Mostrando postagens com marcador Anabatistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Anabatistas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de dezembro de 2023

400 Anos de História Batista Moderna



Em 2009, os batistas completaram 400 anos. A Aliança Batista Mundial fez uma grande celebração por ocasião do seu Conselho Geral, de 27 de julho a 1 de agosto de 2009, em Ede, a 50 quilômetros de Amsterdam, Holanda. No Brasil, a Convenção Batista Brasileira também promoveu celebrações.

Comemorações entre os batistas têm tido dificuldades por algumas questões.  No Brasil mesmo, a Convenção decidiu, após um debate, que o marco inicial batista se deu com a fundação da igreja localizada em Salvador (BA), em 1882. As celebrações não encerraram os debates, que não terminarão agora que a Convenção, por sua assembleia última em Brasília, decidiu que o marco inicial batista foi em 1871, em Santa Bárbara (SP).

O mesmo deve se dar com as comemorações do quarto centenário, como o evidencia a própria decisão da Aliança Batista Mundial ao usar a expressão "400 anos do movimento batista". Infelizmente, uma questão apenas historiográfica acabou por se tornar uma questão doutrinária, como se o lugar dos batistas na história precisasse ser avaliado por sua antiguidade e não por sua fidelidade às Escrituras.

Para muitos, os batistas começaram às margens do rio Jordão, próximo a Jerusalém, onde João o batizador imergia as pessoas que se arrependessem e cressem (vindo daí o anagrama JJJ para designar esta posição). O sucessionismo batista (a ideia de sempre houve batistas desde os tempos de Jesus) surgiu a partir de meados do século 19. J. R. Graves cria que "Cristo, ainda nos dias de João o Batista, estabeleceu um reino visível na terra, e que este reino nunca foi feito em pedaços. (...) Se seu reino permaneceu intacto, e o será até o fim, (...) seu reino não pode existir sem verdadeiras igrejas". S.H. Ford defendida uma "continuidade ininterrupta do reino de Cristo, desde os dias de João o Batista até agora, segundo as expressas palavras de Cristo".  Essa ideia foi disseminada no livro "O rasto de sangue", de J.M. Carroll, publicado em 1931 nos Estados e duas décadas depois no Brasil.

Além desta expressão apologética, há ainda outra dificuldade. Os fatos relacionados ao surgimento dos batistas são pauperrimamente documentados. Pouco se sabe sobre o calvinista John Smyth (1570 - c.1612) ou o arminiano Thomas Hellys (c. 1550 - c. 1616). No entanto, o que se sabe permite registrar, sem margem de erro, que os primeiros batistas surgiram em 1609 em Amsterdam.

Um grupo de "pessoas livres do Senhor", pastoreadas por John Smyth, começou a se reunir na Inglaterra. Perseguido, migrou para Amsterdam, possivelmente com recursos do advogado Helwys. Todos queriam liberdade civil e religiosa, possível na Holanda e inexistente na Inglaterra.

Para Smyth, uma congregação só pode ser formada por crentes adultos, batizados segundo a consciência. Seguro que este era o ensino do Novo Testamento, Smyth pediu a Helwys que batizasse a congregação, mas a proposta não foi aceita. Smyth, então, o fez, aspergindo-se primeiro a si mesmo e depois aos outros membros, inclusive Helwys, que pouco tempo depois assinaria uma confissão de fé que considerava o batismo como uma manifestação exterior da morte com Cristo visando a novidade de vida, razão por que não deveria ser ministrado a crianças.

Num tempo de instabilidade, alguns irmãos se uniram com os menonitas, enquanto outros voltaram para a Inglaterra, onde formaram (em 1612) uma igreja, sob a liderança de Helwys, que foi preso e morto quatro anos depois.

Várias outras igrejas independentes foram surgindo, resultando em crescimento e na descoberta da imersão. Um membro de uma das igrejas existentes na Inglaterra, lendo o Novo Testamento, concluiu que o batismo não só não deveria ser ministrado a crianças como deveria ser realizado por imersão. Como ninguém da congregação, que era calvinista (ou "particular", por crerem que a redenção era só para os eleitos) fora imergido, este irmão, Richard Blunt, buscou um grupo que o fizesse. Os "Collegiants" batizavam deste modo. Ele então se submeteu ao batismo em 1641 e depois batizou os demais 52 irmãos ingleses. Pouco depois, os batistas "gerais" (arminianos) também aderiram. A Confissão de Fé de 1644 trazia a imersão como a forma aceitável de batismo.

As igrejas batistas cresceram (rapidamente, para os padrões da época), chegando a 47 comunidades em 1644 e 115 em 1660.

Esta é a história que precisa ser pesquisada, contada e celebrada.

Temos agora, neste quarto centenário, a oportunidade de agradecer a Deus pelo testemunho de tantos pessoas, contadas hoje em 37 milhões de membros (em 160 mil igrejas), dos quais 1,7 milhões na América Latina (1,3 milhões no Brasil), 5 milhões na Ásia, 8 milhões na África e 21 milhões nos Estados Unidos.

Que os batistas no Brasil não percam a oportunidade de celebrar este quarto centenário.

Fonte: https://www.igrejabatista.net/blog/400-anos-da-igreja-batista

domingo, 17 de setembro de 2023

Michael Sattler - Martir Anabatista


Após a morte de Conrad Grebel (1526) e Felix Manz (1527), Michael Sattler foi o líder mais notável dos irmãos suíços. Seu martírio ocorreu apenas alguns meses depois do de Manz.
“Michael Sattler nasceu por volta de 1495 em Staufen, perto de Freiburg, em Baden”. Educado na Universidade de Freiburg, Sattler entrou no claustro de São Pedro perto de Freiburg como um monge, avançando para a posição de prior do claustro. Através de seus estudos das escrituras e, sem dúvida, influenciados pela nova teologia da reforma em circulação, Sattler deixou o mosteiro em 1523 e casou-se com Margareta.
Sattler juntou-se aos irmãos suíços em Zurique, do qual ele foi banido em 18 de novembro de 1525. Trabalhou pela fé em Horb e Rottenburg, em Württemberg, depois indo para Strasburg, na Alsácia. Voltando para Horb e Rottenburg, “em 24 de fevereiro de 1527, Sattler presidiu uma conferência de irmãos suíços realizada em Schleitheim, no Cantão de Schaffhausen. Ele apresentou nesta conferência uma confissão de fé que foi aprovada e adotada sem uma voz dissidente e foi mais tarde impresso sob o título “Bruderliche Vereinigung etlicher Kinder Gottes” (Acordo fraterno de alguns filhos de Deus), como a confissão de fé dos irmãos suíços. A confissão foi considerada importante o suficiente para ser refutada tanto por Zwinglio quanto por Calvino em obras separadas.
Michael Sattler foi capturado pelas autoridades católicas romanas em Horb, tentado em 17 de maio de 1527 em Rottenburg e foi martirizado em 21 de maio de 1527. “Na manhã daquele dia, este nobre homem de Deus, à vista de horrível tortura, orou pelos seus juízes e perseguidores e admoestou o povo ao arrependimento. Ele suportou a tortura desumana estipulada na sentença. Então seu corpo mutilado foi amarrado a uma escada. Ele orou novamente por seus perseguidores enquanto a escada era colocada sobre a estaca. Ele prometeu a seus amigos que lhes daria um sinal da estaca ardente, para mostrar que ele permaneceu firme até o fim, suportando tudo de bom grado por Cristo. O fogo cortou as cordas com as quais ele estava preso, ele levantou a mão dando o sinal para eles. Logo se notou que seu espírito tinha fugido para estar com aquele a quem ele confessou firmemente sob a tortura mais excruciante, um verdadeiro herói da fé”.

Fonte: tradução livre de http://www.anabaptists.org/history/michael-sattler.html

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Tribunais Inquisicionais Protestantes





Me converti no meio batista e me formei em seminário que contaram a história batista muito vaga, mas do protestantismo exaltando a pessoa de Lutero e Calvino. Quando fui a fundo na história batista(anabatista) descobri que Lutero e Calvino era mais que um protestante. Sou batista, mas não sou protestante!!!

I João 2.1-2, Nega A Expiação Particular!

“¹ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o Ju...