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sexta-feira, 12 de setembro de 2025

I João 2.1-2, Nega A Expiação Particular!

“¹ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo; ² e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro.” – cf 1 João 2:1, 2


No passado os batistas eram divididos em particulares e gerais. Estes criam na expiação geral na qual se firma na crença que Cristo fez seu sacrifício expiatório a favor de todos; aqueles outros, ensinavam que Cristo morrera apenas pelos eleitos, fundamentados nos pontos dogmáticos do calvinismo. Os gerais admitiam que Cristo morrera por todos, mas não todos haveriam de ser salvos, pois dependería da fé e da decisão de cada indivíduo! Os particulares criam e hoje ainda há aqueles que crêem que, apenas os eleitos decidirão positivamente ao lado de Cristo através do que eles denominam ‘chamada eficaz’ ou a também chamada ‘graça irresistível’.

Mas o texto que vemos do Ap João não exclusivisa a propiciação da morte e do sacrifício de Cristo na cruz sotanto aos eleitos, mas a todos. No entanto vemos em I João 2.1, 2 que Cristo como advogado diante do Pai defende os crentes no seu nome e dar-nos a saber que esse ministério de mediador e advogado pode está propício não apenas aos crentes, mas aos indivíduos fora da fé que caso possam também vir a crê no seu Nome!

O Ap Paulo, apesar de ser muito citado e estudado por seus escritos, e seus escritos como base para posições da expiação particular, também não chega a ser um ‘batista particular’ ou ‘calvinista’, pois em I Timóteo 2.1-7, reitera a “Doutrina dos apóstolos” da expiação geral, a mediação advogal de Cristo e atrela esse posicionamento ao seu ministério da pregação do Evangelho. Isto é, a pregação que declara que Cristo por sua obra é propícia a todos faz parte do conteúdo da Mensagem do Evangelho.

Vide:

“³ Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, ⁴ o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. ⁵ Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, ⁶ o qual a si mesmo se deu em resgate por todos: testemunho que se deve prestar em tempos oportunos. ⁷ Para isto fui designado pregador e apóstolo (afirmo a verdade, não minto), mestre dos gentios na fé e na verdade.” – 1 Timóteo 2:3-7

Portanto, a propiciação que Cristo traz não é exclusivista, mas pode alcançar a todos que estejam fora da fé e da comunhão, isto é, no mundo. Para tanto podemos entender que sua propiciação é de forma especial a nós os que cremos e oferecida pelo Evangelho aos não crentes. Essa propiciação opera nos crentes em Cristo, mas pode vir a ser ficaz inclusive aos que vierem a crê por meio de Sua Palavra. É pela Graça, uma graça ofertada, mas não forçada! (vf Ef 2.8). Paulo informa que Deus ‘deseja’ que todo homem chegue ao pleno conhecimento da verdade. O conhecimento dessa verdade para a vida eterna (vf João 17.3) só vem pela pregação do Evangelho, pois a fé vem pelo ouvir e ouvir pela pregação de Cristo (vf Rm 10.17)! O Ap Paulo estava conscio que precisava pregar o evangelho e não podia ofender o sabemos de João 3.16, 17 – “¹⁶ Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. ¹⁷ Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.“


Amém.

Graça & Paz a todos!

©2025 – Lins, C.D.F, Pastor Batista

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

Batista do Sétimo Dia Foi encarcerado por 25 Anos na Inglaterra

 




Os batistas do sétimo dia datam sua origem após o movimento de dissidência do século XVI e XVII na Inglaterra, no qual muitos não viam esperança em reformar mais profundamente a Igreja da Inglaterra e retiraram-se para formar outras congregações. Dentre essas congregações estavam a congregação da cidade de Gainsborough em Lincolnshire cujo líderes eram John Smyth e Thomas Helwys. Em 1607, a congregação deixou a Inglaterra e foram para os Países Baixos onde receberam influências de doutrinas anabatistas através dos menonitas. Logo John Smyth concluiu que crianças não devem ser batizadas pois não há relato bíblico de batismos de crianças e Jesus Cristo ordenou a instrução e somente depois, o batismo. A congregação de Smyth em Amsterdã fundada em 1609, é considerada a primeira igreja batista. Dois anos depois, a igreja dividiu-se e parte retornou junto com Thomas Helwys à Inglaterra, nos arredores de Londres. Dali as práticas e ensinos batistas espalharam-se pelo país.

Apesar de alguns já terem abordado o tema do sétimo dia na história da igreja, a observância do sábado na Inglaterra era trocada pelo primeiro dia da semana, o domingo. Foi após 1617, com Hamlet Jackson e o casal John e Dorothy Traske que considera-se o início da observância do sábado na Inglaterra e a ocorrência de conhecidos debates sobre o assunto. O início aconteceu em Londres, onde o seguidor do pregador J. Traske, chamado Hamlet Jackson, um alfaiate e estudante autodidata da bíblia, o convenceu do repouso do sétimo dia (o sábado). Após um certo período do convencimento do pregador John Traske, o mesmo foi acusado de escrever duas cartas escandalosas ao rei e condenado pelas autoridades à prisão no dia 19 de junho de 1618 por "(…) ambicionar ser líder de uma facção judaica". Depois de um ano preso, John Traske retratou-se, foi solto e tentou desviar seus seguidores desta e de outras doutrinas que pregava. Todavia, Dorothy Traske não renegou suas convicções e permaneceu 25 anos na prisão.

Após estes, outros grupos também guardavam e declaravam a observância do sábado, o que gerava retaliações pelas autoridades políticas e eclesiásticas da época. Sob o governo republicano da Comunidade da Inglaterra entre 1649-1660 os cristãos das ilhas britânicas desfrutaram de relativa liberdade religiosa e política. O fato proporcionou a busca de uma identidade religiosa e um enfoque maior nas escrituras ao invés de outros elementos como a tradição, com isso surgiu finalmente na história da igreja os primeiros batistas do sétimo dia. Em 1650, James Ockford publicou em Londres o livro The Doctrine of the Fourth Commandment, Deformed by Popery, Reformed & Restored to its Primitive Purity [A doutrina do Quarto Mandamento, deturpado pelo catolicismo, reformado & restaurado à sua pureza inicial], foi os primeiros escritos de um batista defendendo a observância do sábado. O livro gerou tamanho incômodo, que o prefeito de Salisbury - Inglaterra, cidade onde J. Ockford morava, solicitou do Presidente do Parlamento orientações de como tratar a obra, então, junto com uma comissão parlamentar foi determinado que todas as cópias fossem queimadas sem dar a oportunidade de James Ockford defendê-las. Apenas uma cópia escapou, guardada hoje em uma biblioteca na cidade de Oxford.

A primeira Igreja Batista do Sétimo Dia conhecida foi a Igreja de Mill Yard estabelecida em Londres, onde ocorreu o primeiro culto em 1651, realizado pelo conhecido Dr. Peter Chamberlen "o terceiro". Os primeiros registros de atividades da igreja foi destruído num incêndio (criminoso?), o segundo livro de registros está em posse da atual Seventh Day Baptist Historical Society [Sociedade Histórica dos Batistas do Sétimo Dia]. O primeiro pastor a ser oficialmente considerado responsável pela congregação foi William Saller, que dentre outras atividades, escreveu onze livros e um livreto.

Fonte: história dos batistas do sétimo dia

Portanto da prisao de Dorothy Traske em 1618 até a fundação da primeira igreja batista do sétimo dia em 1751 se passaram 33 anos.

domingo, 26 de maio de 2024

O Sábado da Fuga de Mateus 24.20

 




“Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno, nem no sábado” – Mateus 24:20

O Messias Jesus, Nosso Senhor e Salvador, prestes a encerrar seu Ministério, antes de sua paixão e morte, vem passando com seus discípulos nas dependências do Templo, os tais Lhe reportam às edificações do referido. Cristo declara a famosa frase “…Em verdade vos digo que não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada.” (cf Mat 24.2). Seguidamente visualizando ao oriente da cidade e Jerusalém – No Monte das Oliveiras que fica na parte oriental – Cristo com seus discípulos, puseram-se a sentar e seus discípulos desejavam saber sobre tal acontecimento como e quando aconteceria.

Em Mateus 24.3 assim descreve – “No monte das Oliveiras, achava-se Jesus assentado, quando se aproximaram dele os discípulos, em particular, e lhe pediram: Dize-nos quando sucederão estas coisas e que sinal haverá da tua vinda e da consumação do século.” – Os discípulos fazem três questões principais:

(1) – Quando Sucederão estas coisas;

(2) – O Sinal da Tua Vinda;

(3) Consumação do Século.

Cristo nosso verdadeiro Mestre Ensinador e Teólogo passa a responder em três sessões. Eu digo isso porque muitos seguem àquela igreja, àquele teólogo ou àquele reformador, etc.:

(a) – Um resumo geral que faz nos versículos quatro ao quatorze do mesmo capítulo;

(b) O Cumprimento da Profecia de Daniel relacionada ao Templo;

(c) – A Sucessão de acontecimentos que antecederão Seu Retorno.

Há várias posições sobre a ocorrência da Grande Tribulação, se foi algo que ocorrerá nos nossos dias finais ou nos dias que se seguiram ou concorreram nos 70 anos que se seguiram logo após a sua Assunção do Messias aos céus. Porém aqui não vou me ater à essa discussão, pois por qualquer posição que queiram os teólogos e mestres atuais ou antigos colocar, a posição do Sábado do VII dia nesses trâmites escatológicos ou proféticos que Cristo descorreu em Mateus 24 não é abalada nem invalidada e nem menos substituída!

As posições quanto ao Sábado do VII dia – ou semanal, ou do IV Mandamento – são várias. Os anti-nomianos sumarizam com os jagões tipo ‘a lei foi abolida’; outros como os reformados – seguindo com sério ranço – a tradição romana audaciosa por substituir o sétimo dia pelo primeiro dia.

Agora, o que nos chama atenção sobre a epígrafe desta postagem é o posicionamento de Cristo relacionado ao Sábado – (Mat 24.20) – como visto e guardado por seus discípulos no momento e época que Ele o colocou nas respostas aos questionamentos curiosos deles. Se aos intérpretes preteristas a tribulação referida por Cristo e associada com a destruição de Jerusalém e por conseguinte a quedas das pedras do II Templo pouco menos de 40 anos após sua assunção; ou aos intérpretes futuristas que se reportam ao próximo suposto III Templo para o dias atuais finais – a fuga no Sábado por Cristo mencionada ainda persiste alardeante e nos chama à grande importância da observância que Ele deu ao ponto de pedir aos contemporâneos da Grande Tribulação e ou da destruição do Templo, que orassem para que a mencionada fuga não se desse no Sábado sagrado!

Permanece o ofuscar aos cegos antinomianos, dispensacionalistas e aliancistas, o brilho do valor como ouro refinado da fé verdadedira e revelação que: (1) O Sábado sagrado continuaria tendo vigor de ser guardado, lembrado e respeitado 40 anos depois de sua volta aos portais eternos de Sua Glória; (2) Os seus discípulos deveríam solicitar ao Senhor – Àquele que ordenou o Mandamento e é o próprio Senhor desse dia santo e abençoado – para que não cometessem sacrilégio por desprezo ao mandamento diante de uma real necessidade humana de afugentarem-se dos inimigos que perseguiriam a eles nessa grande tribulação que não tinha havido outra antes!

Se quarenta anos depois de sua partida de volta ao Pai o IV Mandamento tería brilho, vigor e importância de ser oobservado, como que a Lei foi abolida então como dizem tantos falsos ensinadores? Paulo diz em Romanos para que os leitores da epístola deles não se precipitarem com conjecturas: “Anulamos, pois, a lei pela fé? Não, de maneira nenhuma! Antes, confirmamos a lei.” (cf Rom 3.31). Paulo reflete a posição do Senhor do Sábado: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir.” (cf Mat 5.17).

Mateus 24:20 se põe como uma grande prova que o Sabado santo cujo o Senhor é o próprio Filho, ainda vigoraria e vigora. Outra cois, baseado na interpretação futurista que essa Grande Tribulação ainda virá, parece claro que as bênçãos concorrentes devem se projetarm aos discípulos que guardam tudo aquilo que Ele tem ordenado (vf Mat 28.18-20) e que também lembram, guardam e respeitam as Letras Sagradas do IV Mandamento! Que dizeis? Também os interpretes futuristas criam um problema já que eles apoiam a posição dominicana heliólatra do primeiro dia há muitos séculos tomada nos concílios de padres romanos que imaginam está acima da autoridade da Palavra do Deus Infinito Vivo e Verdadeiro YHWH! Se os crentes e cristãos da Grande Tribulação dos últimos dias precisam orar para que a fuga deles não se dê no sábado, eles vão está fora de cena dessa profecia de Cristo!

Apesar de tudo exposto, a fuga de Mateus 24:20 ralmente se refere na ocorrência da destruição de Jerusalém que se deu no ano 70 d.C, isto é, 37 – 40 anos após Cristo ter expedido esse oráculo profético! Jerusalém foi destruída e com ela seu II Templo debaixo de um cerco ao redor da cidade, os crentes diante dessa situação não deveriam voltar para pegar algo. Cristo aconselhou que nessa situação os crentes discípulos deveriam fugir, porém orar para que não fugissem no Sábado e nem no inverno.

Abraço a todos! Comentem. Façam pergutas. E compartilhem.

Graça & Paz !

(c)2024 - LINS,C.D.F. - Serafina Corrêa,RS.



segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

400 Anos de História Batista Moderna



Em 2009, os batistas completaram 400 anos. A Aliança Batista Mundial fez uma grande celebração por ocasião do seu Conselho Geral, de 27 de julho a 1 de agosto de 2009, em Ede, a 50 quilômetros de Amsterdam, Holanda. No Brasil, a Convenção Batista Brasileira também promoveu celebrações.

Comemorações entre os batistas têm tido dificuldades por algumas questões.  No Brasil mesmo, a Convenção decidiu, após um debate, que o marco inicial batista se deu com a fundação da igreja localizada em Salvador (BA), em 1882. As celebrações não encerraram os debates, que não terminarão agora que a Convenção, por sua assembleia última em Brasília, decidiu que o marco inicial batista foi em 1871, em Santa Bárbara (SP).

O mesmo deve se dar com as comemorações do quarto centenário, como o evidencia a própria decisão da Aliança Batista Mundial ao usar a expressão "400 anos do movimento batista". Infelizmente, uma questão apenas historiográfica acabou por se tornar uma questão doutrinária, como se o lugar dos batistas na história precisasse ser avaliado por sua antiguidade e não por sua fidelidade às Escrituras.

Para muitos, os batistas começaram às margens do rio Jordão, próximo a Jerusalém, onde João o batizador imergia as pessoas que se arrependessem e cressem (vindo daí o anagrama JJJ para designar esta posição). O sucessionismo batista (a ideia de sempre houve batistas desde os tempos de Jesus) surgiu a partir de meados do século 19. J. R. Graves cria que "Cristo, ainda nos dias de João o Batista, estabeleceu um reino visível na terra, e que este reino nunca foi feito em pedaços. (...) Se seu reino permaneceu intacto, e o será até o fim, (...) seu reino não pode existir sem verdadeiras igrejas". S.H. Ford defendida uma "continuidade ininterrupta do reino de Cristo, desde os dias de João o Batista até agora, segundo as expressas palavras de Cristo".  Essa ideia foi disseminada no livro "O rasto de sangue", de J.M. Carroll, publicado em 1931 nos Estados e duas décadas depois no Brasil.

Além desta expressão apologética, há ainda outra dificuldade. Os fatos relacionados ao surgimento dos batistas são pauperrimamente documentados. Pouco se sabe sobre o calvinista John Smyth (1570 - c.1612) ou o arminiano Thomas Hellys (c. 1550 - c. 1616). No entanto, o que se sabe permite registrar, sem margem de erro, que os primeiros batistas surgiram em 1609 em Amsterdam.

Um grupo de "pessoas livres do Senhor", pastoreadas por John Smyth, começou a se reunir na Inglaterra. Perseguido, migrou para Amsterdam, possivelmente com recursos do advogado Helwys. Todos queriam liberdade civil e religiosa, possível na Holanda e inexistente na Inglaterra.

Para Smyth, uma congregação só pode ser formada por crentes adultos, batizados segundo a consciência. Seguro que este era o ensino do Novo Testamento, Smyth pediu a Helwys que batizasse a congregação, mas a proposta não foi aceita. Smyth, então, o fez, aspergindo-se primeiro a si mesmo e depois aos outros membros, inclusive Helwys, que pouco tempo depois assinaria uma confissão de fé que considerava o batismo como uma manifestação exterior da morte com Cristo visando a novidade de vida, razão por que não deveria ser ministrado a crianças.

Num tempo de instabilidade, alguns irmãos se uniram com os menonitas, enquanto outros voltaram para a Inglaterra, onde formaram (em 1612) uma igreja, sob a liderança de Helwys, que foi preso e morto quatro anos depois.

Várias outras igrejas independentes foram surgindo, resultando em crescimento e na descoberta da imersão. Um membro de uma das igrejas existentes na Inglaterra, lendo o Novo Testamento, concluiu que o batismo não só não deveria ser ministrado a crianças como deveria ser realizado por imersão. Como ninguém da congregação, que era calvinista (ou "particular", por crerem que a redenção era só para os eleitos) fora imergido, este irmão, Richard Blunt, buscou um grupo que o fizesse. Os "Collegiants" batizavam deste modo. Ele então se submeteu ao batismo em 1641 e depois batizou os demais 52 irmãos ingleses. Pouco depois, os batistas "gerais" (arminianos) também aderiram. A Confissão de Fé de 1644 trazia a imersão como a forma aceitável de batismo.

As igrejas batistas cresceram (rapidamente, para os padrões da época), chegando a 47 comunidades em 1644 e 115 em 1660.

Esta é a história que precisa ser pesquisada, contada e celebrada.

Temos agora, neste quarto centenário, a oportunidade de agradecer a Deus pelo testemunho de tantos pessoas, contadas hoje em 37 milhões de membros (em 160 mil igrejas), dos quais 1,7 milhões na América Latina (1,3 milhões no Brasil), 5 milhões na Ásia, 8 milhões na África e 21 milhões nos Estados Unidos.
​

Que os batistas no Brasil não percam a oportunidade de celebrar este quarto centenário.

Fonte: https://www.igrejabatista.net/blog/400-anos-da-igreja-batista

domingo, 17 de setembro de 2023

Michael Sattler - Martir Anabatista


Após a morte de Conrad Grebel (1526) e Felix Manz (1527), Michael Sattler foi o líder mais notável dos irmãos suíços. Seu martírio ocorreu apenas alguns meses depois do de Manz.
“Michael Sattler nasceu por volta de 1495 em Staufen, perto de Freiburg, em Baden”. Educado na Universidade de Freiburg, Sattler entrou no claustro de São Pedro perto de Freiburg como um monge, avançando para a posição de prior do claustro. Através de seus estudos das escrituras e, sem dúvida, influenciados pela nova teologia da reforma em circulação, Sattler deixou o mosteiro em 1523 e casou-se com Margareta.
Sattler juntou-se aos irmãos suíços em Zurique, do qual ele foi banido em 18 de novembro de 1525. Trabalhou pela fé em Horb e Rottenburg, em Württemberg, depois indo para Strasburg, na Alsácia. Voltando para Horb e Rottenburg, “em 24 de fevereiro de 1527, Sattler presidiu uma conferência de irmãos suíços realizada em Schleitheim, no Cantão de Schaffhausen. Ele apresentou nesta conferência uma confissão de fé que foi aprovada e adotada sem uma voz dissidente e foi mais tarde impresso sob o título “Bruderliche Vereinigung etlicher Kinder Gottes” (Acordo fraterno de alguns filhos de Deus), como a confissão de fé dos irmãos suíços. A confissão foi considerada importante o suficiente para ser refutada tanto por Zwinglio quanto por Calvino em obras separadas.
Michael Sattler foi capturado pelas autoridades católicas romanas em Horb, tentado em 17 de maio de 1527 em Rottenburg e foi martirizado em 21 de maio de 1527. “Na manhã daquele dia, este nobre homem de Deus, à vista de horrível tortura, orou pelos seus juízes e perseguidores e admoestou o povo ao arrependimento. Ele suportou a tortura desumana estipulada na sentença. Então seu corpo mutilado foi amarrado a uma escada. Ele orou novamente por seus perseguidores enquanto a escada era colocada sobre a estaca. Ele prometeu a seus amigos que lhes daria um sinal da estaca ardente, para mostrar que ele permaneceu firme até o fim, suportando tudo de bom grado por Cristo. O fogo cortou as cordas com as quais ele estava preso, ele levantou a mão dando o sinal para eles. Logo se notou que seu espírito tinha fugido para estar com aquele a quem ele confessou firmemente sob a tortura mais excruciante, um verdadeiro herói da fé”.

Fonte: tradução livre de http://www.anabaptists.org/history/michael-sattler.html

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2023

Jeremias 1. 5 - Série COMENTÁRIOS BÍBLICOS

 Deus Conhece a Quem escolheu


    Deus sendo nosso criador, na verdade Nosso criador é um formador. Ele forma o homem. Algo bem peculiar ao homem. As Letras Sagradas dizem que o Criador Deus forma o homem. Podemos ver o vocábulo também usado no Livro do Gênesis (vf Gênesis 2:8). O salmista assim também reconhecia:  "Pois tu formaste o meu interior..." Salmos 139:13.

   O propósito de Deus aos seus servos é antes de formar, claramente! Antes de ir à ação Deus sendo sábio planeja a formação antecipadamente. Antes de formar o vaso escolhido, tem o plano para aquele vaso. Um propósito de ser um Vaso de bênção; um vaso de honra!
    
A Formação do vaso ainda é no ventre materno. O Salmista cita isso como algo maravilhoso e extra-ordinário. Deus declara pelas suas Letras Sagradas, no Espírito da Verdade, que pré-conheceu o vaso! Quando as Letras Sagradas menciona que Ele Deus conhece, significa que recebe para si; um conhecimento pessoal e particular da parte do próprio Deus. Por isso, Cristo conhece apenas aqueles que n'Ele subsistem mediante a submersão do Espírito Santo! Apenas os renascido mediante a graça do Evangelho!

A Consagração do vaso é antes do seu parto, pois diz: "...antes que saísses da madre, te consagrei..." - A madre é o Útero da mãe; durante a vida intraútero, Deus estava formando e tecendo; como o salmista diz: "formado e entretecido" (cf Salmo 139:15). Sim o Nosso Criador e Senhor de todos os vasos forma-os e os tecem como faz um tecido bem arquitetado! 

    
A Constituição, significa que lhe dá ordenamento à Ordem Profética. Algo que somente o próprio Deus faz. Claro que muitos fazem a si mesmos profetas ou pelos seus seguidores fanáticos. No entanto os Profetas de Deus, são o próprio YAWH que consagra e os constitui. Apenas estes são Ordenados com autoridade profética.
  
Deus com certeza é o Senhor de todos nós, que nos Conhece, nos Consagra e nos Constitui como testemunhas de sua vida, de sua Verdade, de sua Graça e Luz em Cristo.
    
Amém!


sábado, 10 de julho de 2021

O Filho de Deus

 Cremos que Jesus Cristo de Nazaré é o Filho Unigênito de Deus o Pai, é o Messias Ungido prometido por Deus desde o inicio do mundo, que pela promessa feita dada a Abraão, veio da descendência de Isaque, Jacob ou Israel, pela tribo de Judá, da raiz do rei Davi segundo a carne e, segundo o Espírito de Deus já estava no seio do Pai desde a Eternidade. 

Sendo unido com o Pai participa da plenitude de sua Divindade, é o primogênito de toda a criação, criou o Universo sustentando-o pela Sua Palavra; foi lhe dada toda autoridade nos Céus e na Terra. 

O Filho do Eterno Deus, tornou-se homem na plenitude dos tempos, nascido da virgem Maria, iniciou seu trabalho de resgatar a humanidade na região da Galiléia, foi manifestado ao povo de Israel pela ocasião do batismo de João o Batista, e pelos vários sinais e prodígios que o Pai operou através d'Ele, mas a maior manifestação, foi quando ressuscitou dentre os mortos, após ter padecido sob Pôncio Pilatos, ficando morto três noites e três dias na sepultura.



Foi morto e sepultado na véspera do sábado cerimonial do primeiro dia da festa judaica dos pães asmos, ficando num horto providenciado por José de Arimatéia, ressuscitando no final do dia do sábado semanal ou iniciando a tarde do primeiro dia. Após ressuscitado, continuou uma quaresma de aparições manifestando-se para mais de quinhentos irmãos que tornaram-se suas testemunhas oculares.

Findando-se esses quarenta dias de aparições deu ordem para suas testemunhas que fossem a todas as nações fazer discípulos batizando-os em Nome do Pai do Filho e do Espírito Santo, ensinando a guardar tudo que já os tinha ordenado e, que ficassem em Jerusalém para cumprir a promessa do Batismo com o Espírito Santo, fato que ocorreu ao cumprir-se o dia de Pentecostes e lhes deu e nos dar poder para testemunho e serviço e, ainda mais através dEle estar conosco até O encerramento deste século. 

Cristo Jesus sendo o UNGIDO morto pelos nossos pecados deu encerramento aos sacrifícios exigidos na antiga aliança, sendo Ele mesmo a oferta pelos pecados da humanidade, tornou-se o Mediador e Chefe do Novo Pacto, foi elevado às alturas, exaltado e assentado à Direita de Deus o Pai, vive sempre a interceder pelos salvos no Santuário Celeste! 

No fim dos tempos, no Dia de Deus, num dia e hora que apenas Deus o Pai sabe, virá pela Segunda vez com grande poder e glória,  não mais para salvar, mas para o Juízo Final. Por ocasião de sua Volta, o Universo se encolherá, então os mortos Unidos a Ele e selados pelo seu Espírito, participarão da Ressurreição da Vida e, os mortos não unidos a Ele para ressurreição da ruina eterna; nós salvos que estivermos vivos, teremos nossos corpos transformados à semelhança do corpo ressurrecto de Cristo, os ímpios vivos buscarão a morte física para fugir da indignação de Deus, mas não poderão! 

Assim tornou-se Senhor tanto de vivos quanto de mortos; Senhor dos senhores, Rei dos reis. Como cabeça das igrejas, tem o Nome que se eleva a todo e qualquer nome para que ao Nome de Yausha (Jesus), todo Joelho se dobrará e toda língua confessará que Ele é o Senhor, para Glória de Deus o Pai.

©2021 – C.D.F.Lins, Pastor Batista; presidente da AGEBAM

sexta-feira, 9 de julho de 2021

O Sábado Sagrado de Deus o SENHOR

Jesus ensinando sobre o Sábado Sagrado do Senhor

O Sábado sagrado da bíblia, o sétimo dia da semana, é tempo sagrado, um dom de Deus para todas as pessoas, instituído na criação, afirmado nos dez mandamentos e reafirmado no ensino e exemplo de Jesus e dos apóstolos. Cremos que o dom do repouso do sábado sagrado é uma experiência da presença eterna de Deus com seu povo. Cremos que em obediência a Deus e em resposta amorosa à sua graça em Cristo, o sábado sagrado deveria ser observado fielmente como um dia de descanso, adoração e celebração. Gênesis 2:2-3; Êxodo 16.23-30; 20.8-11; Mateus 5.17-19; Marcos 2.27-28; Lucas 4.16; Atos dos Apóstolos 13.14 42-44; 16.11-13; 17.2-3; 18.4-11; Ezequiel 20.19-20; Hebreus 4.9-10; João 14.15; Isaías 58.13-14; Lucas 23.56. 

Memorial Da Criação 

Gênesis 2.2-3 - No fim da criação, Deus determinou que o sétimo dia fosse considerado especial. Deus abençoou e santificou este dia. Em outras palavras, o sábado foi separado como um instrumento de benção para toda a criação de Deus. 

Primeira Referência Do Sábado 

Êxodo 16.4-5, 22 a 30 - Esta é a primeira referência ao sétimo dia ou sábado desde o registro da criação no segundo capítulo de Gênesis, Êxodo 16:23, é provavelmente o versículo chave do texto. É a primeira vez que o sétimo dia e chamado de sábado; é neste momento que Deus repetiu que o sétimo dia era santo. É esta também a primeira vez que Deus “ordenou” que o dia fosse observado como santo. 

O Sábado & O Quarto Mandamento 

Êxodo 20.8 a 11 - O mandamento com relação ao sábado era o quarto. Está logo no fim dos mandamentos que lidam com o nosso relacionamento com Deus e o começo de nosso relacionamento com outras pessoas. O sábado nos lembra de nossas obrigações para adorar a Deus e amá-lo ao colocá-lo em primeiro lugar em nossas vidas. Como resultado disso, seguimos para os outros mandamentos que tratam do amor ao próximo assim como nos amamos. 

Ezequiel 20.20 - O Senhor está tomando a iniciativa de estabelecer uma relação de aliança com seu povo. Eles não tinham feito nada para que merecessem ser seu povo, pelo contrário, eles continuamente o rejeitaram ao desobedecer, suas leis e profanar o sábado. Agora o Senhor os chama para aceitá-lo como seu Deus e agir como seu povo. O sábado deveria ser um “sinal” de sua aliança com Deus. 

Isaías 58.13 a 14 - Estes dois versos nos dão princípios de como observar o sábado (verso 13), e as bênçãos que resultam desta observância (verso 14). Um princípio é algo que pode ser aplicado a todas as pessoas de todas as idades seja qual for sua orientação cultural. Se observarmos o sábado como prescrito no verso 13, desfrutaremos daquilo que o Senhor irá fazer em nossas vidas; encontraremos nossa alegria nele e “teremos o melhor da terra”. 

Mateus 5.17 a 19 - Jesus disse que seu propósito em vir não era para acabar com a lei mas para cumpri-la. A palavra “cumprir” tem muitos significados possíveis. Ao observarmos, porém, a vida e a pregação de Jesus, percebemos, que Jesus veio trazer o significado completo da lei. Ele era o sacrifício perfeito por nossos pecados que a lei exigia, cumprindo, assim, a lei. 

Os Discípulos Não Profanaram O Sábado 

Marcos 2.27 a 28 - Os discípulos de Jesus acabaram de ser acusados de quebrar o sábado ao colher, e comer espigas de milho no sábado. Eles não quebraram nenhuma lei bíblica do Velho Testamento, mas sim leis rabínicas. A observância do sábado tinha sido desviada de seu propósito original. Note a utilização de duas palavras: “homem” e “criado”. O sábado foi “criado” na criação e não pela lei. O sábado não foi feito pelo povo judeu, mas para toda a humanidade. 

O sábado era uma prática inquestionável que se tornou um assunto para grandes debates em muitos círculos cristãos e, finalmente, a ser uma observância não obrigatória pela maioria das igrejas e denominações cristãs. O sábado, porém, é um mandamento bíblico que não pode ser negado. Foi separado no fim da criação, ordenado em Êxodo 20.8 a 11, praticado por Jesus e a igreja primitiva e é ainda válido para nós, crentes, hoje. Em Gênesis 2.2 a 3, Deus descansou no sétimo dia depois de terminar sua criação, e Ele “abençoou” o sábado e o “santificou”. Não representava nada mais além do descanso de Deus de seu trabalho. Deus não precisava descansar, porém, Ele estava apenas declarando que as fundações da terra ainda não tinham sido totalmente lançadas (“descansar” em Gênesis 2 ,quer dizer cessar de criar).

A palavra “abençoou” tem haver com o poder espiritual que enche um objeto ou uma pessoa com a paz de Deus. Aplicado ao sábado, quer dizer que este dia tornou-se um condutor do poder de Deus. Quando algo é “santo”, quer dizer que foi separado para o serviço de Deus. “Todo sábado um milagre acontece, a ressurreição da alma do homem”. Deus nos deu uma alma ao nos dar o sábado que foi bendito e santificado. 

Em Êxodo 20.8 a 11, vemos o sábado como parte, dos dez mandamentos. Já que o sábado encontra-se no decálogo, temos que falar sobre a lei. Nosso entendimento da lei irá definir a maneira como interpretamos os mandamentos do sábado e sua validade para nós hoje. A maior parte dos cristãos criam, imagens de obrigação e escravidão espiritual quando ouvem a palavra “lei”. O salmista, porém, exclama que a lei é para ser amada. “Quanto amo a tua lei”! É a minha meditação, todo o dia”. (Salmos 119.97). 

Porque há uma aparente contradição entre a forma como muitos têm se sentido sobre a lei e a forma como ela era vista no Velho Testamento? Comecemos nosso estudo ao observar as atitudes de Jesus e Paulo para com a lei. Em Mateus 5.17 a 19, Jesus declara claramente que veio para cumprir a lei. Como Ele fez isso? No mais importante tratado de Paulo com relação à lei no livro de Romanos, ele discute a lei em vários aspectos. “O salário do pecado é a morte”. 

Pecado é quebra da lei. 1 João 3.4. 

Mas o ponto principal de Romanos 7.1 a 13 é a debilidade da lei. A debilidade está em nossa incapacidade de observá-la. O mesmo tema foi apresentado por Cristo no Sermão da Montanha. Ele exaltou os requisitos da lei para que soubéssemos que não podemos observá-la por nós mesmos. Romanos 8.1 a 4 resume a questão ao afirmar que a lei era incapaz de nos salvar. Deus enviou seu Filho para morrer na cruz como uma oferta para o pecado. O Espírito Santo, então, nos dá o poder para vivermos uma vida justa. Paulo estava tentando corrigir o conceito judaizante de que a lei era necessária para a salvação. 

Hoje, temos que entender que guardar o sábado não é a causa de nossa salvação; somos salvos pela graça através da fé em Cristo. Mas a observância do sábado é o fruto de nossa salvação. Porque somos salvos, reconhecemos Cristo ao adorá-lo em obediência ao seu Santo Dia. No Novo Testamento, Cristo guardou o sábado: “entrou num sábado na sinagoga, segundo o seu costume” (Lucas 4.16 ). Jesus realizou milagres no sábado. Todos esses milagres não tinham que ser realizados no sábado. Ele os realizou de propósito para desafiar as regras farisaicas e rabínicas que diziam respeito à observância do sábado. Eles tinham encoberto o presente de Deus ao homem com tantas regras e regulamentos que o sábado se tornou um dia de cargas e não de alegria. É por isso que Ele declarou que, “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o homem por causa do sábado” (Marcos 2.27 ). 

Os discípulos e Paulo no livro de Atos adoraram a Deus no sábado, Pregaram e ensinaram nele (Atos dos Apóstolos 17.2; 13.14 ; 16.11 a 13). O concílio de Jerusalém foi chamado para discutir a conversão de cristãos gentios e o relacionamento para com as leis e práticas judaicas. A questão do sábado nunca foi questionada (Atos dos Apóstolos 15.1 a 29). O sábado não era somente praticado, mas era aceito sem nenhum questionamento ou controvérsia. 

Em Êxodo 19:3-8, Deus chamou seu povo para selar uma aliança com Ele. No verso 5, Deus disse ao povo, “se diligentemente ouvires a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos”, No verso 8, o povo concordou em fazer tudo o que o Senhor quisesse deles. À aliança segue a declaração da lei em Êxodo 20 Obediência era a resposta que Deus queria de seu povo – a resposta à graça de tê-los escolhido para serem seu povo. O sábado era para ser um sinal da aliança entre Deus e seu povo. Era tão importante que Deus repetiu isso duas vezes em Êxodo 31.13, 17 e Ezequiel 20.12-20. Era um lembrete semanal de que eles pertenciam a Ele. Ele os libertou da escravidão; Ele os redimiu. 

Há muitas passagens sobre o sábado no Velho Testamento que reiteram o quarto mandamento ou dão explicações. No Novo Testamento, o conceito de obediência é enfatizado não como uma opção para os crentes, mas como um requisito, João 14.15, diz: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos”. Precisamos notar a similaridade com Êxodo 19.5 “Se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança....” O sábado é ainda um mandamento válido no Novo Testamento e para nós hoje. Vimos como o sábado foi instituído na criação e lembrava as pessoas de sua redenção. Os mesmos temas são repetidos nos evangelhos. Marcos 2.27, liga o sábado à criação. João 5.17 diz: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”, isso também é uma indicação para a criação original do sábado. Alguns cristãos têm interpretado isto da seguinte maneira: já que Deus tem trabalhado continuamente para criar e preservar isto anula a lei do sábado. Deus, porém, não está fazendo o trabalho da criação, mas o da redenção. Isso trás o sentido redentivo da observância do sábado. 

Em Lucas 4:16 -30, Jesus, no dia de sábado, proclama o propósito de sua missão. Sua missão era proclamar as boas novas da redenção. Lucas traz o tema ainda mais detalhadamente na narração da cura no sábado (Lucas 13.10 a 21). Depois que Jesus curou a mulher encurvada, ele foi repreendido, mas respondeu dizendo, “por que motivo não se devia livrar desse cativeiro, em dia de sábado, esta filha de Abraão, a quem Satanás trazia presa há dezoito anos?” (Lucas 13.16). Jesus, portanto, não quebrou a guarda do sábado, mas apresentou de forma completa sua intenção e significado. Paulo no livro de Atos adorou e ensinou no sábado. Ele pregou o evangelho de Cristo, que liga o sábado à redenção. 

O culto aos domingos começou entre os grupos cristãos no final do segundo século e foi oficializado no quarto século. Apesar de alguns teólogos hoje defenderem a posição de que a guarda do sábado foi transferida para o domingo por causa da ressurreição de Cristo, não há base bíblica para isso. Os que guardam o sábado existiram por toda a história. Os Batistas do Sétimo Dia têm este costume desde o século 16. Muitos cristãos estão repensando sua posição na questão do sábado ou aceitando a sua base bíblica. Os Anabatistas já existiam desde o século primeiro. Conferir a história. 

Fonte: https://gracamaior.com.br/estudos/sabado/124-o-sabado-sagrado-do-senhor.html
Sábado
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segunda-feira, 28 de junho de 2021

BATISTAS REFORMADOS NEM REFORMADORES !!!

ENFATIZANDO A VERDADE QUE OS BATISTAS NÃO SÃO REFORMADORES, E OS REFORMADORES NÃO SÃO BATISTAS.


Atualmente muitos e muitos Batistas, e muitas e muitas igrejas Batistas se chamam Reformadas. Em parte, a razão na qual alguns Batistas escolheram em se autodenominar Reformados, foi devido eles estarem muito ansiosos em libertarem-se das destrutivas influências do Arminianismo, que então eles tomaram o título de Reformados, no sentido de distinguirem-se de um Fundamentalismo intelectualmente falido.

O WEBSTER’S NEW COLLEGIATE DICTIONARY define Reformado como "pertencendo ou designado a uma corporação de igrejas Protestantes, originarias da Reforma." O RANDOM HOUSE DICTIONARY OF THE ENGLISH LANGUAGE, define a Reforma como "o movimento religioso do século XVI, o qual teve como objeto a reforma da Igreja Católica Romana, a qual levou ao estabelecimento das igrejas Protestantes." Em português, no DICIONÁRIO AURÉLIO ELETRÔNICO, a palavra Reformado tem, em parte, o significado: "4. Rel. Em rigor, membro de algumas igrejas protestantes da Suíça, Alemanha e Holanda ligadas ao espírito do reformador suíço Zwinglio [V. zwinglianismo.] 5. P. ext. Calvinistas, ou protestantes em geral".

Uma pessoa tratada como Reformada, é, com esta denominação, direta ou indiretamente ligada a Reforma Protestante. Ainda, o nome Reformado implica na corrupção da Igreja Católica, e na revolta dos Reformadores contra tal corrupção. Muitos Batistas têm lido e têm sido abençoados pelo que João Calvino e outros líderes Reformados escreveram sobre a graça soberana de Deus na salvação. Nossa maior confissão Batista de Fé, a Confissão de Londres de 1689, e a sua versão Americana, a Confissão da Filadélfia de 1743, ensinam quase o mesmo sobre a salvação que ensina a Confissão Reformada de Fé de Westminster. Mas, o fato dos Batistas crêem o mesmo sobre a soberania da graça de Deus na salvação, assim como acreditam João Calvino e outros Protestantes, os colocam na categoria dos Reformados? E o fato das grandes Confissões Batistas virtualmente dizerem o mesmo que diz a Confissão Reformada de Westminster faz dos Batistas, portanto, Reformados? Eu solicito que as respostas a estas interrogações, bem como, ao título desta mensagem seja, Não! Os Batistas não são Reformados! Nesta mensagem, eu vou oferecer cinco razões básicas porque os Batistas não podem ser corretamente chamados de Reformados.

Primeiro, não é apropriado se referir aos Batistas como Reformados

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS CREÊM SOBRE A PALAVRA DE DEUS

O lema da Reforma Protestante incluiu as palavras do Latim Sola Scriptura, que significam Somente as Escrituras. Durante a busca da Reforma da Igreja Católica Romana, os Reformadores primeiramente insistiram que a única autoridade de fé e prática, fosse as Escrituras, mas os Reformadores nunca seguiram este lema de maneira consistente. E quando eles não conseguiram suportar alguma doutrina ou pratica da Palavra de Deus, eles logo começaram a se apegar aos pais das igrejas e a tradição e a expediência, e em credos. 


Os Batistas são os únicos que tomam as palavras Sola Scriptura seriamente. Apenas os Batistas aplicam, de modo consistente, este grande princípio em matéria de fé e prática. Os Batistas simplesmente acreditam que, toda a doutrina e prática na igreja, deve ter o Novo Testamento como alicerce. O Princípio da Sola Scriptura é seguido, de modo consistente, quando alguém pode, a partir do Novo Testamento, confidencialmente dizer, "Assim diz o Senhor." Uma das maiores diferenças entre as pessoas Batistas e Reformadas, é que os Batistas insistem na Sola Scriptura para todas as outras áreas bem como para a salvação. Os Batistas crêem que os ensinamentos e as práticas das igrejas do Novo Testamento estejam firmes de uma vez para sempre. Nossas confissões de fé são meramente o que nós cremos a Bíblia ensinar, mas não são autoritárias ou uma imposição sobre as igrejas. Quando nós Batistas falamos no princípio da Sola Scriptura, usualmente usamos o termo, a suficiência das Escrituras. 

O Apóstolo Paulo reconheceu a suficiência das Escrituras, em todas as matérias de fé e prática, quando ele escreveu ao jovem pregador Timóteo, em II Timóteo 3:16-17. II Timóteo foi a sua última epístola do Novo Testamento na qual ele disse a Timóteo que, em vista da chegada dos tempos de apostasia e perigo, e em vista do seu trabalho central que era a pregação, as Escrituras seriam suficientes. E isto se aplica ao evangelismo, as instruções doutrinárias e ao trabalho pastoral em geral. Assim diz Paulo, "Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir justiça: Para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente instruído para toda a boa obra." 

Os Batistas não fazem nenhum apelo à tradição, ou aos pais da igreja para darem autoridade em assuntos de fé e prática. Nós indagamos, "O que ensinam as Escrituras?" Os Reformadores mantiveram muitas doutrinas e práticas do Catolicismo, tais como, o batismo infantil, a regeneração batismal, a aspersão para o batismo, e os sacramentos. Os Batistas procuram evitar tais tradições humanas seguindo em contrapartida o padrão do Novo Testamento. 

A Confissão de Fé de Westminster é a mais proeminente das confissões dos Reformadores. A Confissão de Londres de 1689 é uma das mais proeminentes das confissões dos Batistas. A evidente diferença entre as duas, é vista bem no início. A confissão Batista diz, "A Sagrada Escritura é a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a salvação, de fé, e de obediência." Este frase não aparece na Confissão Reformada de Westminster.

Segundo, os Batistas não podem ser propriamente chamados de Reformados
 

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS CRÊEM SOBRE A IGREJA
 

Os Batistas sempre acreditaram que não possa haver um padrão apropriado, para o que constitui a igreja, a não ser aquele contido no Novo Testamento, e o Novo Testamento não é vago ou indefinido, no que diz respeito à igreja, tampouco ao definir o que ela é ou de onde veio, ou como deve ser governada. Os Batistas concordam com o Novo Testamento em que a igreja é uma congregação de crentes, os quais foram chamados para fora do mundo e se ajuntaram a Jesus Cristo e à Sua Palavra. 

Para os Batistas, a igreja é uma congregação visível, de indivíduos regenerados e batizados. Para os Reformadores do século XVI, a igreja Católica era ainda "a igreja" e ela apenas precisava uma reforma. Eles procuraram reformar uma igreja na qual acreditavam ser o verdadeiro corpo de Cristo. Eles assumiram que tanto o batismo quanto a ordenação da Igreja Romana ainda fossem válidos. Nem João Calvino, tampouco outros Reformadores, denunciaram seus batismos Católicos. Os Reformadores não planejavam restaurar a igreja verdadeira, seguindo a cópia das instruções reveladas em Atos. Em vez disso, eles trabalharam para reformar a "igreja", que já existia. As pessoas da Reforma vêem a igreja de duas maneiras. Eles a vêem como o inteiro corpo dos eleitos. Este corpo é, obviamente, invisível. Eles também a vêem como uma assembléia local como um agregado de assembléias numa nação ou num continente. Assim sendo, tal igreja é visível. Então, os Reformadores acreditavam em uma igreja universal e invisível, e também acreditavam numa igreja local e visível.

A Confissão de Fé de Westminster, capítulo 25, Artigo 11, página 133 é intitulado "Da igreja" e, parcialmente, diz "A Igreja Visível, ... consta de todos aqueles que pelo mundo inteiro professam a verdadeira religião, juntamente com seus filhos;" Tal igreja necessariamente possuiria tanto pessoas não eleitas quanto não regeneradas. A idéia de uma igreja visível e invisível não se encontra no Novo Testamento. Os Batistas são fiéis as Escrituras que a igreja do Novo Testamento consiste de pessoas regeneradas, enquanto a Reformada a vê como também incluindo crianças não regenerados, ou os filhos dos crentes. Os Batistas acreditam que cada igreja seja totalmente independente de todas as outras, no que diz respeito ao seu governo. A igreja de Jerusalém não mandou a igreja de Coríntios como esta deveria conduzir-se, e não ameaçou excomungá-la, quando soubesse que existiam membros pecadores na igreja de Coríntios. Cada igreja Batista escolha seus próprios pastores e diáconos, recebe e disciplina seus membros, e faz suas próprias regras e leis. Os Batistas crêem com o Novo Testamento que nenhuma organização como uma sínodo ou sessão possa dizer à igreja local o que ela deve fazer. A criação de uma autoridade centralizada, que reivindica mandar nas igrejas, e ditar as leis à igreja local, não tem absolutamente nenhuma autoridade neotestamentária. Todas as igrejas Reformadas procuram fazer isto, mas, de acordo como o Novo Testamento, não há em nenhuma circunstância, maior corte suprema de apelação, do que uma igreja local. 

Uma discrepância básica entre Batistas e Reformados é a resposta à questão, "Quando começou a igreja?" As pessoas Reformadas crêem que Israel foi a igreja no Velho Testamento, e a igreja do Novo Testamento é uma continuação do mesmo corpo. Eles pregam que a igreja no Velho e Novo Testamento é fundada na aliança da graça feita com Abraão. Os Batistas, por outro lado, enxergam uma diferença radical entre os Testamentos, ao invés de uma continuidade do Velho para o Novo. Eles acreditam que Israel e a igreja do Novo Testamento sejam dois corpos distintamente diferentes, e a ordem de Israel do Velho Testamento seja radicalmente diferente da ordem da igreja do Novo Testamento. Os Batistas pregam, segundo as Escrituras, que a igreja é estritamente uma instituição do Novo Testamento, um mistério desconhecido antes dos tempos do Novo Testamento, mas revelado nos tempos do Novo Testamento. Um mistério no Novo Testamento refere-se a algo que até aquele momento era desconhecido e foi naquele momento revelado. Em Efésios 5:32 e 3:4-6, Paulo diz que a igreja é um mistério ou algo desconhecido, até aquele presente momento, mas que foi naquele tempo revelado. 

Os Batistas têm historicamente crido na perpetuidade das igrejas verdadeiras, como a do Senhor Jesus, prometida em Mateus 16:18, quando Ele disse, "... edificarei a minha igreja e as portões do inferno não prevalecerão contra ela." Por esta razão os Batistas nunca reivindicaram ser Protestantes. Eles sempre, e em unanimidade, negaram qualquer ligação com a Igreja Católica Romana, até a presente geração, e sempre reivindicaram ser oriundas de Jesus Cristo e os Apóstolos. Eles não surgiram nos anos 1.500 com a Reforma Protestante. Os Batistas voltam na história ao período do Novo Testamento. Eles nunca foram parte de nenhuma outra denominação, portanto, eles não tem nada a protestar! Nós não nos baseamos apenas na promessa do Senhor, em Mateus 16:18, onde diz que haverão igrejas verdadeiras sempre neste mundo, nós também o sabemos a partir do próprio testemunho da história. Johann Mosheim, o grande historiador Luterano, reconheceu que os Batistas existiram antes da Reforma Protestante, quando ele disse, "Antes do surgimento de Luter e Calvino, eram oclusas, na maioria dos países da Europa, pessoas que tenazmente aderiram aos princípios dos Batistas Holandeses." Zwingli, um dos Reformadores, disse durante a Reforma, "Eles (Batistas) tem causado um grande distúrbio por 1.300 anos." O Cardeal Católico Romano Housis, o qual esteve envolvido no Conselho Católico Romano de Trento de 1.544, e que odiava os Batistas, mas mesmo assim disse bem francamente, "Se a verdade da religião fosse julgada pela prontidão e coragem pela qual um homem de alguma seita demonstra em sofrimento, então a opinião e persuasão de nenhuma seita poderia ser mais verdadeira e certa, do que a dos Ana-batistas, desde que não houveram nenhuma destes 1.200 anos passados que tivessem sido mais largamente punidas, ou que permaneceram mais tranqüilas e firmes, e até oferecendo a si mesmas aos mais variados tipos de punições cruéis, do que estas pessoas."

Por terceiro, os Batistas não podem ser, apropriadamente, chamados de Reformadores
 

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS CRÊEM SOBRE A RELAÇÃO ENTRE IGREJA E O ESTADO.
 

As igrejas verdadeiras de Jesus Cristo, dos tempos dos apóstolos, foram cruelmente perseguidas pelo governo Romano, mas não importava o quanto e quão cruelmente fossem perseguidas, o número e a influência do Cristianismo permanecia crescendo rapidamente. Acerca de 314 d.C., a influência da Cristandade no império Romano, crescia tanto que o Imperador Constantino decidiu parar de perseguir os Cristãos, e aderir ao Cristianismo, e então usá-lo para solidificar e aumentar seu poder de imperador. Constantino afirmou ter visto uma visão de uma cruz vermelha flamejante no céu, e sobre esta cruz estava escrito "Por Este Sinal Conquiste." Ele interpretou isto significar que ele deveria tornar-se um Cristão, e então ordenou que toda a perseguição contra os Cristãos cessassem, e declarou o Cristianismo como religião do estado de Roma. Constantino chamou todos os Bispos ou pastores do império, juntos, no Conselho de Nicea em 325 d.C., para que formassem uma unidade doutrinal. Assim, o estado e a igreja estavam casados, com o imperador exercendo poder sobre as igrejas e pastores. Ironicamente, quando a igreja e o estado foram unidos sob o governo de Constantino, Constantino nem era um Cristão. Ele concordou em tornar-se um Cristão, mas ele ainda não tinha afirmado ser Cristão. Ele finalmente confessou ter tornado-se um Cristão, mas recusou-se a ser batizado até prestes a sua morte, alguns anos depois. Alguns anos depois disto, em 407 d.C. o batismo infantil foi obrigatório para todos, e uma pessoa tornava-se uma cidadã do estado através do batismo. Obviamente, quando a igreja e o estado foram unidos neste casamento, e o batismo infantil foi requerido para a cidadania no estado, um grande número de pessoas não regeneradas ingressou às igrejas. Quando, alguns Cristãos recusaram-se a concordar deste casamento de Constantino da igreja e do estado, ele começou a usar o poder do estado para forçá-los a concordarem. Algumas destas pessoas foram chamadas de Donatistas. Os Donatistas não aceitaram o batismo da igreja estadual e batizaram novamente as pessoas que se juntassem a eles vindas das igrejas estaduais. Em 413 d.C. o imperador Theodosius publicou um edital declarando que pessoas que fossem batizadas novamente e aquelas que os tivessem batizado novamente, deveriam ser punidos com a morte, e um rio de sangue resultou do casamento da igreja e do estado, sob o governo de Constantino. 1.200 anos após, durante a Reforma, Calvino e outros Reformadores deixaram o estado e a igreja unidos, e o batismo ainda era obrigatório para se tornar um cidadão do estado.

A Confissão Reformada de Fé de Westminster, disse no seu artigo intitulado "O Magistrado Civil," "...ele tinha autoridade e é o seu dever para fazer ordens, que a unidade e a paz fosse preservada na igreja, que a verdade de Deus fosse mantida pura e inteira, que todas as blasfêmias e heresias fossem suprimidas, e todas as corrupções e abusos na adoração e disciplina fossem prevenidos ou reformados, e todas as ordenanças de Deus devidamente estabelecidas, administradas e observadas e para o seu melhor efeito, ele tem poder para organizar sínodos, para estar presente neles, e para determinar que qualquer negocio tratado neles estivessem de acordo com o pensamento de Deus..." Na nova nação Americana, ao final dos anos 1.700, este conceito Reformado de igreja e estado, o qual fora mantido pelos Puritanos, fora enfaticamente rejeitado. O artigo na Confissão de Westminster teve que ser revisado para os Americanos, após o estabelecimento nacional da primeira emenda da Constituição dos Estados Unidos.

Os Donatistas não vêem os arranjos de Constantino como uma vitória para o Cristianismo, mas como uma perversão dos ensinamentos das Escrituras, e verdadeiramente como a "a queda da igreja." Nos tempos da Reforma 1.200 anos depois, os Anabatistas não teriam nada a fazer com uma igreja estadual. Esta é uma das principais razões da sua separação de Calvino, Lutero e outros Reformadores. Os Reformadores, as vezes, se referem aos Anabatistas como sendo Donatistas ou Neo-Donatistas, por causa que os Donatistas se opuseram a este casamento da igreja e o estado, 1.200 anos antes da Reforma.

Os Batistas crêem com o Novo Testamento que o magistrado civil não tenha nenhum direito a requerer a nossa forma de religião e punir-nos por não seguir a religião que ele estipule. Os Batistas crêem que o Senhor Jesus Cristo é o Senhor da igreja e o Senhor do Estado, mas Ele não faz com que o estado reja a igreja, tampouco a igreja reja o estado. Nós cremos que o estado não pode nunca forçar os homens a acreditarem na verdade. Apenas o trabalho regenerador do Espírito Santo pode induzir os homens a fazer isto. 

Os Batistas crêem que os Cristãos são cidadãos de dois reinados: um reino terrestre que é regido pelos homens, para ambos salvos e não salvos, e um reino celeste regido pelo Senhor Jesus Cristo. Nós baseamos isto, em parte, nas palavras do nosso Senhor em Mateus 22:17 e 21. Para os Batistas, a igreja e o mundo são basicamente separados e antagonistas uns aos outros. Os Batistas não pensam e nem desejam em unir os dois, e os Batistas nunca tiveram uma religião estadual em lugar nenhum. A atitude na qual uma pessoa toma diante os arranjos de Constantino revela se esta é Reformada ou Batista, e em que crê sobre a igreja. As pessoas Reformadas vêem na mudança de Constantino uma vitória para o Cristianismo. Os Batistas vêem-na como a queda da igreja. É evidente que os Reformadores não creram no seu lema Sola Scriptura quando necessitava a renúncia dos arranjos de Constantino nos tempos da reforma.

Quarto: não é apropriado chamar os Batistas de Reformados
 

POR CAUSA DO QUE OS BATISTAS ACREDITAM SOBRE O BATISMO
 

Os Reformadores praticam o batismo pela aspersão do mesmo modo que faz a Igreja Católica. Eles trouxeram consigo esta prática, alheia às Escrituras, do próprio Catolicismo. Nos tempos da Reforma, e, até os dias de hoje, os Reformadores admitem que a imersão foi a prática das igrejas do Novo Testamento, mas, de qualquer maneira, eles praticam o batismo pela aspersão. As pessoas Reformadas nos dizem que o batismo pela aspersão é tão bom quanto o pelo imersão, mas os Batistas perguntam: "Por favor, pode mostrar isto nas Escrituras?" Os Reformadores praticam o batismo infantil. Eles trouxeram isto da Igreja Católica. As pessoas Reformadas dizem que todos os pais Cristãos devem ter seus filhos batizados pela aspersão. Os Batistas perguntam: "Por favor, pode mostrar isto nas Escrituras?" Não encontram-se vestígios nenhum de batismo infantil no Novo Testamento. Segundo às Escrituras, o batismo do Novo Testamento é um batismo adulto. Nada mais claramente se divirja do Novo Testamento do que o batismo infantil. Os Batistas rejeitaram estes erros, e insistiram somente no batismo dos crentes e o batismo por imersão, e nós não iremos aceitar o batismo pela aspersão ou o batismo de criancinhas como batismos bíblicos. Os Batistas mandam que aqueles que chegam, desejando unir-se a nós, vindos de denominações Reformadas que praticam estes erros, sejam batizados novamente, ou batizados segundo às Escrituras. Foi através disto que nós levamos o nome de Anabatistas. O nome significa Re-batizadores. Mais tarde, o nome foi simplesmente abreviado para Batistas.

Finalmente, não é apropriado chamar os Batistas de Reformados

POR CAUSA DO MODO NÃO CRISTÃO QUE OS REFORMADOS TÊM SE REFERIDO AOS BATISTAS, ATRAVÉS DOS SÉCULOS.
 

A história dos Batistas é uma história escrita em sangue. Eles sofreram terrivelmente, não só sob a tirania Católica Romana antes da Reforma, eles foram igualmente perseguidos e abatidos pelos Protestantes Reformadores. Os Reformadores verdadeiramente odiaram os Batistas por causa que os Batistas insistiram que a única regra de fé e prática para as igrejas fosse a Palavra de Deus. Os Reformadores não puderam rebater isto, e o que eles não puderam combater com argumentos, eles procuraram destruir com a força. Os Reformadores desencadearam uma perseguição amarga e sangrenta aos Batistas por causa da insistência dos Batistas numa aplicação consistente da Sola Scriptura à igreja e ao batismo. 

A história mostra que os líderes Reformadores verteram o sangue Batista tão livremente quanto fizeram os Católicos Romanos, uma vez que eles conseguiram o poder para forçar seus editais. Calvino, por si só, tinha muitas coisas amargas a dizer dos Anabatistas, os chamando de homens loucos e furiosos, espíritos frenéticos, homens dementes e bárbaros, idiotas e ignorantes. Ele chamou os ensinamentos Batista de sonhos delirantes, estúpidos, doidos varridos e de vômitos de bêbado. Em seu trabalho intitulado "Contra os Anabatistas", Calvino disse, "Por último, como um bêbado, após ter esvaziado de seu estômago com um arroto o odor desagradável que fomentou o seu estômago, assim mesmo estes homens maus, após terem menosprezado este santo religião, a qual o Senhor tem honrado tanto, finalmente, com uma garganta aberta vomita suas blasfêmias grandemente deformadas." Tomas Armitage, o historiador Batista, refere-se a estas definições de Calvino e os outros Reformadores como "Artimanhas Anti-Batistas." Os Batistas não fizeram parte da Reforma. Eles eram vítimas dela. Os Batistas crêem que, segundo às Escrituras, toda perseguição para apoiar a religião é radicalmente errada, e é fato que os Batistas nunca perseguiram outras pessoas, mas que sempre foram perseguidos por elas.

Então, os Batistas são Reformados? A resposta, tanto da Palavra de Deus quanto da história é, Não, os Batistas não são Reformados, e quando, um Batista identifica-se como Reformado, ele está dizendo algo que ele não quer realmente dizer. As conotações do termo Reformado sugerem posições teológicas que são contrárias à posição Batista. Esperançosamente, a maioria dos Batistas que se chamam de Reformados, queiram dizer somente que eles têm a mesma opinião sobre a salvação quanto os Reformadores. Eles crêem nas doutrinas da Graça Soberana de Deus. 

Alguns dos Batistas hoje em dia chegaram a ver as doutrinas bíblicas da graça através da leitura dos Reformadores e Puritanos. Ao fazer isto, eles também aspiraram os ensinamentos Reformadores relacionados à igreja. Os Batistas devem aceitar as doutrinas da Graça de Deus, mas, ao mesmo tempo, devem rejeitar os ensinamentos Reformados sobre a igreja, os quais não são baseados na Palavra de Deus. Pense a respeito! Uma vez que uma pessoa si chama ‘Reformada’, ela esta verdadeiramente reconhecendo uma conexão no passado com a Igreja Católica, porque os Reformadores vieram desta falsa igreja. Por que os Batistas deveriam procurar identificar-se com a aspersão de crianças, enquanto ensinam a imersão como o correto modo de batismo? É difícil de entender como os Batistas que foram odiados e perseguidos por Calvino, Lutero e outros Reformadores, possam agora querer ser chamados de Reformados. Por que deveriam os Batistas identificarem-se com os Reformadores, os quais juntos aos Católicos são os responsáveis pelo sangue de milhares de mártires Batistas? Chamar uma igreja Batista de Reformada é uma confusão para aqueles que conhecem a Palavra de Deus e um pouco de nossa história. 

O termo "Batista Reformado" é um oxímoro, um termo auto contraditório. Uma pessoa não pode, ao mesmo tempo, ser Reformada e Batista, após a definição das crenças dos Reformados e dos Batistas nesta mensagem. Para encerrar, Eu quero dizer que as Escrituras, em nenhum lugar, chamou a falsa igreja para uma Reforma. Pelo contrário, as Escrituras dizem no Apocalipse 18:4, "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante do seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas."  

Autor: Laurence A. Justice

Tradução: Gustavo Stapait 02/02
Revisão: Calvin G. Gardner 03/02
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O culto batista nas suas origens



O estilo batista de culto tem mu­dado consideravelmente desde 1609. Os cultos dos primeiros batistas eram bem longos, às vezes com vários sermões. Nos primeiros tempos, não havia música ou canto. 

O registro mais antigo de uma celebração batista é de 1609, numa carta de Hughe and Anne Bromhead, que diz: 

"A ordem do culto e do governo de nossa igreja é: 1- Nós começamos com uma oração. Depois, lemos um ou dois capítulos da Bíblia, damos o sentido e conferimos o mesmo. Isto feito, guardamos nossos livros e, depois de uma oração solene feita por um orador, ele propõe algum texto da própria Escritura e prega sobre o mesmo pelo espaço de uma hora ou três quartos de uma hora”. O “exercício da manhã” – conclui a carta dos Bromhead – “ começa às oito horas e continua até meio-dia. O mesmo tipo de exercício é observado à tarde, das 2 às 5 horas ou 6 horas”. 

O primitivo culto batista era cumprido e continha basicamente exposição bíblica. Não havia cântico. Os batistas davam grande valor à espontaneidade e à participação do auditório. 

Por volta da década de 1670, algumas igrejas batistas cantavam os Salmos e cânticos compostos por crentes. Isto gerou controvérsias e muitas igrejas se dividiram por causa da “polêmica dos cânticos”. Benjamin Keach, pastor em Londres, fazia sua igreja cantar um hino após a Ceia do Senhor. Logo depois, a igreja também cantava durante os cultos regulares. 

Em 1691, Keach publicou o primeiro hinário batista, “Spiritual Melody” uma coletânea de mais de 300 hinos.


Traduzido por Israel Belo de Azevedo, no Jornal Batista - domingo, 12/07/09. p. 9
*Imagem da foto é da Igreja Batista do Cordeiro, Pernambuco.

I João 2.1-2, Nega A Expiação Particular!

“¹ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Ju...