ESTADO.
 

As igrejas verdadeiras de Jesus Cristo, dos tempos dos apóstolos, foram cruelmente perseguidas pelo governo Romano, mas não importava o quanto e quão cruelmente fossem perseguidas, o número e a influência do Cristianismo permanecia crescendo rapidamente. Acerca de 314 d.C., a influência da Cristandade no império Romano, crescia tanto que o Imperador Constantino decidiu parar de perseguir os Cristãos, e aderir ao Cristianismo, e então usá-lo para solidificar e aumentar seu poder de imperador. Constantino afirmou ter visto uma visão de uma cruz vermelha flamejante no céu, e sobre esta cruz estava escrito "Por Este Sinal Conquiste." Ele interpretou isto significar que ele deveria tornar-se um Cristão, e então ordenou que toda a perseguição contra os Cristãos cessassem, e declarou o Cristianismo como religião do estado de Roma. Constantino chamou todos os Bispos ou pastores do império, juntos, no Conselho de Nicea em 325 d.C., para que formassem uma unidade doutrinal. Assim, o estado e a igreja estavam casados, com o imperador exercendo poder sobre as igrejas e pastores. Ironicamente, quando a igreja e o estado foram unidos sob o governo de Constantino, Constantino nem era um Cristão. Ele concordou em tornar-se um Cristão, mas ele ainda não tinha afirmado ser Cristão. Ele finalmente confessou ter tornado-se um Cristão, mas recusou-se a ser batizado até prestes a sua morte, alguns anos depois. Alguns anos depois disto, em 407 d.C. o batismo infantil foi obrigatório para todos, e uma pessoa tornava-se uma cidadã do estado através do batismo. Obviamente, quando a igreja e o estado foram unidos neste casamento, e o batismo infantil foi requerido para a cidadania no estado, um grande número de pessoas não regeneradas ingressou às igrejas. Quando, alguns Cristãos recusaram-se a concordar deste casamento de Constantino da igreja e do estado, ele começou a usar o poder do estado para forçá-los a concordarem. Algumas destas pessoas foram chamadas de Donatistas. Os Donatistas não aceitaram o batismo da igreja estadual e batizaram novamente as pessoas que se juntassem a eles vindas das igrejas estaduais. Em 413 d.C. o imperador Theodosius publicou um edital declarando que pessoas que fossem batizadas novamente e aquelas que os tivessem batizado novamente, deveriam ser punidos com a morte, e um rio de sangue resultou do casamento da igreja e do estado, sob o governo de Constantino. 1.200 anos após, durante a Reforma, Calvino e outros Reformadores deixaram o estado e a igreja unidos, e o batismo ainda era obrigatório para se tornar um cidadão do estado.

A Confissão Reformada de Fé de Westminster, disse no seu artigo intitulado "O Magistrado Civil," "...ele tinha autoridade e é o seu dever para fazer ordens, que a unidade e a paz fosse preservada na igreja, que a verdade de Deus fosse mantida pura e inteira, que todas as blasfêmias e heresias fossem suprimidas, e todas as corrupções e abusos na adoração e disciplina fossem prevenidos ou reformados, e todas as ordenanças de Deus devidamente estabelecidas, administradas e observadas e para o seu melhor efeito, ele tem poder para organizar sínodos, para estar presente neles, e para determinar que qualquer negocio tratado neles estivessem de acordo com o pensamento de Deus..." Na nova nação Americana, ao final dos anos 1.700, este conceito Reformado de igreja e estado, o qual fora mantido pelos Puritanos, fora enfaticamente rejeitado. O artigo na Confissão de Westminster teve que ser revisado para os Americanos, após o estabelecimento nacional da primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Os Donatistas não vêem os arranjos de Constantino como uma vitória para o Cristianismo, mas como uma perversão dos ensinamentos das Escrituras, e verdadeiramente como a "a queda da igreja." Nos tempos da Reforma 1.200 anos depois, os Anabatistas não teriam nada a fazer com uma igreja estadual. Esta é uma das principais razões da sua separação de Calvino, Lutero e outros Reformadores. Os Reformadores, as vezes, se referem aos Anabatistas como sendo Donatistas ou Neo-Donatistas, por causa que os Donatistas se opuseram a este casamento da igreja e o estado, 1.200 anos antes da Reforma.

Os Batistas crêem com o Novo Testamento que o magistrado civil não tenha nenhum direito a requerer a nossa forma de religião e punir-nos por não seguir a religião que ele estipule. Os Batistas crêem que o Senhor Jesus Cristo é o Senhor da igreja e o Senhor do Estado, mas Ele não faz com que o estado reja a igreja, tampouco a igreja reja o estado. Nós cremos que o estado não pode nunca forçar os homens a acreditarem na verdade. Apenas o trabalho regenerador do Espírito Santo pode induzir os homens a fazer isto. 

Os Batistas crêem que os Cristãos são cidadãos de dois reinadosum reino terrestre que é regido pelos homens, para ambos salvos e não salvos, e um reino celeste regido pelo Senhor Jesus Cristo. Nós baseamos isto, em parte, nas palavras do nosso Senhor em Mateus 22:17 e 21. Para os Batistas, a igreja e o mundo são basicamente separados e antagonistas uns aos outros. Os Batistas não pensam e nem desejam em unir os dois, e os Batistas nunca tiveram uma religião estadual em lugar nenhum. A atitude na qual uma pessoa toma diante os arranjos de Constantino revela se esta é Reformada ou Batista, e em que crê sobre a igreja. As pessoas Reformadas vêem na mudança de Constantino uma vitória para o Cristianismo. Os Batistas vêem-na como a queda da igreja. É evidente que os Reformadores não creram no seu lema Sola Scriptura quando necessitava a renúncia dos arranjos de Constantino nos tempos da reforma.

Quarto: não é apropriado chamar os Batistas de Reformados
 

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS ACREDITAM SOBRE O BATISMO
 

Os Reformadores praticam o batismo pela aspersão do mesmo modo que faz a Igreja Católica. Eles trouxeram consigo esta prática, alheia às Escrituras, do próprio Catolicismo. Nos tempos da Reforma, e, até os dias de hoje, os Reformadores admitem que a imersão foi a prática das igrejas do Novo Testamento, mas, de qualquer maneira, eles praticam o batismo pela aspersão. As pessoas Reformadas nos dizem que o batismo pela aspersão é tão bom quanto o pelo imersão, mas os Batistas perguntam: "Por favor, pode mostrar isto nas Escrituras?" Os Reformadores praticam o batismo infantil. Eles trouxeram isto da Igreja Católica. As pessoas Reformadas dizem que todos os pais Cristãos devem ter seus filhos batizados pela aspersão. Os Batistas perguntam: "Por favor, pode mostrar isto nas Escrituras?" Não encontram-se vestígios nenhum de batismo infantil no Novo Testamento. Segundo às Escrituras, o batismo do Novo Testamento é um batismo adulto. Nada mais claramente se divirja do Novo Testamento do que o batismo infantil. Os Batistas rejeitaram estes erros, e insistiram somente no batismo dos crentes e o batismo por imersão, e nós não iremos aceitar o batismo pela aspersão ou o batismo de criancinhas como batismos bíblicos. Os Batistas mandam que aqueles que chegam, desejando unir-se a nós, vindos de denominações Reformadas que praticam estes erros, sejam batizados novamente, ou batizados segundo às Escrituras. Foi através disto que nós levamos o nome de Anabatistas. O nome significa Re-batizadores. Mais tarde, o nome foi simplesmente abreviado para Batistas.

Finalmente, não é apropriado chamar os Batistas de Reformados

POR CAUSA DO MODO NÃO CRISTÃO QUE OS REFORMADOS TÊM SE REFERIDO AOS BATISTAS, ATRAVÉS DOS SÉCULOS.
 

A história dos Batistas é uma história escrita em sangue. Eles sofreram terrivelmente, não só sob a tirania Católica Romana antes da Reforma, eles foram igualmente perseguidos e abatidos pelos Protestantes Reformadores. Os Reformadores verdadeiramente odiaram os Batistas por causa que os Batistas insistiram que a única regra de fé e prática para as igrejas fosse a Palavra de Deus. Os Reformadores não puderam rebater isto, e o que eles não puderam combater com argumentos, eles procuraram destruir com a força. Os Reformadores desencadearam uma perseguição amarga e sangrenta aos Batistas por causa da insistência dos Batistas numa aplicação consistente da Sola Scriptura à igreja e ao batismo. 

A história mostra que os líderes Reformadores verteram o sangue Batista tão livremente quanto fizeram os Católicos Romanos, uma vez que eles conseguiram o poder para forçar seus editais. Calvino, por si só, tinha muitas coisas amargas a dizer dos Anabatistas, os chamando de homens loucos e furiosos, espíritos frenéticos, homens dementes e bárbaros, idiotas e ignorantes. Ele chamou os ensinamentos Batista de sonhos delirantes, estúpidos, doidos varridos e de vômitos de bêbado. Em seu trabalho intitulado "Contra os Anabatistas", Calvino disse, "Por último, como um bêbado, após ter esvaziado de seu estômago com um arroto o odor desagradável que fomentou o seu estômago, assim mesmo estes homens maus, após terem menosprezado este santo religião, a qual o Senhor tem honrado tanto, finalmente, com uma garganta aberta vomita suas blasfêmias grandemente deformadas." Tomas Armitage, o historiador Batista, refere-se a estas definições de Calvino e os outros Reformadores como "Artimanhas Anti-Batistas." Os Batistas não fizeram parte da Reforma. Eles eram vítimas dela. Os Batistas crêem que, segundo às Escrituras, toda perseguição para apoiar a religião é radicalmente errada, e é fato que os Batistas nunca perseguiram outras pessoas, mas que sempre foram perseguidos por elas.

Então, os Batistas são Reformados? A resposta, tanto da Palavra de Deus quanto da história é, Não, os Batistas não são Reformados, e quando, um Batista identifica-se como Reformado, ele está dizendo algo que ele não quer realmente dizer. As conotações do termo Reformado sugerem posições teológicas que são contrárias à posição Batista. Esperançosamente, a maioria dos Batistas que se chamam de Reformados, queiram dizer somente que eles têm a mesma opinião sobre a salvação quanto os Reformadores. Eles crêem nas doutrinas da Graça Soberana de Deus. 

Alguns dos Batistas hoje em dia chegaram a ver as doutrinas bíblicas da graça através da leitura dos Reformadores e Puritanos. Ao fazer isto, eles também aspiraram os ensinamentos Reformadores relacionados à igreja. Os Batistas devem aceitar as doutrinas da Graça de Deus, mas, ao mesmo tempo, devem rejeitar os ensinamentos Reformados sobre a igreja, os quais não são baseados na Palavra de Deus. Pense a respeito! Uma vez que uma pessoa si chama ‘Reformada’, ela esta verdadeiramente reconhecendo uma conexão no passado com a Igreja Católica, porque os Reformadores vieram desta falsa igreja. Por que os Batistas deveriam procurar identificar-se com a aspersão de crianças, enquanto ensinam a imersão como o correto modo de batismo? É difícil de entender como os Batistas que foram odiados e perseguidos por Calvino, Lutero e outros Reformadores, possam agora querer ser chamados de Reformados. Por que deveriam os Batistas identificarem-se com os Reformadores, os quais juntos aos Católicos são os responsáveis pelo sangue de milhares de mártires Batistas? Chamar uma igreja Batista de Reformada é uma confusão para aqueles que conhecem a Palavra de Deus e um pouco de nossa história. 

O termo "Batista Reformado" é um oxímoro, um termo auto contraditório. Uma pessoa não pode, ao mesmo tempo, ser Reformada e Batista, após a definição das crenças dos Reformados e dos Batistas nesta mensagem. Para encerrar, Eu quero dizer que as Escrituras, em nenhum lugar, chamou a falsa igreja para uma Reforma. Pelo contrário, as Escrituras dizem no Apocalipse 18:4, "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante do seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas."  

Autor: Laurence A. Justice

Tradução: Gustavo Stapait 02/02
Revisão: Calvin G. Gardner 03/02
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

I João 2.1-2, Nega A Expiação Particular!

“¹ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Ju...