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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

I João 2.1-2, Nega A Expiação Particular!

“¹ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; ² e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” – cf 1 João 2:1, 2


No passado os batistas eram divididos em particulares e gerais. Estes criam na expiação geral na qual se firma na crença que Cristo fez seu sacrifício expiatório a favor de todos; aqueles outros, ensinavam que Cristo morrera apenas pelos eleitos, fundamentados nos pontos dogmáticos do calvinismo. Os gerais admitiam que Cristo morrera por todos, mas não todos haveriam de ser salvos, pois dependería da fé e da decisão de cada indivíduo! Os particulares criam e hoje ainda há aqueles que crêem que, apenas os eleitos decidirão positivamente ao lado de Cristo através do que eles denominam ‘chamada eficaz’ ou a também chamada ‘graça irresistível’.

Mas o texto que vemos do Ap João não exclusivisa a propiciação da morte e do sacrifício de Cristo na cruz sotanto aos eleitos, mas a todos. No entanto vemos em I João 2.1, 2 que Cristo como advogado diante do Pai defende os crentes no seu nome e dar-nos a saber que esse ministério de mediador e advogado pode está propício não apenas aos crentes, mas aos indivíduos fora da fé que caso possam também vir a crê no seu Nome!

O Ap Paulo, apesar de ser muito citado e estudado por seus escritos, e seus escritos como base para posições da expiação particular, também não chega a ser um ‘batista particular’ ou ‘calvinista’, pois em I Timóteo 2.1-7, reitera a “Doutrina dos apóstolos” da expiação geral, a mediação advogal de Cristo e atrela esse posicionamento ao seu ministério da pregação do Evangelho. Isto é, a pregação que declara que Cristo por sua obra é propícia a todos faz parte do conteúdo da Mensagem do Evangelho.

Vide:

“³ Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, ⁴ o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. ⁵ Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, ⁶ o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos. ⁷ Para isto fui designado pregador e apóstolo (afirmo a verdade, não minto), mestre dos gentios na fé e na verdade.” – 1 Timóteo 2:3-7

Portanto, a propiciação que Cristo traz não é exclusivista, mas pode alcançar a todos que estejam fora da fé e da comunhão, isto é, no mundo. Para tanto podemos entender que sua propiciação é de forma especial a nós os que cremos e oferecida pelo Evangelho aos não crentes. Essa propiciação opera nos crentes em Cristo, mas pode vir a ser ficaz inclusive aos que vierem a crê por meio de Sua Palavra. É pela Graça, uma graça ofertada, mas não forçada! (vf Ef 2.8). Paulo informa que Deus ‘deseja’ que todo homem chegue ao pleno conhecimento da verdade. O conhecimento dessa verdade para a vida eterna (vf João 17.3) só vem pela pregação do Evangelho, pois a fé vem pelo ouvir e ouvir pela pregação de Cristo (vf Rm 10.17)! O Ap Paulo estava conscio que precisava pregar o evangelho e não podia ofender o sabemos de João 3.16, 17 – “¹⁶ Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ¹⁷ Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.“


Amém.

Graça & Paz a todos!

©2025 – Lins, C.D.F, Pastor Batista

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

Motivos de Guardarmos o Sábado do 7Dia

  


MOTIVO - 1

NOSSA FÉ É BÍBLICA: primeiramente guardamos o Sábado porque está escrito o claro mandamento de Deus na Bíblia (vf Êx 20). Em nenhum lugar da Bíblia encontramos ordem de Deus para guardar o Domingo. A mudança somente vem das tradições humanas que tentam invalidar a Palavra de Deus. Não devemos tirar nem acrescentar nada à Palavra de Deus; e, devemos respeitar um ‘jota’ e um ‘til’ de Sua Palavra (cf Lc 16.17; Mat 5.18).



MOTIVO - 2

PORQUE DEUS MANDA: Já que nossa fé é baseada na Bíblia, e ela é a Palavra de Deus, o Mandamento vem de Deus e não de homem algum. Vem diretamente do  Deus Único. Sendo Deus o Senhor de tudo e de todos devemos obedecê-Lo, pois Deus não pede e sim Ele manda. “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”(vf Mat 7.21)

MOTIVO - 3

PORQUE CRISTO GUARDOU: Cristo declarou que não veio revogar a Lei de Deus que Ele mesmo dera a Moisés, mas veio para cumprir. O Filho de Deus guardou o Sábado e também o santificou através do seu exemplo. Cristo não invalidou, nem quebrou o Sábado, mas corrigiu as distorções que os religiosos da sua época cometiam. (vf Mat 5.17-18)

MOTIVO - 4

PORQUE PROVA NOSSO AMOR A DEUS: O mandamento de Deus é prova de nosso Amor a Deus, toda sua vontade para nós seus filhos e seu povo é essencialmente Amor. “Se me amais, guardai os meus mandamentos” ( cf João 14:15) – “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor” (cf João 15:10).

MOTIVO - 5

PORQUE NOS PREPARA PARA A VIDA ETERNA: “Procuremos, pois, entrar naquele repouso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.” (cf Heb 4:9). Deus deu seus preceitos ao Seu Povo após tê-los resgatado; Ele reserva a vida eterna aos que Lhe obedecem pela fé e a punição eterna aos desobedientes (vf Ez 18:25-28; Mat 7.23)

MOTIVO – 6

PORQUE DEUS NÃO QUER HONRA VÃ: Se não obedecemos a Deus lhe desonramos; se guardamos mandamentos dos homens honramos a homens e não a Deus. Ele reclamou “Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.” (cf Mc 7.7). “À Lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.” (cf Isaías 8:20).

MOTIVO - 7

GUARDAREMOS NO CÉU: “E será que desde uma lua nova até à outra, e desde um sábado até ao outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor.” (cf Isaías 66.2).

(c) AGEBAM, C.D.F.Lins - Pastor

sexta-feira, 23 de junho de 2023

O Povir Para Nós Irmãos do Caminho

 A posição da AGEBAM e, por conseguinte das Missões Batistas do Caminho no Brasil, sobre a escatologia não é partidária de uma linha, se não aquela que a própria Bíblia declara. Em todos os casos vemos posições particulares que dividem e criam contendas entre os irmãos. A posição é clara para nós, não nos envolveremos com cálculos e ‘achismos’ modernos para estabelecer nossas posições doutrinárias ou visionarias, como fizeram igrejas heréticas e errantes. 

Cremos como dita nossa declaração doutrinária. O mundo está prosseguindo para o seu fim, a volta de Cristo ocorrerá no dia que ninguém sabe, na hora que ninguém cuida, será visível e gloriosa, e trará um juízo final para todo mundo, anjos e homens. No entanto, o Amilenismo aparece como mais próximo da nossa posição, o qual configura o percurso da Obra de Cristo, conforme nosso ponto de vista teológico. Os artigos à frente defendem nossa posição de crer. Mas como batistas devemos respeitar a posição diferente ou especial que qualquer irmão porventura adote. (Lins, C.D.F.)



Tomando por base Cristo o “canon in cânon”, isto é, interpretamos os textos bíblicos a partir de Cristo; os textos dos apóstolos devem ser interpretados à luz do que nosso Mestre ensinou, prossigamos:

“E, logo depois da aflição daqueles dias, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz, e as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas. Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus. Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. (Mat 24.29-32).

1. A Volta de Cristo – será única e gloriosa, não será secreta; será precedida pelos sinais de sua eminência que são o desmoronamento do cosmos; causará lamento e desespero total aos ímpios e infiéis. Nessa ocasião irá determinar o Juízo Final e a sua ira. Homem nenhum pode calcular ou saber o momento da Volta de Cristo, (v.29, 30, 36; Ap 6.12-17). O escurecimento do sol e a falta de brilho da lua não é um eclipse transitório ou momentâneo, é o apagamento total e definitivo dos luminares, pois o Ap Pedro esclarece que os mesmos serão desfeitos (cf 2ª Pedro 3.12). O único brilho que aparecerá será o da glória de nosso Deus e Messias.

2. Arrebatamento dos Eleitos – vemos no texto acima que a retirada dos eleitos (v.31) ocorre na ocasião do segundo advento do Mestre e que, sua vinda será manifesta a todas as gentes, não uma visita imperceptível à humanidade(vs 27,30). Partindo desse texto básico poderemos interpretar sem obscuridade os textos apostólicos como de Paulo em I Tessalonicenses 4.14-18 que diz:

“14 Porque, se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, assim também aos que em Jesus dormem, Deus os tornará a trazer com ele. 15 Dizemo-vos, pois, isto, pela palavra do Senhor: que nós, os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem.16 Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro.17 Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor. 18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.”

O Ap Paulo dá o detalhe apenas do encontro nos ares, mas não discursa que há uma volta imperceptível à humanidade e nem um arrebatamento secreto. Outro detalhe é o que diz o v.29 de Mateus 24, é que esse recolhimento ou arrebatamento se dá após “as aflições” dos últimos dias, não antes como alguns advogam. Os que Deus “tornará a trazer com Jesus”, o texto I Ts 4.14 se refere aos que estão descansando nas sepulturas os quais não precederemos, nós os que estamos vivos. Cremos por isso que o arrebatamento não será secreto e será no momento do aparecimento do sinal do advento de Cristo. Não precedendo um período de Tribulação, mas depois das “aflições” dos últimos dias! (cf Mat 24.31; I Ts 4.7). O Texto paulino que fala do arrebatamento, diz que o próprio Senhor descerá do céu com estrondo (v. 17), diferentemente da idéia que ficaria nas nuvens esperando não percebido pelas gentes.

O Texto de João no livro do Apocalipse onde temos a visão das pessoas que vieram da grande tribulação (cf Ap 7.4, 14); no texto, nem no contexto não vemos arrebatamento precedendo a chegada dos crentes no céu. Temos a chegadas de crentes para a consolação de Deus, como Paulo ordena aos crentes de Tessalonisenses (vf 1 Ts 4.18).

Lemos que João “ouviu” – e não “viu” – o número dos assinalados, isto é, aqueles que pertencem ao Israel de Deus; depois “viu” os que vieram de grande tribulação (sem a impregnação do preceito pré-milenista que o artigo definido “da”, pois o propósito da revelação era mostrar que os crentes perseguidos pela besta – Deocleciano – estavam diante do trono de Deus e o Senhor Jesus está lhes apascentando). O que representa uma grande consolação aos crentes leitores endereçados do livro revelatório de João. João não viu os 144.000; João ouviu o número(v.4) dos assinalados que representam a geração completa dos eleitos de Deus. Após ter ouvido o número dos assinalados, “viu” (v.7) numa visão seguinte a multidão dos que vieram de uma grande aflição (v.14), porém não vemos menção de arrebatamento secreto. Os assinalados são os que estão com os nomes escritos no Livro da Vida do Cordeiro. Nessa visão ou temos revelado – o que é mais provável – as almas dos crentes afligidos pelas perseguições e tribulações. O inicio do texto do capítulo 7 de Apocalipse de João mostra que os eleitos serão protegidos pelo selo de Deus das coisas que haverão de ocorrer com a ação dos quatro anjos(vs. 1-3) não arrebatados nem retirados da Terra.

3. Juízo final – ocorrerá um único Juízo Final que é o mesmo Tribunal de Cristo e o Grande Trono Branco (Mat 25.31; II Cor 5.10; Rm 14.10; Ap 20.11).

4. Ressurreição – será por ocasião do retorno de Cristo – o último dia; ressoada a trombeta de Deus para o comando. Os mortos em Cristo serão ressuscitados primeiro e, depois nós os salvos vivos seremos transformados à tão esperada incorruptibilidade física. A primeira ressurreição não é física, mas da justiça de Cristo ou da regeneração que impede o efeito da segunda morte sobre os regenerados!(cf João 5.24, 25, 29; 6.39, 40; 11.24; I Cor 15.51, 52; Ap 20.5, 6; Col 3.1-3).

5.O Milênio – é o tempo da exaltação do Messias no Céu, onde Reina com e pelas igrejas, até seu retorno à Terra. Os mil anos não são literais, mas um tempo longo e limitado pelo Senhor da História da humanidade que é Deus; que o Evangelho será pregado e a igreja reinando em vida e participando graciosamente de seus sofrimentos e disciplina. O aprisionamento de Satã se dá neste milênio para não impedir o Ministério do Espírito Santo que o retém impedindo de enganar e enfurecer as nações pagãs; está limitado no seu campo de ação; o ministério do Espírito Santo marca este tempo e impede o maligno; sua soltura se dará no fim deste tempo prolongado e limitado por Deus, com o surgimento coincidente da apostasia e do cognominado filho da perdição. Este representante do diabo se assentará no lugar de Deus, numa provável restauração do Templo de Jerusalém; o Adversário será destruído com o sopro da boca do Senhor no resplendor de sua vinda (cf Ap 20.1-7; Rm 5.17, 21; Fp 1.29; 3.10; Col 1.24; 2ª.Tm 1.8; 2.3; Hb 12.8; 2ª. Tss 2.3, 4, 7, 8).

6.Grande Tribulação – tempo de tribulação e perseguição dos servos de Deus e ocultamente às igrejas fiéis ao Caminho; culminará com a apostasia praticamente total, um período final de extrema convulsão e propícia para o filho da perdição prometer paz e segurança, findando com o advento do Senhor o qual destruirá com o sopro de suas narinas(cf Mat 24.15-29; Luc 18.8; 1ª Ts 5.3; 2ª. Ts 2.3).



7. Salvação “OFF” – termo adotado para designar a salvação dos crentes salvos excluídos da fraternidade das igrejas, que aguardam a redenção na ocasião do Juízo Final; esses salvos por cometerem pecados de morte e não abandonados, ficariam no domínio da Morte até suas entregas para o Juízo do Último Dia, quando suas vidas serão a salvas: [“Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo, mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que tal ato praticou, Em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, juntos vós e o meu espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, Seja, este tal, entregue a Satanás para destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do Senhor Jesus.” – cf 1 Coríntios 5:3-5.] . A desobediência deliberada gera a Morte espiritual, àqueles pelos quais não restam “sacrifícios” (vf Heb 10:26; Tg 1:15); o Ap João diz que há pecado que é para morte, e pede que não se ore por esses (vf I João 5:16, 17). Essas almas não estão no Além, nem na Glória, estão na Morte simplesmente – provavelmente na crosta terrestre e no Mar. A Morte antes de ser punida com a Segunda Morte, no Juízo final, “dará” os mortos que estão no seu nível, como também o Mar. (vf Ap 20:13,14). A Salvação está garantida graciosamente por Cristo Jesus também aos salvos faltosos e excluídos (cf João 6:39, 44); porque este é o plano do Pai através de Cristo, que se realizará na Ressurreição do Último Dia.

©Pr Lins, C.D.F., Outubro de 2008, Revisão 2022.

Fonte: https://visaobatistablog.wordpress.com/

sábado, 10 de julho de 2021

O Filho de Deus

 Cremos que Jesus Cristo de Nazaré é o Filho Unigênito de Deus o Pai, é o Messias Ungido prometido por Deus desde o inicio do mundo, que pela promessa feita dada a Abraão, veio da descendência de Isaque, Jacob ou Israel, pela tribo de Judá, da raiz do rei Davi segundo a carne e, segundo o Espírito de Deus já estava no seio do Pai desde a Eternidade. 

Sendo unido com o Pai participa da plenitude de sua Divindade, é o primogênito de toda a criação, criou o Universo sustentando-o pela Sua Palavra; foi lhe dada toda autoridade nos Céus e na Terra. 

O Filho do Eterno Deus, tornou-se homem na plenitude dos tempos, nascido da virgem Maria, iniciou seu trabalho de resgatar a humanidade na região da Galiléia, foi manifestado ao povo de Israel pela ocasião do batismo de João o Batista, e pelos vários sinais e prodígios que o Pai operou através d'Ele, mas a maior manifestação, foi quando ressuscitou dentre os mortos, após ter padecido sob Pôncio Pilatos, ficando morto três noites e três dias na sepultura.



Foi morto e sepultado na véspera do sábado cerimonial do primeiro dia da festa judaica dos pães asmos, ficando num horto providenciado por José de Arimatéia, ressuscitando no final do dia do sábado semanal ou iniciando a tarde do primeiro dia. Após ressuscitado, continuou uma quaresma de aparições manifestando-se para mais de quinhentos irmãos que tornaram-se suas testemunhas oculares.

Findando-se esses quarenta dias de aparições deu ordem para suas testemunhas que fossem a todas as nações fazer discípulos batizando-os em Nome do Pai do Filho e do Espírito Santo, ensinando a guardar tudo que já os tinha ordenado e, que ficassem em Jerusalém para cumprir a promessa do Batismo com o Espírito Santo, fato que ocorreu ao cumprir-se o dia de Pentecostes e lhes deu e nos dar poder para testemunho e serviço e, ainda mais através dEle estar conosco até O encerramento deste século. 

Cristo Jesus sendo o UNGIDO morto pelos nossos pecados deu encerramento aos sacrifícios exigidos na antiga aliança, sendo Ele mesmo a oferta pelos pecados da humanidade, tornou-se o Mediador e Chefe do Novo Pacto, foi elevado às alturas, exaltado e assentado à Direita de Deus o Pai, vive sempre a interceder pelos salvos no Santuário Celeste! 

No fim dos tempos, no Dia de Deus, num dia e hora que apenas Deus o Pai sabe, virá pela Segunda vez com grande poder e glória,  não mais para salvar, mas para o Juízo Final. Por ocasião de sua Volta, o Universo se encolherá, então os mortos Unidos a Ele e selados pelo seu Espírito, participarão da Ressurreição da Vida e, os mortos não unidos a Ele para ressurreição da ruina eterna; nós salvos que estivermos vivos, teremos nossos corpos transformados à semelhança do corpo ressurrecto de Cristo, os ímpios vivos buscarão a morte física para fugir da indignação de Deus, mas não poderão! 

Assim tornou-se Senhor tanto de vivos quanto de mortos; Senhor dos senhores, Rei dos reis. Como cabeça das igrejas, tem o Nome que se eleva a todo e qualquer nome para que ao Nome de Yausha (Jesus), todo Joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor, para Glória de Deus o Pai.

©2021 – C.D.F.Lins, Pastor Batista; presidente da AGEBAM

sexta-feira, 9 de julho de 2021

O Sábado Sagrado de Deus o SENHOR

Jesus ensinando sobre o Sábado Sagrado do Senhor

O Sábado sagrado da bíblia, o sétimo dia da semana, é tempo sagrado, um dom de Deus para todas as pessoas, instituído na criação, afirmado nos dez mandamentos e reafirmado no ensino e exemplo de Jesus e dos apóstolos. Cremos que o dom do repouso do sábado sagrado é uma experiência da presença eterna de Deus com seu povo. Cremos que em obediência a Deus e em resposta amorosa à sua graça em Cristo, o sábado sagrado deveria ser observado fielmente como um dia de descanso, adoração e celebração. Gênesis 2:2-3; Êxodo 16.23-30; 20.8-11; Mateus 5.17-19; Marcos 2.27-28; Lucas 4.16; Atos dos Apóstolos 13.14 42-44; 16.11-13; 17.2-3; 18.4-11; Ezequiel 20.19-20; Hebreus 4.9-10; João 14.15; Isaías 58.13-14; Lucas 23.56. 

Memorial Da Criação 

Gênesis 2.2-3 - No fim da criação, Deus determinou que o sétimo dia fosse considerado especial. Deus abençoou e santificou este dia. Em outras palavras, o sábado foi separado como um instrumento de benção para toda a criação de Deus. 

Primeira Referência Do Sábado 

Êxodo 16.4-5, 22 a 30 - Esta é a primeira referência ao sétimo dia ou sábado desde o registro da criação no segundo capítulo de Gênesis, Êxodo 16:23, é provavelmente o versículo chave do texto. É a primeira vez que o sétimo dia e chamado de sábado; é neste momento que Deus repetiu que o sétimo dia era santo. É esta também a primeira vez que Deus “ordenou” que o dia fosse observado como santo. 

O Sábado & O Quarto Mandamento 

Êxodo 20.8 a 11 - O mandamento com relação ao sábado era o quarto. Está logo no fim dos mandamentos que lidam com o nosso relacionamento com Deus e o começo de nosso relacionamento com outras pessoas. O sábado nos lembra de nossas obrigações para adorar a Deus e amá-lo ao colocá-lo em primeiro lugar em nossas vidas. Como resultado disso, seguimos para os outros mandamentos que tratam do amor ao próximo assim como nos amamos. 

Ezequiel 20.20 - O Senhor está tomando a iniciativa de estabelecer uma relação de aliança com seu povo. Eles não tinham feito nada para que merecessem ser seu povo, pelo contrário, eles continuamente o rejeitaram ao desobedecer, suas leis e profanar o sábado. Agora o Senhor os chama para aceitá-lo como seu Deus e agir como seu povo. O sábado deveria ser um “sinal” de sua aliança com Deus. 

Isaías 58.13 a 14 - Estes dois versos nos dão princípios de como observar o sábado (verso 13), e as bênçãos que resultam desta observância (verso 14). Um princípio é algo que pode ser aplicado a todas as pessoas de todas as idades seja qual for sua orientação cultural. Se observarmos o sábado como prescrito no verso 13, desfrutaremos daquilo que o Senhor irá fazer em nossas vidas; encontraremos nossa alegria nele e “teremos o melhor da terra”. 

Mateus 5.17 a 19 - Jesus disse que seu propósito em vir não era para acabar com a lei mas para cumpri-la. A palavra “cumprir” tem muitos significados possíveis. Ao observarmos, porém, a vida e a pregação de Jesus, percebemos, que Jesus veio trazer o significado completo da lei. Ele era o sacrifício perfeito por nossos pecados que a lei exigia, cumprindo, assim, a lei. 

Os Discípulos Não Profanaram O Sábado 

Marcos 2.27 a 28 - Os discípulos de Jesus acabaram de ser acusados de quebrar o sábado ao colher, e comer espigas de milho no sábado. Eles não quebraram nenhuma lei bíblica do Velho Testamento, mas sim leis rabínicas. A observância do sábado tinha sido desviada de seu propósito original. Note a utilização de duas palavras: “homem” e “criado”. O sábado foi “criado” na criação e não pela lei. O sábado não foi feito pelo povo judeu, mas para toda a humanidade. 

O sábado era uma prática inquestionável que se tornou um assunto para grandes debates em muitos círculos cristãos e, finalmente, a ser uma observância não obrigatória pela maioria das igrejas e denominações cristãs. O sábado, porém, é um mandamento bíblico que não pode ser negado. Foi separado no fim da criação, ordenado em Êxodo 20.8 a 11, praticado por Jesus e a igreja primitiva e é ainda válido para nós, crentes, hoje. Em Gênesis 2.2 a 3, Deus descansou no sétimo dia depois de terminar sua criação, e Ele “abençoou” o sábado e o “santificou”. Não representava nada mais além do descanso de Deus de seu trabalho. Deus não precisava descansar, porém, Ele estava apenas declarando que as fundações da terra ainda não tinham sido totalmente lançadas (“descansar” em Gênesis 2 ,quer dizer cessar de criar).

A palavra “abençoou” tem haver com o poder espiritual que enche um objeto ou uma pessoa com a paz de Deus. Aplicado ao sábado, quer dizer que este dia tornou-se um condutor do poder de Deus. Quando algo é “santo”, quer dizer que foi separado para o serviço de Deus. “Todo sábado um milagre acontece, a ressurreição da alma do homem”. Deus nos deu uma alma ao nos dar o sábado que foi bendito e santificado. 

Em Êxodo 20.8 a 11, vemos o sábado como parte, dos dez mandamentos. Já que o sábado encontra-se no decálogo, temos que falar sobre a lei. Nosso entendimento da lei irá definir a maneira como interpretamos os mandamentos do sábado e sua validade para nós hoje. A maior parte dos cristãos criam, imagens de obrigação e escravidão espiritual quando ouvem a palavra “lei”. O salmista, porém, exclama que a lei é para ser amada. “Quanto amo a tua lei”! É a minha meditação, todo o dia”. (Salmos 119.97). 

Porque há uma aparente contradição entre a forma como muitos têm se sentido sobre a lei e a forma como ela era vista no Velho Testamento? Comecemos nosso estudo ao observar as atitudes de Jesus e Paulo para com a lei. Em Mateus 5.17 a 19, Jesus declara claramente que veio para cumprir a lei. Como Ele fez isso? No mais importante tratado de Paulo com relação à lei no livro de Romanos, ele discute a lei em vários aspectos. “O salário do pecado é a morte”. 

Pecado é quebra da lei. 1 João 3.4. 

Mas o ponto principal de Romanos 7.1 a 13 é a debilidade da lei. A debilidade está em nossa incapacidade de observá-la. O mesmo tema foi apresentado por Cristo no Sermão da Montanha. Ele exaltou os requisitos da lei para que soubéssemos que não podemos observá-la por nós mesmos. Romanos 8.1 a 4 resume a questão ao afirmar que a lei era incapaz de nos salvar. Deus enviou seu Filho para morrer na cruz como uma oferta para o pecado. O Espírito Santo, então, nos dá o poder para vivermos uma vida justa. Paulo estava tentando corrigir o conceito judaizante de que a lei era necessária para a salvação. 

Hoje, temos que entender que guardar o sábado não é a causa de nossa salvação; somos salvos pela graça através da fé em Cristo. Mas a observância do sábado é o fruto de nossa salvação. Porque somos salvos, reconhecemos Cristo ao adorá-lo em obediência ao seu Santo Dia. No Novo Testamento, Cristo guardou o sábado: “entrou num sábado na sinagoga, segundo o seu costume” (Lucas 4.16 ). Jesus realizou milagres no sábado. Todos esses milagres não tinham que ser realizados no sábado. Ele os realizou de propósito para desafiar as regras farisaicas e rabínicas que diziam respeito à observância do sábado. Eles tinham encoberto o presente de Deus ao homem com tantas regras e regulamentos que o sábado se tornou um dia de cargas e não de alegria. É por isso que Ele declarou que, “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2.27 ). 

Os discípulos e Paulo no livro de Atos adoraram a Deus no sábado, Pregaram e ensinaram nele (Atos dos Apóstolos 17.2; 13.14 ; 16.11 a 13). O concílio de Jerusalém foi chamado para discutir a conversão de cristãos gentios e o relacionamento para com as leis e práticas judaicas. A questão do sábado nunca foi questionada (Atos dos Apóstolos 15.1 a 29). O sábado não era somente praticado, mas era aceito sem nenhum questionamento ou controvérsia. 

Em Êxodo 19:3-8, Deus chamou seu povo para selar uma aliança com Ele. No verso 5, Deus disse ao povo, “se diligentemente ouvires a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos”, No verso 8, o povo concordou em fazer tudo o que o Senhor quisesse deles. À aliança segue a declaração da lei em Êxodo 20 Obediência era a resposta que Deus queria de seu povo – a resposta à graça de tê-los escolhido para serem seu povo. O sábado era para ser um sinal da aliança entre Deus e seu povo. Era tão importante que Deus repetiu isso duas vezes em Êxodo 31.13, 17 e Ezequiel 20.12-20. Era um lembrete semanal de que eles pertenciam a Ele. Ele os libertou da escravidão; Ele os redimiu. 

Há muitas passagens sobre o sábado no Velho Testamento que reiteram o quarto mandamento ou dão explicações. No Novo Testamento, o conceito de obediência é enfatizado não como uma opção para os crentes, mas como um requisito, João 14.15, diz: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Precisamos notar a similaridade com Êxodo 19.5 “Se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança....” O sábado é ainda um mandamento válido no Novo Testamento e para nós hoje. Vimos como o sábado foi instituído na criação e lembrava as pessoas de sua redenção. Os mesmos temas são repetidos nos evangelhos. Marcos 2.27, liga o sábado à criação. João 5.17 diz: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”, isso também é uma indicação para a criação original do sábado. Alguns cristãos têm interpretado isto da seguinte maneira: já que Deus tem trabalhado continuamente para criar e preservar isto anula a lei do sábado. Deus, porém, não está fazendo o trabalho da criação, mas o da redenção. Isso trás o sentido redentivo da observância do sábado. 

Em Lucas 4:16 -30, Jesus, no dia de sábado, proclama o propósito de sua missão. Sua missão era proclamar as boas novas da redenção. Lucas traz o tema ainda mais detalhadamente na narração da cura no sábado (Lucas 13.10 a 21). Depois que Jesus curou a mulher encurvada, ele foi repreendido, mas respondeu dizendo, “por que motivo não se devia livrar desse cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?” (Lucas 13.16). Jesus, portanto, não quebrou a guarda do sábado, mas apresentou de forma completa sua intenção e significado. Paulo no livro de Atos adorou e ensinou no sábado. Ele pregou o evangelho de Cristo, que liga o sábado à redenção. 

O culto aos domingos começou entre os grupos cristãos no final do segundo século e foi oficializado no quarto século. Apesar de alguns teólogos hoje defenderem a posição de que a guarda do sábado foi transferida para o domingo por causa da ressurreição de Cristo, não há base bíblica para isso. Os que guardam o sábado existiram por toda a história. Os Batistas do Sétimo Dia têm este costume desde o século 16. Muitos cristãos estão repensando sua posição na questão do sábado ou aceitando a sua base bíblica. Os Anabatistas já existiam desde o século primeiro. Conferir a história. 

Fonte: https://gracamaior.com.br/estudos/sabado/124-o-sabado-sagrado-do-senhor.html
Sábado
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segunda-feira, 28 de junho de 2021

BATISTAS REFORMADOS NEM REFORMADORES !!!

ENFATIZANDO A VERDADE QUE OS BATISTAS NÃO SÃO REFORMADORES, E OS REFORMADORES NÃO SÃO BATISTAS.


Atualmente muitos e muitos Batistas, e muitas e muitas igrejas Batistas se chamam Reformadas. Em parte, a razão na qual alguns Batistas escolheram em se autodenominar Reformados, foi devido eles estarem muito ansiosos em libertarem-se das destrutivas influências do Arminianismo, que então eles tomaram o título de Reformados, no sentido de distinguirem-se de um Fundamentalismo intelectualmente falido.

O WEBSTER’S NEW COLLEGIATE DICTIONARY define Reformado como "pertencendo ou designado a uma corporação de igrejas Protestantes, originarias da Reforma." O RANDOM HOUSE DICTIONARY OF THE ENGLISH LANGUAGE, define a Reforma como "o movimento religioso do século XVI, o qual teve como objeto a reforma da Igreja Católica Romana, a qual levou ao estabelecimento das igrejas Protestantes." Em português, no DICIONÁRIO AURÉLIO ELETRÔNICO, a palavra Reformado tem, em parte, o significado: "4. Rel. Em rigor, membro de algumas igrejas protestantes da Suíça, Alemanha e Holanda ligadas ao espírito do reformador suíço Zwinglio [V. zwinglianismo.] 5. P. ext. Calvinistas, ou protestantes em geral".

Uma pessoa tratada como Reformada, é, com esta denominação, direta ou indiretamente ligada a Reforma Protestante. Ainda, o nome Reformado implica na corrupção da Igreja Católica, e na revolta dos Reformadores contra tal corrupção. Muitos Batistas têm lido e têm sido abençoados pelo que João Calvino e outros líderes Reformados escreveram sobre a graça soberana de Deus na salvação. Nossa maior confissão Batista de Fé, a Confissão de Londres de 1689, e a sua versão Americana, a Confissão da Filadélfia de 1743, ensinam quase o mesmo sobre a salvação que ensina a Confissão Reformada de Fé de Westminster. Mas, o fato dos Batistas crêem o mesmo sobre a soberania da graça de Deus na salvação, assim como acreditam João Calvino e outros Protestantes, os colocam na categoria dos Reformados? E o fato das grandes Confissões Batistas virtualmente dizerem o mesmo que diz a Confissão Reformada de Westminster faz dos Batistas, portanto, Reformados? Eu solicito que as respostas a estas interrogações, bem como, ao título desta mensagem seja, Não! Os Batistas não são Reformados! Nesta mensagem, eu vou oferecer cinco razões básicas porque os Batistas não podem ser corretamente chamados de Reformados.

Primeiro, não é apropriado se referir aos Batistas como Reformados

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS CREÊM SOBRE A PALAVRA DE DEUS

O lema da Reforma Protestante incluiu as palavras do Latim Sola Scriptura, que significam Somente as Escrituras. Durante a busca da Reforma da Igreja Católica Romana, os Reformadores primeiramente insistiram que a única autoridade de fé e prática, fosse as Escrituras, mas os Reformadores nunca seguiram este lema de maneira consistente. E quando eles não conseguiram suportar alguma doutrina ou pratica da Palavra de Deus, eles logo começaram a se apegar aos pais das igrejas e a tradição e a expediência, e em credos. 


Os Batistas são os únicos que tomam as palavras Sola Scriptura seriamente. Apenas os Batistas aplicam, de modo consistente, este grande princípio em matéria de fé e prática. Os Batistas simplesmente acreditam que, toda a doutrina e prática na igreja, deve ter o Novo Testamento como alicerce. O Princípio da Sola Scriptura é seguido, de modo consistente, quando alguém pode, a partir do Novo Testamento, confidencialmente dizer, "Assim diz o Senhor." Uma das maiores diferenças entre as pessoas Batistas e Reformadas, é que os Batistas insistem na Sola Scriptura para todas as outras áreas bem como para a salvação. Os Batistas crêem que os ensinamentos e as práticas das igrejas do Novo Testamento estejam firmes de uma vez para sempre. Nossas confissões de fé são meramente o que nós cremos a Bíblia ensinar, mas não são autoritárias ou uma imposição sobre as igrejas. Quando nós Batistas falamos no princípio da Sola Scriptura, usualmente usamos o termo, a suficiência das Escrituras. 

O Apóstolo Paulo reconheceu a suficiência das Escrituras, em todas as matérias de fé e prática, quando ele escreveu ao jovem pregador Timóteo, em II Timóteo 3:16-17. II Timóteo foi a sua última epístola do Novo Testamento na qual ele disse a Timóteo que, em vista da chegada dos tempos de apostasia e perigo, e em vista do seu trabalho central que era a pregação, as Escrituras seriam suficientes. E isto se aplica ao evangelismo, as instruções doutrinárias e ao trabalho pastoral em geral. Assim diz Paulo, "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir justiça: Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." 

Os Batistas não fazem nenhum apelo à tradição, ou aos pais da igreja para darem autoridade em assuntos de fé e prática. Nós indagamos, "O que ensinam as Escrituras?" Os Reformadores mantiveram muitas doutrinas e práticas do Catolicismo, tais como, o batismo infantil, a regeneração batismal, a aspersão para o batismo, e os sacramentos. Os Batistas procuram evitar tais tradições humanas seguindo em contrapartida o padrão do Novo Testamento. 

A Confissão de Fé de Westminster é a mais proeminente das confissões dos Reformadores. A Confissão de Londres de 1689 é uma das mais proeminentes das confissões dos Batistas. A evidente diferença entre as duas, é vista bem no início. A confissão Batista diz, "A Sagrada Escritura é a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a salvação, de fé, e de obediência." Este frase não aparece na Confissão Reformada de Westminster.

Segundo, os Batistas não podem ser propriamente chamados de Reformados
 

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS CRÊEM SOBRE A IGREJA
 

Os Batistas sempre acreditaram que não possa haver um padrão apropriado, para o que constitui a igreja, a não ser aquele contido no Novo Testamento, e o Novo Testamento não é vago ou indefinido, no que diz respeito à igreja, tampouco ao definir o que ela é ou de onde veio, ou como deve ser governada. Os Batistas concordam com o Novo Testamento em que a igreja é uma congregação de crentes, os quais foram chamados para fora do mundo e se ajuntaram a Jesus Cristo e à Sua Palavra. 

Para os Batistas, a igreja é uma congregação visível, de indivíduos regenerados e batizados. Para os Reformadores do século XVI, a igreja Católica era ainda "a igreja" e ela apenas precisava uma reforma. Eles procuraram reformar uma igreja na qual acreditavam ser o verdadeiro corpo de Cristo. Eles assumiram que tanto o batismo quanto a ordenação da Igreja Romana ainda fossem válidos. Nem João Calvino, tampouco outros Reformadores, denunciaram seus batismos Católicos. Os Reformadores não planejavam restaurar a igreja verdadeira, seguindo a cópia das instruções reveladas em Atos. Em vez disso, eles trabalharam para reformar a "igreja", que já existia. As pessoas da Reforma vêem a igreja de duas maneiras. Eles a vêem como o inteiro corpo dos eleitos. Este corpo é, obviamente, invisível. Eles também a vêem como uma assembléia local como um agregado de assembléias numa nação ou num continente. Assim sendo, tal igreja é visível. Então, os Reformadores acreditavam em uma igreja universal e invisível, e também acreditavam numa igreja local e visível.

A Confissão de Fé de Westminster, capítulo 25, Artigo 11, página 133 é intitulado "Da igreja" e, parcialmente, diz "A Igreja Visível, ... consta de todos aqueles que pelo mundo inteiro professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos;" Tal igreja necessariamente possuiria tanto pessoas não eleitas quanto não regeneradas. A idéia de uma igreja visível e invisível não se encontra no Novo Testamento. Os Batistas são fiéis as Escrituras que a igreja do Novo Testamento consiste de pessoas regeneradas, enquanto a Reformada a vê como também incluindo crianças não regenerados, ou os filhos dos crentes. Os Batistas acreditam que cada igreja seja totalmente independente de todas as outras, no que diz respeito ao seu governo. A igreja de Jerusalém não mandou a igreja de Coríntios como esta deveria conduzir-se, e não ameaçou excomungá-la, quando soubesse que existiam membros pecadores na igreja de Coríntios. Cada igreja Batista escolha seus próprios pastores e diáconos, recebe e disciplina seus membros, e faz suas próprias regras e leis. Os Batistas crêem com o Novo Testamento que nenhuma organização como uma sínodo ou sessão possa dizer à igreja local o que ela deve fazer. A criação de uma autoridade centralizada, que reivindica mandar nas igrejas, e ditar as leis à igreja local, não tem absolutamente nenhuma autoridade neotestamentária. Todas as igrejas Reformadas procuram fazer isto, mas, de acordo como o Novo Testamento, não há em nenhuma circunstância, maior corte suprema de apelação, do que uma igreja local. 

Uma discrepância básica entre Batistas e Reformados é a resposta à questão, "Quando começou a igreja?" As pessoas Reformadas crêem que Israel foi a igreja no Velho Testamento, e a igreja do Novo Testamento é uma continuação do mesmo corpo. Eles pregam que a igreja no Velho e Novo Testamento é fundada na aliança da graça feita com Abraão. Os Batistas, por outro lado, enxergam uma diferença radical entre os Testamentos, ao invés de uma continuidade do Velho para o Novo. Eles acreditam que Israel e a igreja do Novo Testamento sejam dois corpos distintamente diferentes, e a ordem de Israel do Velho Testamento seja radicalmente diferente da ordem da igreja do Novo Testamento. Os Batistas pregam, segundo as Escrituras, que a igreja é estritamente uma instituição do Novo Testamento, um mistério desconhecido antes dos tempos do Novo Testamento, mas revelado nos tempos do Novo Testamento. Um mistério no Novo Testamento refere-se a algo que até aquele momento era desconhecido e foi naquele momento revelado. Em Efésios 5:32 e 3:4-6, Paulo diz que a igreja é um mistério ou algo desconhecido, até aquele presente momento, mas que foi naquele tempo revelado. 

Os Batistas têm historicamente crido na perpetuidade das igrejas verdadeiras, como a do Senhor Jesus, prometida em Mateus 16:18, quando Ele disse, "... edificarei a minha igreja e as portões do inferno não prevalecerão contra ela." Por esta razão os Batistas nunca reivindicaram ser Protestantes. Eles sempre, e em unanimidade, negaram qualquer ligação com a Igreja Católica Romana, até a presente geração, e sempre reivindicaram ser oriundas de Jesus Cristo e os Apóstolos. Eles não surgiram nos anos 1.500 com a Reforma Protestante. Os Batistas voltam na história ao período do Novo Testamento. Eles nunca foram parte de nenhuma outra denominação, portanto, eles não tem nada a protestar! Nós não nos baseamos apenas na promessa do Senhor, em Mateus 16:18, onde diz que haverão igrejas verdadeiras sempre neste mundo, nós também o sabemos a partir do próprio testemunho da história. Johann Mosheim, o grande historiador Luterano, reconheceu que os Batistas existiram antes da Reforma Protestante, quando ele disse, "Antes do surgimento de Luter e Calvino, eram oclusas, na maioria dos países da Europa, pessoas que tenazmente aderiram aos princípios dos Batistas Holandeses." Zwingli, um dos Reformadores, disse durante a Reforma, "Eles (Batistas) tem causado um grande distúrbio por 1.300 anos." O Cardeal Católico Romano Housis, o qual esteve envolvido no Conselho Católico Romano de Trento de 1.544, e que odiava os Batistas, mas mesmo assim disse bem francamente, "Se a verdade da religião fosse julgada pela prontidão e coragem pela qual um homem de alguma seita demonstra em sofrimento, então a opinião e persuasão de nenhuma seita poderia ser mais verdadeira e certa, do que a dos Ana-batistas, desde que não houveram nenhuma destes 1.200 anos passados que tivessem sido mais largamente punidas, ou que permaneceram mais tranqüilas e firmes, e até oferecendo a si mesmas aos mais variados tipos de punições cruéis, do que estas pessoas."

Por terceiro, os Batistas não podem ser, apropriadamente, chamados de Reformadores
 

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS CRÊEM SOBRE A RELAÇÃO ENTRE IGREJA E O ESTADO.
 

As igrejas verdadeiras de Jesus Cristo, dos tempos dos apóstolos, foram cruelmente perseguidas pelo governo Romano, mas não importava o quanto e quão cruelmente fossem perseguidas, o número e a influência do Cristianismo permanecia crescendo rapidamente. Acerca de 314 d.C., a influência da Cristandade no império Romano, crescia tanto que o Imperador Constantino decidiu parar de perseguir os Cristãos, e aderir ao Cristianismo, e então usá-lo para solidificar e aumentar seu poder de imperador. Constantino afirmou ter visto uma visão de uma cruz vermelha flamejante no céu, e sobre esta cruz estava escrito "Por Este Sinal Conquiste." Ele interpretou isto significar que ele deveria tornar-se um Cristão, e então ordenou que toda a perseguição contra os Cristãos cessassem, e declarou o Cristianismo como religião do estado de Roma. Constantino chamou todos os Bispos ou pastores do império, juntos, no Conselho de Nicea em 325 d.C., para que formassem uma unidade doutrinal. Assim, o estado e a igreja estavam casados, com o imperador exercendo poder sobre as igrejas e pastores. Ironicamente, quando a igreja e o estado foram unidos sob o governo de Constantino, Constantino nem era um Cristão. Ele concordou em tornar-se um Cristão, mas ele ainda não tinha afirmado ser Cristão. Ele finalmente confessou ter tornado-se um Cristão, mas recusou-se a ser batizado até prestes a sua morte, alguns anos depois. Alguns anos depois disto, em 407 d.C. o batismo infantil foi obrigatório para todos, e uma pessoa tornava-se uma cidadã do estado através do batismo. Obviamente, quando a igreja e o estado foram unidos neste casamento, e o batismo infantil foi requerido para a cidadania no estado, um grande número de pessoas não regeneradas ingressou às igrejas. Quando, alguns Cristãos recusaram-se a concordar deste casamento de Constantino da igreja e do estado, ele começou a usar o poder do estado para forçá-los a concordarem. Algumas destas pessoas foram chamadas de Donatistas. Os Donatistas não aceitaram o batismo da igreja estadual e batizaram novamente as pessoas que se juntassem a eles vindas das igrejas estaduais. Em 413 d.C. o imperador Theodosius publicou um edital declarando que pessoas que fossem batizadas novamente e aquelas que os tivessem batizado novamente, deveriam ser punidos com a morte, e um rio de sangue resultou do casamento da igreja e do estado, sob o governo de Constantino. 1.200 anos após, durante a Reforma, Calvino e outros Reformadores deixaram o estado e a igreja unidos, e o batismo ainda era obrigatório para se tornar um cidadão do estado.

A Confissão Reformada de Fé de Westminster, disse no seu artigo intitulado "O Magistrado Civil," "...ele tinha autoridade e é o seu dever para fazer ordens, que a unidade e a paz fosse preservada na igreja, que a verdade de Deus fosse mantida pura e inteira, que todas as blasfêmias e heresias fossem suprimidas, e todas as corrupções e abusos na adoração e disciplina fossem prevenidos ou reformados, e todas as ordenanças de Deus devidamente estabelecidas, administradas e observadas e para o seu melhor efeito, ele tem poder para organizar sínodos, para estar presente neles, e para determinar que qualquer negocio tratado neles estivessem de acordo com o pensamento de Deus..." Na nova nação Americana, ao final dos anos 1.700, este conceito Reformado de igreja e estado, o qual fora mantido pelos Puritanos, fora enfaticamente rejeitado. O artigo na Confissão de Westminster teve que ser revisado para os Americanos, após o estabelecimento nacional da primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Os Donatistas não vêem os arranjos de Constantino como uma vitória para o Cristianismo, mas como uma perversão dos ensinamentos das Escrituras, e verdadeiramente como a "a queda da igreja." Nos tempos da Reforma 1.200 anos depois, os Anabatistas não teriam nada a fazer com uma igreja estadual. Esta é uma das principais razões da sua separação de Calvino, Lutero e outros Reformadores. Os Reformadores, as vezes, se referem aos Anabatistas como sendo Donatistas ou Neo-Donatistas, por causa que os Donatistas se opuseram a este casamento da igreja e o estado, 1.200 anos antes da Reforma.

Os Batistas crêem com o Novo Testamento que o magistrado civil não tenha nenhum direito a requerer a nossa forma de religião e punir-nos por não seguir a religião que ele estipule. Os Batistas crêem que o Senhor Jesus Cristo é o Senhor da igreja e o Senhor do Estado, mas Ele não faz com que o estado reja a igreja, tampouco a igreja reja o estado. Nós cremos que o estado não pode nunca forçar os homens a acreditarem na verdade. Apenas o trabalho regenerador do Espírito Santo pode induzir os homens a fazer isto. 

Os Batistas crêem que os Cristãos são cidadãos de dois reinados: um reino terrestre que é regido pelos homens, para ambos salvos e não salvos, e um reino celeste regido pelo Senhor Jesus Cristo. Nós baseamos isto, em parte, nas palavras do nosso Senhor em Mateus 22:17 e 21. Para os Batistas, a igreja e o mundo são basicamente separados e antagonistas uns aos outros. Os Batistas não pensam e nem desejam em unir os dois, e os Batistas nunca tiveram uma religião estadual em lugar nenhum. A atitude na qual uma pessoa toma diante os arranjos de Constantino revela se esta é Reformada ou Batista, e em que crê sobre a igreja. As pessoas Reformadas vêem na mudança de Constantino uma vitória para o Cristianismo. Os Batistas vêem-na como a queda da igreja. É evidente que os Reformadores não creram no seu lema Sola Scriptura quando necessitava a renúncia dos arranjos de Constantino nos tempos da reforma.

Quarto: não é apropriado chamar os Batistas de Reformados
 

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS ACREDITAM SOBRE O BATISMO
 

Os Reformadores praticam o batismo pela aspersão do mesmo modo que faz a Igreja Católica. Eles trouxeram consigo esta prática, alheia às Escrituras, do próprio Catolicismo. Nos tempos da Reforma, e, até os dias de hoje, os Reformadores admitem que a imersão foi a prática das igrejas do Novo Testamento, mas, de qualquer maneira, eles praticam o batismo pela aspersão. As pessoas Reformadas nos dizem que o batismo pela aspersão é tão bom quanto o pelo imersão, mas os Batistas perguntam: "Por favor, pode mostrar isto nas Escrituras?" Os Reformadores praticam o batismo infantil. Eles trouxeram isto da Igreja Católica. As pessoas Reformadas dizem que todos os pais Cristãos devem ter seus filhos batizados pela aspersão. Os Batistas perguntam: "Por favor, pode mostrar isto nas Escrituras?" Não encontram-se vestígios nenhum de batismo infantil no Novo Testamento. Segundo às Escrituras, o batismo do Novo Testamento é um batismo adulto. Nada mais claramente se divirja do Novo Testamento do que o batismo infantil. Os Batistas rejeitaram estes erros, e insistiram somente no batismo dos crentes e o batismo por imersão, e nós não iremos aceitar o batismo pela aspersão ou o batismo de criancinhas como batismos bíblicos. Os Batistas mandam que aqueles que chegam, desejando unir-se a nós, vindos de denominações Reformadas que praticam estes erros, sejam batizados novamente, ou batizados segundo às Escrituras. Foi através disto que nós levamos o nome de Anabatistas. O nome significa Re-batizadores. Mais tarde, o nome foi simplesmente abreviado para Batistas.

Finalmente, não é apropriado chamar os Batistas de Reformados

POR CAUSA DO MODO NÃO CRISTÃO QUE OS REFORMADOS TÊM SE REFERIDO AOS BATISTAS, ATRAVÉS DOS SÉCULOS.
 

A história dos Batistas é uma história escrita em sangue. Eles sofreram terrivelmente, não só sob a tirania Católica Romana antes da Reforma, eles foram igualmente perseguidos e abatidos pelos Protestantes Reformadores. Os Reformadores verdadeiramente odiaram os Batistas por causa que os Batistas insistiram que a única regra de fé e prática para as igrejas fosse a Palavra de Deus. Os Reformadores não puderam rebater isto, e o que eles não puderam combater com argumentos, eles procuraram destruir com a força. Os Reformadores desencadearam uma perseguição amarga e sangrenta aos Batistas por causa da insistência dos Batistas numa aplicação consistente da Sola Scriptura à igreja e ao batismo. 

A história mostra que os líderes Reformadores verteram o sangue Batista tão livremente quanto fizeram os Católicos Romanos, uma vez que eles conseguiram o poder para forçar seus editais. Calvino, por si só, tinha muitas coisas amargas a dizer dos Anabatistas, os chamando de homens loucos e furiosos, espíritos frenéticos, homens dementes e bárbaros, idiotas e ignorantes. Ele chamou os ensinamentos Batista de sonhos delirantes, estúpidos, doidos varridos e de vômitos de bêbado. Em seu trabalho intitulado "Contra os Anabatistas", Calvino disse, "Por último, como um bêbado, após ter esvaziado de seu estômago com um arroto o odor desagradável que fomentou o seu estômago, assim mesmo estes homens maus, após terem menosprezado este santo religião, a qual o Senhor tem honrado tanto, finalmente, com uma garganta aberta vomita suas blasfêmias grandemente deformadas." Tomas Armitage, o historiador Batista, refere-se a estas definições de Calvino e os outros Reformadores como "Artimanhas Anti-Batistas." Os Batistas não fizeram parte da Reforma. Eles eram vítimas dela. Os Batistas crêem que, segundo às Escrituras, toda perseguição para apoiar a religião é radicalmente errada, e é fato que os Batistas nunca perseguiram outras pessoas, mas que sempre foram perseguidos por elas.

Então, os Batistas são Reformados? A resposta, tanto da Palavra de Deus quanto da história é, Não, os Batistas não são Reformados, e quando, um Batista identifica-se como Reformado, ele está dizendo algo que ele não quer realmente dizer. As conotações do termo Reformado sugerem posições teológicas que são contrárias à posição Batista. Esperançosamente, a maioria dos Batistas que se chamam de Reformados, queiram dizer somente que eles têm a mesma opinião sobre a salvação quanto os Reformadores. Eles crêem nas doutrinas da Graça Soberana de Deus. 

Alguns dos Batistas hoje em dia chegaram a ver as doutrinas bíblicas da graça através da leitura dos Reformadores e Puritanos. Ao fazer isto, eles também aspiraram os ensinamentos Reformadores relacionados à igreja. Os Batistas devem aceitar as doutrinas da Graça de Deus, mas, ao mesmo tempo, devem rejeitar os ensinamentos Reformados sobre a igreja, os quais não são baseados na Palavra de Deus. Pense a respeito! Uma vez que uma pessoa si chama ‘Reformada’, ela esta verdadeiramente reconhecendo uma conexão no passado com a Igreja Católica, porque os Reformadores vieram desta falsa igreja. Por que os Batistas deveriam procurar identificar-se com a aspersão de crianças, enquanto ensinam a imersão como o correto modo de batismo? É difícil de entender como os Batistas que foram odiados e perseguidos por Calvino, Lutero e outros Reformadores, possam agora querer ser chamados de Reformados. Por que deveriam os Batistas identificarem-se com os Reformadores, os quais juntos aos Católicos são os responsáveis pelo sangue de milhares de mártires Batistas? Chamar uma igreja Batista de Reformada é uma confusão para aqueles que conhecem a Palavra de Deus e um pouco de nossa história. 

O termo "Batista Reformado" é um oxímoro, um termo auto contraditório. Uma pessoa não pode, ao mesmo tempo, ser Reformada e Batista, após a definição das crenças dos Reformados e dos Batistas nesta mensagem. Para encerrar, Eu quero dizer que as Escrituras, em nenhum lugar, chamou a falsa igreja para uma Reforma. Pelo contrário, as Escrituras dizem no Apocalipse 18:4, "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante do seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas."  

Autor: Laurence A. Justice

Tradução: Gustavo Stapait 02/02
Revisão: Calvin G. Gardner 03/02
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

terça-feira, 25 de agosto de 2015

O Lugar da Mulher Na Igreja de Cristo

Os tempos mudaram. Sim. Mas, para os tempos que mudam, temos a Palavra que não muda a Palavra que está eternamente fixa no céu; que tem enfrentado tanto os ataques violentos de inimigos como o abuso de amigos. Meros costumes podem mudar sem dano ou perda, mas a conduta divinamente ordenada deve ser segura inviolável por aqueles cujos corações regidos pelo temor de Deus.

"A autoridade da Escritura quer dizer tudo para os batistas. É por isto só que eles justificam sua tenacidade quanto ao modo de batismo. Ceda a doutrina da autoridade absoluta e do caráter inerrante das Escrituras e os batistas podem permitir qualquer mudança na política eclesiástica que a sabedoria humana pareça justificar." (A. H. Strong).

"O que chamam o "Movimento da Mulher" é a conspiração mais insidiosa e maliciosa jamais cozida contra a inspiração da Bíblia." (W. P. Harvey, Feminism. J. W. Porter, pág. 118). "Para dizer o mínimo, não é batístico [praxe batista] torcer a Bíblia para justificação qualquer prática. Nossa glória tem sido que temos torcido nossa conduta, quando preciso, em conformidade com o Novo Testamento. Sempre temos estado dispostos a encarar a Bíblia com rosto e coração descoberto para obedecermos ao seu ensino claro. Assim façamos aqui" (A. T. Robertson, Feminismo, J. W. Porter, pág. 110).

Retenhamos esta citação mesmo quando estamos bem cônscios de que o escritor mais tarde mudou sua posição sobre o feminismo e lutou para justificar a ideia popular. Considerem nossos leitores a derradeira atitude do Professor Robertson à luz desta citação. Ao falarmos do lugar da mulher na igreja, referimo-nos ao seu lugar no serviço de Deus como membros da igreja; logo, nossa discussão terá que ver com mais do que a conduta das mulheres nas reuniões públicas da igreja. Nosso assunto implica uma verdade que precisa de ênfase. Essa verdade é que há um lugar para as mulheres na igreja.

Algumas vezes nossa oposição às usurpações inescripturisticas pelas mulheres parece criar a impressão que a mulher não tem lugar na igreja, o que está longe de ser verdade. Ela tem um lugar muito importante, e negligenciado? negligenciado porque tantas vezes ela tem estado muitíssimo mais preocupada em tentar tomar o lugar do homem do que ocupar sua própria esfera divinamente dada. A glória da mulher achar-se-á na sua própria esfera. Seu vexame ocorre quando ela sai dessa esfera. Notemos primeiro:

I. COISAS QUE AS MULHERES ESTÃO VEDADAS DE FAZER

1. ELAS ESTÃO PROIBIDAS DE ENSINAR 

"Não permito que a mulher ensine" (1 Tim. 2:12).O infinitivo "ensinar" está sem objeto e a passagem significa simplesmente que as mulheres não são para ocupar o ofício de mestre na igreja. Elas podem ensinar em particular e informalmente, mas não pública ou oficialmente.


2. ELAS ESTÃO PROIBIDAS DE DIRIGIR ORAÇÃO PÚBLICA 

"Desejo, portanto, que os homens orem em todo lugar." (I Tim. 2:8) A palavra grega para "homens" é a palavra (aner) que distingue homens de mulheres e crianças e não a palavra genérica (anthropos). O artigo "os" está também presente antes de homens, e isso, de si mesmo, serviria para distinguir homens de mulheres. Daí, todavia, como Fausset observa, a ênfase não trata "os homens" senão o assunto de orar; contudo, permanece o fato que a passagem distingue os homens das mulheres e restringe a oração qualquer lugar dos cultos públicos aos homens. Às mulheres os apóstolos deram outras instruções (v. 9). Está de acordo com todo comentador ou erudito notável.

3. ELAS ESTÃO PROIBIDAS DE AGIR EM QUALQUER CAPACIDADE QUE ENVOLVA O EXERCÍCIO DE AUTORIDADE SOBRE HOMENS 

Paulo, após tratando de não permitir que uma mulher ensine, comenta ainda: "nem use de autoridade sobre o marido" (1 Tim. 2:12) (?). Uma mulher mandona é uma monstruosidade tanto quanto um homem efeminado.

4. ELAS ESTÃO PROIBIDAS MESMO DE FALAR NA IGREJA 

"As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja." (1 Cor. 14:34-35). A referência aqui é a assembléia pública e não ao prédio da igreja.

5. ELAS NÃO SÃO PARA APARECER NOS CULTOS COM CABEÇAS DESCOBERTAS Vide 1 Cor. 11:3-10.

É perfeitamente evidente que isto se refere ao culto público. Pode dizer-se que tanto quanto às mulheres se proíbe profetizar, isto não se aplica quando mulheres guardam seus lugares. Mas também se menciona orar; e, ainda que mulheres não são para dirigir oração pública, contudo elas deveriam orar em silêncio e assim participar do culto. Esta passagem de nenhum modo insinua que se uma mulher tem cabelo comprido, isto é toda coberta que ela carece. Paulo simplesmente afirma que o fato de ser natural às mulheres terem cabelo comprido é só uma indicação da necessidade de uma coberta adicional (o Véu) - ["...se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. 1 Coríntios 11:6.]*. Esta coberta é para ser usada no culto público como um sinal da sujeição da mulher ao seu marido, ou aos homens em geral se a mulher não for casada.


6. ELAS NÃO SÃO PARA APARECER EM TRAJE IMODESTO OU EXTRAVAGANTE. Vide 1 Tim. 2:9,10.

II. RAZÕES DESTAS PROIBIÇÕES

Paulo dá duas razões destas proibições:

1. PRIORIDADE DE ADÃO NA CRIAÇÃO Vide 1 Tim. 3:13. A prioridade de Adão na criação indica sua chefia da raça. Ensino público por parte da mulher ou seu exercício de qualquer autoridade sobre homem discrepa dessa chefia.

2. A DECEPÇÃO DA MULHER NA QUEDA. Vide 1 Tim. 2:14. A mulher foi enganada pela serpente a pensar que o comer do fruto proibido traria benefício em vez de banimento. O homem participou do fruto, mas não foi enganado. Ele sabia quais seriam as conseqüências e, provavelmente, participou do fruto porque preferiu ser expulso com sua esposa a separar-se dela. A decepção da mulher na queda mostra a susceptibilidade da mulher para o malígno. Isto não é por causa de qualquer inferioridade geral das mulheres aos homens. É por causa da diferença de temperamento e natureza. A natureza da mulher se aperfeiçoa para o lar e para a criação de filhos. Para estes fins ela tem um propício temperamento delicado e uma natureza plenamente emocional. Por isso ela é caracteristicamente manejada mais facilmente que um homem. Sua natureza a dispõe para chegar a conclusões pela intuição e não pela franca consideração. Todos estes fatos desajustam a mulher para a liderança pública ou para o ensino. Se já houve uma mulher pregadora que tenha pregado a verdade, mesmo sobre outras coisas do que o lugar das mulheres, nós nunca a observamos.

III. ARGUMENTOS RESPONDIDOS CONTRA ESTAS PROIBIÇÕES

Muitos argumentos são apresentados por aqueles que gostariam desviar ou sobrepor a clara verdade das passagens já citadas. Notemos os mais salientes deles. É argumentado:

1. HOUVE MULHERES NA BÍBLIA QUE FIZERAM AS COISAS QUE DISSEMOS SEREM VEDADAS ÀS MULHERES FAZER.

Citam-se os seguintes casos:

(1). Débora Vide Juízes 4:5.

Ao passo que Débora fez seu juizado no seu próprio lar (Juízes 4:5), contudo é verdade que o seu lugar de liderança era inconsistente com as proibições do Novo Testamento. Mas isso de nenhum modo cancela estas proibições. Não devemos presumir que tudo que foi feito pelos fieis na Bíblia foi segundo a vontade de Deus. E certamente não devemos pôr de lado os claros mandamentos de Deus porque alguns se conduziram incoerentemente com esses mandamentos. Ademais, o que Deus permitiu na dispensação do Velho Testamento não é paradigma pelo qual se determine Sua vontade para a dispensação do Novo Testamento. Ele permitiu a poligamia, e depois a regulou prescrevendo por meio de Moisés a necessidade de um divórcio escrito; mas, finalmente, no Novo Testamento, houve um retorno ao significado original e ao espírito do casamento qual permite o divórcio só por fornicação (Mat. 19:3-9). Assim é com referência ao lugar das mulheres. O Novo Testamento reverte à ordem original, a despeito do que Deus permitiu na dispensação do Velho Testamento. E as proibições notadas aplicam-se à igreja. Certamente, então, nada permitido fora da igreja pode anulá-las.

(2). Ana Vide Lucas 2:36-38.

Não há prova que Ana fez um discurso e daí não há prova que ela violou 1 Tim. 2:12. Ela não estava na igreja e daí não violou 1 Cor. 14:34. É evidente que ela apenas falou informalmente aos que ela viu em redor do templo. Isto não é violação da Escritura, como veremos mais claramente depois. Ademais, são os mandamentos de Deus e não a conduta de Ana, ou a de quaisquer outras pessoas, que revelam a vontade de Deus. A conduta de Ana não pode ser tomada por critério mais do que a de Débora, ou outros caracteres falíveis.

(3). As mulheres que ajudaram a Jesus e a Paulo Vide Lucas 8:2,3; Rom. 16:1,2; Fil. 4:3.

A senhora M. B. Woodworth Etter diz: "Paulo trabalhou com as mulheres no Evangelho mais do que qualquer dos apóstolos; Priscila e Febe viajaram com Paulo pregando e edificando as igrejas" (Atos 18:2-18-26; Rom. 16). "Ele e Febe fizeram cultos de avivamento juntos; agora ela é chamada para ir à cidade de Roma; Paulo não pode ir com ela, mas ele está muito cuidadoso de sua reputação e ela é tratada com respeito; ele escreve uma carta de recomendação: "Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja que está em Cencréia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo." (Rm. 16:1-2). (Signs and Wonders, pág. 211). Isto é um belo exemplo de aumentar e de deslumbrante caricatura da Escritura pelos que invocam o exemplo das mulheres supra mencionadas como um argumento contra as proibições que Paulo pronunciou contra mulheres. Não há a mais leve alusão a qualquer dessas mulheres terem pregado ou feito qualquer coisa inconsistente com as proibições de Paulo. No caso das mulheres associadas a Cristo está plenamente afirmado que elas "O serviam com a sua fazenda." Febe e as outras mulheres, provavelmente, que laboraram com Paulo, fizeram o mesmo a Paulo. Algumas delas podem ter feito trabalho pessoal também.

(4). As mulheres que foram enviadas do túmulo de Jesus com uma mensagem para os apóstolos Mat. 28:1-10; Marc. 16:1-11; Luc. 24:1-9; João 20:1-18. Estas mulheres foram enviadas a um serviço ocasional; não foram comissionadas a fazer um discurso público.

(5). As mulheres da igreja em Jerusalém no Pentecostes. Atos 2.

Pelo que diz nas Escrituras nenhuma mulher discursou no dia de Pentecostes. Pedro foi o único que fez um discurso público naquele dia. Qualquer fala feita pelas mulheres que eram membros da igreja e se encheram do Espírito foi quando passaram entre o povo, como Ana que deu um testemunho informal. O Espírito nunca levou mulheres a violarem Suas próprias proibições estipuladas por meio de Paulo, pois Ele não se contradiz a si mesmo.

(6). A mulher samaritana. João 4:16.

A única coisa que Jesus mandou esta mulher fazer foi ir chamar seu marido. O que mais fez foi por sua própria vontade e sem autoridade divina necessária. Todavia não há indicação que ela fez mais do que falar à vontade aqueles que ela encontrou.

(7). As filhas de Filipe Vide Atos 21:9.

Não há afirmações que as filhas de Filipe violaram a letra ou o espírito das proibições que temos notado. Assim o oponente nada tem em que basear o seu argumento. O fato que foram profetisas de nenhum modo prova que discursaram publicamente ou que nalgum tempo usurparam autoridade sobre o homem. Note bem, enquanto Paulo estava na casa de Filipe, Deus enviou de longe, da cidade de Jerusalém, um profeta para entregar-lhe uma mensagem.

(8). Profetisas nos últimos dias Vide Atos 2:18.

Apesar do fato que as filhas de Filipe eram profetisas elas nunca dirigirem um discurso público ou usurparam autoridade sobre homens. Isso prova que esta passagem não deve usada como indicação que as mulheres fizeram mais do que darem um testemunho particular. O ônus da prova está sobre o oponente e ele nada tem a oferecer como prova. 

(9). Priscila e Áquila Vide Atos 18:26.

Priscila fez o relatado na privacidade do seu próprio lar e em conjunto com seu marido. A Bíblia nada diz contra a mulher dar um testemunho particular. Elas podem mostrar aos perdidos o caminho da salvação, ou podem testemunhar a verdade aos homens em particular. E por certo, quando uma esposa faz isto em conjunto com seu marido, ela não está desafiando o seu lugar escriturístico.

(10). As mulheres profetisas em Corinto. Vide 1 Cor. 11:5,16. 

As mulheres em Corinto estavam cometendo duas ofensas. Não só estavam falando na igreja, mas também fizeram isso com a cabeça descoberta (sem Véu). Paulo, no capítulo referido há pouco, corrigiu essa última. No capítulo décimo quarto ele corrige a primeira. Para uma argumentação similar à participação das festas idolátricas, vide I Cor. 8:10 e 10:14-21. Na primeira passagem Paulo simplesmente diz que os santos em Corinto eram para ser cuidadosos para não ofender aqueles que não podiam entender que um ídolo era nada. Mas na última passagem ele condena comer das festas idolátricas como uma coisa totalmente fora de lugar para o cristão.

2. QUE GÁLATAS 3:28 PROVA QUE NÃO HÁ DISTINÇÃO ENTRE A ESFERA DE HOMENS E A DE MULHERES

Exibe um juízo muito pobre dos que sustentem da fala pública das mulheres perante ouvintes mistas em invocar Paulo a argumentar contra si mesmo. Se a passagem sob consideração ensina completa igualdade e identidade de esfera sexual, então também ensina igualdade racial, e o casamento misto das raças brancas e pretas está justificado (na época de T. P. Simmons, esse assunto era muito importante). A passagem ensina nada mais do que a verdade que todos estão salvos igualmente e que todos tem o mesmo grau de relacionamento gracioso com Cristo. "Raça e sexo tem seus respectivos dons a serem dedicados e usados. O trabalho e a vocação dos sexos são diferentes, conquanto em Cristo não há nem macho nem fêmea." (Ministry of Women).

3. QUE A PROIBIÇÃO DE PAULO EM 1 COR. 14:34 FOI APENAS CONTRA CONVERSAS OCIOSAS
Esta noção é inteiramente sem fundamento. A palavra grega "falar" refere-se a qualquer espécie de fala.

4. QUE ESTA PROIBIÇÃO VEDOU QUE A MULHER FIZESSE PERGUNTAS EM PÚBLICO QUE CAUSARIAM DISSENSÃO

Mas a proibição de as mulheres fazerem perguntas é só secundária à proibição contra qualquer falar na igreja.

5. QUE ESTA PROIBIÇÃO SÓ SE REFERE ÀS REUNIÕES DE NEGÓCIO NA IGREJA. 

Não foi sobre uma reunião de negócios que Paulo estava escrevendo mas uma reunião semelhante à que nós chamaríamos "reunião de testemunho."

6. DESDE QUE SE DIZ À MULHER PARA PERGUNTAR A SEU MARIDO EM CASA SOBRE ASSUNTOS QUE ELA NÃO ENTENDE, ISTO SE APLICA SÓ AS MULHERES CASADAS 

Seria de fato esquisito Paulo proibir à mulher casada falar enquanto o consentisse à solteira faze-lo, desde que as casadas são comumente mais velhas e mais judiciosas que as solteiras. Nesta passagem Paulo dá suas instruções para cobrir circunstancias normais, não sentindo ser necessário cuidar de alguma exceção. Uma mulher solteira pode facilmente achar algum homem a quem ela pode perguntar a respeito de coisas que ela não entende.

7. QUE AS INSTRUÇÕES DE PAULO AOS CORINTIOS APLICARAM-SE SOMENTE À IGREJA DE CORINTO.

Mas Paulo disse: "As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei." (I Cor. 14:34). Parece que foi só em Corinto que as mulheres estavam saindo do seu lugar. Na passagem supra Paulo instruiu a igreja em Corinto a manter a mesma ordem quanto às mulheres no culto público que era mantida em todas as outras igrejas [vf I Cor 11.16]*.

8. QUE AS PROIBIÇÕES CONTRA MULHERES NO CULTO PÚBLICO APLICAVAM-SE SOMENTE À ERA APOSTÓLICA.

Oponentes dizem que era concepção comum naquela época que as mulheres que apareciam em público sem véu e exerciam qualquer função pública eram de caráter baixo; que foi por essa razão que o apóstolo mandou mulheres estarem quietas e usarem véus. Assim as proibições se tomam à mesma luz com a exortação de Paulo para se absterem de comer carne oferecida a ídolos; isto é, para evitar ofensa aos outros. Ou, como diz A. T. Robertson: "Muitos cristãos modernos sentem que havia condições especiais em Éfeso como em Corinto que precisaram ordens duras para as mulheres que agora não se aplicam." Mas tais noções estão claramente desaprovadas pelo fato que Paulo dá seu mandamento para o silêncio de mulheres como um mandamento do Senhor. Ele não diz que isto em referência à abstinência de carne oferecida a ídolos. Depois Paulo fundamenta a proibição das mulheres ensinarem por causa da prioridade do homem na criação e a decepção da mulher na queda. Assim ele mostra que esta proibição esta fundada na própria natureza das coisas e, portanto é permanente.

IV. COISAS QUE MULHERES DEVERIAM FAZER


Havendo reparado o que às mulheres se proíbe fazerem, veremos agora o que elas podem e deveriam fazer.

1. ELAS DEVERIAM FREQUENTAR O CULTO PÚBLICO 

É isto o dever de todo o povo salvo. As mulheres deveriam atender ao culto público para aprenderem e receberem tais bênçãos espirituais que normalmente têm no culto. A alma de toda a pessoa salva carece da influencia curativa, purificadora e animadora do culto público.

2. ELAS DEVERIAM PARTICIPAR DO CULTO PELA ORAÇÃO SILENCIOSA E NA PRATICA, SE POSSÍVEL, NO CANTO CONGREGACIONAL

Estes também são deveres gerais, tanto como privilégios. Alguns diriam que, se a mulher não se permite falar na igreja, então também cantar. Mas devemos interpretar Paulo pelas intenções manifestas no contexto. Ele não estava discutindo o cantar, mas o falar. Enquanto o cântico envolve a fala: contudo, tecnicamente, o cantar não é igual ao falar.

3. ELAS DEVERIAM CONTRIBUIR DOS SEUS MEIOS

Isto, como o cultuar, a oração silenciosa, e o cântico congregacional, é dever e privilégio gerais e pertence tanto a mulheres como a homens.

4. ELAS SÃO PARA RECONHECEREM O LAR COMO SUA PRINCIPAL ESFERA DE ATIVIDADE Tito 2:5.

É aqui que a mulher deve achar seu trabalho principal, não só em cuidar de sua própria família, mas em hospedar a outros. (1 Tim. 5:9, 10). É no lar e no lar somente que ela pode ganhar a recompensa de profeta por hospedar profetas (Mat. 10:41).

5. AS MULHERES MAIS VELHAS SÃO MANDADAS A ENSINAREM AS MAIS NOVAS Tito 2:3-5.


Elas são especialmente incumbidas a ensinar as jovens deveres caseiros práticos, mas esta Escritura não limita o seu ensino a isto: elas são para ser "mestras no bem" (v. 3) e a razão do seu ensino, "a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.", abre um larga área de instrução. Nada achamos na Escritura contra o ensino de mulheres e crianças só por mulheres em qualquer tempo e em qualquer lugar. A Escritura não diz que o seu ensino é para ser feito somente no lar, nem diz que elas devem ensinar só uma cada vez. Ensinar privadamente não quer dizer, necessariamente, ensinar só uma cada vez. Vide Lucas 10:23.

 [*] Sugestão de CDF Lins
Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Luis Antonio dos Santos, 12/05
2a.Revisão: CDF Lins, 2015

I João 2.1-2, Nega A Expiação Particular!

“¹ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Ju...